Espanha goleia a Itália por 4 a na Ucrânia  e conquista o bicampeonato na Eurocopa 2012

Espanha goleia a Itália por 4 a na Ucrânia e conquista o bicampeonato na Eurocopa 2012

Dona do jogo nos primeiros minutos, a Espanha não demorou a conseguir balançar as redes.

Campeã europeia em 2008. Campeã mundial em 2010. Campeã europeia em 2012. A geração espanhola atualmente comandada por Vicente del Bosque ratificou neste domingo o status de melhor equipe do planeta. Em Kiev, na Ucrânia, a equipe, criticada durante parte da Eurocopa 2012 pelo futebol apresentado, respondeu com maestria: goleada por 4 a 0 sobre a Itália, que garantiu ao país o bicampeonato ao país, inédito na história da competição.

Xavi domina jogo, e Espanha abre grande vantagem em 45min

As críticas sobre o estilo espanhol adotado na Eurocopa parece que atingiram a equipe comandada por Vicente del Bosque. Na decisão diante da Itália, justamente um adversário que se espelhou no sistema de jogo de toques parecido, a atual campeã mundial se mostrou mais objetiva. O exemplo da ¿fome¿ espanhola surgiu aos 10min, quando Xavi tabelou com Fábregas e arriscou de fora da área, assustando Buffon.

Dona do jogo nos primeiros minutos, a Espanha não demorou a conseguir balançar as redes. Aos 13min, Iniesta recebeu livre na intermediária e descolou um lindo passe em profundidade para Fábregas. O camisa 10 espanhol ganhou na velocidade de Chiellini e cruzou na medida para David Silva. O jogador do Manchester City desviou com precisão de cabeça para abrir o marcador.

O gol anotado logo no início modificou o comportamento espanhol no restante da etapa inicial. Acostumada a controlar a posse de bola e minar as tentativas adversárias, a atual campeã mundial se retraiu e permitiu à Itália ditar o ritmo de jogo. Recuado, o time vermelho esperava apenas um erro do adversário para encaixar um contra-ataque.

O espaço esperado pela Espanha surgiu aos 43min. Xavi avançou em velocidade e achou Jordi Alba. O lateral esquerdo recebeu livre e tocou com categoria na saída de Buffon, se aproximando de um inédito bicampeonato. A Itália, acuada pelo volume de jogo adversário, pouco ameaçava ¿ a principal chance surgiu aos 43min, com Montolivo -, embora tenha terminado a etapa inicial com mais posse de bola do que o rival.

Geração espanhola controla jogo, dá show e faz história com bicampeonato

O extremo domínio espanhol na primeira etapa abateu o time italiano. A Espanha, por outro lado, retornou ainda melhor. Logo aos 3min, Fábregas, um dos grandes destaques da decisão, deixou Balzaretti no chão, fintou mais um marcador e chutou fraco. Buffon conseguiu tocar na bola e evitar o terceiro gol da principal equipe do mundo no momento.

A Itália pouco ameaçou a meta defendida por Casillas. O técnico Claudio Prandelli tentou ainda modificar a configuração do ataque com Di Natale; mas o experiente jogador não conseguiu novamente vazar o gol espanhol - foi o único na Euro a superar o goleiro do Real Madrid. Aos 7min, o camisa 11 recebeu de Montolivo e exigiu grande defesa do rival.

A oportunidade desperdiçada por Di Natali vacinou a Espanha. A equipe retomou o estilo clássico da atual geração e controlou o ritmo de jogo. Tal ritmo só aproximou a campeã mundial do terceiro gol, situação que desanimou completamente o lado italiano. Atrás no marcador, o país tetracampeão mundial ainda perdeu Thiago Motta, que entrou no segundo tempo e precisou deixar o jogo por lesão.

Melhor para o time Xavi, Iniesta e companhia, que, ao melhor estilo de eficiência no passe, pôde comemorar escrever mais um capítulo desta formação espetacular. Ainda antes do final, Fernando Torres fundou um novo grupo na história: o de goleadores em duas finais de Euro. Autor do gol do título espanhol em 2008, o centroavante do Chelsea recebeu passe de Xavi e finalizou com precisão na saída de Buffon, fechando o marcador aos 38min.

Fernando Torres, que poderia assumir a artilharia isolada da Euro, ainda mostrou solidariedade no final do jogo. O camisa 9 recebeu grande passe de Xabi Alonso e, diante de Buffon, rolou de lado para Juan Mata, companheiro de Chelsea. O camisa 13, com o gol livre, tocou para as redes e transformou a simples vitória em goleada, a maior aplicada por um time na história em uma final de Eurocopa.







Fonte: Terra