Como torcedor, sonho com a volta de Kaká ao Milan, diz Berlusconi

"Ele é uma grande pessoa e está no nosso coração", disse.

Substituição no Milan. Por alguns instantes, o dono Silvio Berlusconi colocou de lado suas funções executivas e falou como um mero apaixonado pelo clube rossonero. E fez o coro da torcida: quer ver Kaká, encostado no Real Madrid, de volta ao time que mais brilhou na carreira e se tornou o melhor jogador do mundo em 2007.



- Como torcedor, sonho com o seu retorno porque não somente é um grande jogador, mas também é uma grande pessoa e está no nosso coração - disse Berlusconi, que colocou a classificação à próxima edição da Liga dos Campeões como meta caso contrate o meio-campista brasileiro.

- Estamos desejando que chegue e esperamos alcançar esse objetivo - lembrou o ex-primeiro-ministro da Itália, sem citar a sexta colocação do Milan na competição nacional (o arquirrival Internazionale de Milão é o quarto, com 39, e estaria classificado caso a temporada terminasse hoje).

O técnico Massimiliano Allegri, por sua vez, manteve os pés no chão com bom-humor.

- Se fosse automático que com Kaká alcançaríamos o terceiro lugar e chegaríamos à Liga dos Campeões já teríamos contratado-o. Veremos o que pensa o clube sobre o mercado. Eu estou em plena sintonia com a sociedade e Kaká é um jogador importante, íntegro - afirmou.

Segundo o vice-presidente Adriano Galliani, a proposta do Milan é ter Kaká por 30 meses (tempo que resta de contrato do meia com o Real). Mas ainda há negociação com o clube espanhol para determinar se o brasileiro será emprestado ou negociado em definitivo. O maior empecilho é o salário do camisa 8: de acordo com o jornal "Gazzetta dello Sport", o meia estaria disposto a baixar seu salário de ? 10,5 milhões (R$ 28,5 milhões) por temporada para ? 7,5 milhões (R$ 20,4 milhões), mas o limite do Milan seria de ? 4,5 milhões (R$ 12,2 milhões).

Um dos argumentos usados por Berlusconi e Galliani para convencer Kaká a voltar ao Milan é a Copa do Mundo de 2014. O meia acredita que ficará mais longe de ser convocado por Luiz Felipe Scolari se continuar no banco do Real Madrid.

Eleito o melhor do mundo em 2007, Kaká trocou o Milan pelo Real em 2009 por ? 65 milhões (R$ 175 milhões na cotação atual), mas nunca conseguiu repetir na Espanha o sucesso que teve na Itália. Desde a chegada de José Mourinho em 2010, o brasileiro passou a perder espaço. Na atual temporada, o camisa 8 atuou em apenas sete partidas do Campeonato Espanhol e tem ficado constantemente no banco.

Fonte: Globo Esporte, www.globoesporte.com