Contratação de Felipão está difícil

Presidente do Palmeiras acha que houve desrespeito com jogadores, e admite dificuldade

A panela de pressão que se tornou o Palmeiras nos últimos dias atingiu o presidente Luiz Gonzaga Belluzzo. Nesta quarta-feira, ele rebateu as críticas do recém-demitido técnico Antônio Carlos Zago, que se disse vítima das brigas políticas do Palmeiras. Zago deixou o clube depois de ter discutido com o atacante Robert no Rio de Janeiro, onde o Verdão empatou com o Vasco no último domingo. Belluzzo considerou desrespeitosa a abordagem do técnico ao atacante, que, depois de sair na noite carioca, chegou atrasado ao hotel no qual a delegação se encontrava.

- Profissional tem que saber lidar com o elenco, somos pessoas comuns, temos nossos problemas. A gente exige responsabilidade, mas temos que ter respeito pelos jogadores. Eu penso assim, mas vai ver eu não sirvo para ser presidente de futebol. O que muitos fizeram com os jogadores do Palmeiras, de generalizar e massacrar, não se faz - afirmou Belluzzo, em entrevista à Rádio Bandeirantes.

Com a vaga aberta para técnico, grande parte da torcida palmeirense sonha com a volta de Felipão, que já acertou para junho sua saída do Bunyodkor, do Uzbequistão. No entanto, a possibilidade de ele retornar ao futebol brasileiro ainda é pequena. Por isso, apesar de gostar muito da personalidade do técnico, Belluzzo mantém os pés no chão.

- O Felipão é um técnico consagrado, identificado com o Palmeiras. Se ele estiver disponível e quiser conversar, claro que gostaríamos. Seria muito bom. Mas temos outras opções. Não posso ficar prometendo coisas que eu não posso cumprir. Não vou ficar iludindo a torcida. Tem gente que gosta de ser iludida, não sei, mas não posso deixar ansiosa a torcida do Palmeiras - explicou o presidente palmeirense.

Felipão treinou o Palmeiras entre 1997 e 2000. Nesse período, conquistou os títulos da Copa do Brasil, Taça Libertadores e foi vice-campeão brasileiro e mundial.

Fonte: Globo Esporte