"Falei que queria e vou vencer no Cruzeiro", desabafa atacante Wellington Paulista

O tempo passou, Thiago Ribeiro se machucou, e Wellington aproveitou bem as chances

Falou e disse. Quando teve o nome envolvido em uma possível troca entre Cruzeiro e Flamengo, que também atingiria o meia Zé Roberto, o atacante Wellington Paulista fez questão de dizer que preferia ser reserva na Toca da Raposa. Nada contra o Rubro-Negro, ele ressalta, mas estava em jogo a honra do jogador.

O tempo passou, Thiago Ribeiro se machucou, e Wellington aproveitou bem as chances. É o artilheiro do time na Libertadores, com cinco gols, e foi decisivo na semifinal contra o Grêmio. Nesta quarta-feira, vai disputar a primeira final da competição continental na carreira. No balanço da temporada, diz que não tem do que lamentar e explica como conseguiu reagir.

- Acima de tudo confiança. Quando saíram as matérias dizendo que eu ia para o Flamengo, comentei que queria vencer aqui. Falei que queria e vou vencer no Cruzeiro. Vim para vencer e não para ter uma passagem relâmpago. Agora, temos condições de ganhar a Libertadores e vamos em busca disso ? afirmou.

O atacante sonha com a artilharia da Libertadores. Está a dois gols de Mauro Boselli, do Estudiantes (ARG), Núñez, do Nacional (PAR) e Rodrigo Teixeira, do Deportivo Cuenca (EQU).

- Seria bom demais. Sempre sonho ser o artilheiro dos campeonatos que disputo, estamos na final, a dois gols da artilharia. A meta é tentar ser campeão e artilheiro ? comentou.

Wellington Paulista é quase um especialista sobre o Estudiantes, adversário celeste na decisão da Libertadores, nesta quarta-feira, no Mineirão. Do segundo semestre do ano passado para cá, enfrentou os argentinos cinco vezes: duas pelo Botafogo (na Copa Sul-Americana) e três pelo Cruzeiro (fase de grupos e primeiro jogo da final da Libertadores).

- Para mim é o melhor time argentino da atualidade, joguei contra eles na época do Botafogo, mais três vezes neste ano e sei o quanto é difícil. Tem que ter calma, tranquilidade e perseverança. A gente tem 90 minutos para tentar ganhar. O negócio é jogar e trabalhar a bola. Nosso time dentro do Mineirão é muito qualificado. Temos que arrumar espaços, pois eles marcam muito bem ? afirmou.

A bola rola para Cruzeiro e Estudiantes às 21h50m (de Brasília) desta quarta. Como empataram sem gols em La Plata, quem vencer fica com o título. Em caso de nova igualdade, a decisão será na prorrogação ou até mesmo nos pênaltis.

Fonte: Globo Esporte, www.globoesporte.com