Feliz por ter a confiança do grupo, Cuca crê em fim do "mau momento"

Afinal, se toda equipe pode ter um mau momento em uma competição longa, o período celeste precisa ser deixado para trás

A terça-feira foi de conversa na Toca da Raposa. Cuca reuniu os jogadores e bateu um papo no gramado. O assunto não poderia ser outro: a reação no Brasileiro. E para o treinador da Raposa, ela precisa vir imediatamente. Afinal, se toda equipe pode ter um mau momento em uma competição longa, o período celeste precisa ser deixado para trás.

- Não é bem cobrar. Não tem como exigir que as coisas mudem. Tem que trabalhar, ter convicção no que faz e seguir com confiança. O que acontece é que precisa de um comprometimento maior. Ninguém está falando em cima de 20 ou 30 rodadas, mas de um começo de campeonato onde as coisas não estão acontecendo. Temos condições de mudar, é um campeonato longo. Eu, todo dia, falo a mesma coisa. É muito difícil uma equipe se manter com regularidade durante tanto tempo. Toda equipe vai ficar por baixo durante uma parte da competição. Esse é o nosso momento e nós temos que fazê-lo ficar o menor possível.



Após o empate em 1 a 1 com os reservas do Santos, Cuca chegou a colocar o cargo à disposição da diretoria. O treinador explicou a situação e garantiu que sai fortalecido do acontecimento.

- As coisas estão iniciando, mas a gente tem que ficar alerta. Até em razão disso, eu deixei a diretoria bem à vontade. Se fosse a situação de uma troca, que se fizesse sem sequela ou consequência negativa nenhuma. Fiquei muito feliz de saber que tenho a confiança deles, que eu tenho a confiança do grupo. Eu não peço para ir embora, porque eu confio nesse grupo. Eu sei que eles podem, e vão passar essa situação. A gente está num mau momento.

A partida contra o Santos pode ser considerada o estopim para momento ruim do Cruzeiro. O treinador ressaltou a frustração do empate na partida em que a equipe foi a dona das ações. No calor do jogo, Cuca chegou a dizer que ficou envergonhado com o resultado.

- Não é vergonha do time ou coisa assim. É ter tido 70% de posse de bola, com 29 situações em que poderia ter feito o gol, o segundo pelo menos. Aí, vem aquela frustração em cima da hora, qualquer ser humano fica entristecido. Mas isso é momentâneo, e passado, já estamos reerguidos em busca da primeira vitória.

Fonte: GloboEspote, www.globoesporte.com