Ferrari escapa ao mandar Massa abrir para Alonso

Ferrari escapa ao mandar Massa abrir para Alonso

A decisão foi tomada após o julgamento no plenário do Conselho Mundial, na Place de la Concorde

O Conselho Mundial de Esporte a Motor da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) livrou a Ferrari de punições adicionais pelo vexame do GP da Alemanha, em Hockenheim. A equipe italiana foi julgada por mandar Felipe Massa dar passagem e ceder a vitória a Fernando Alonso. A ordem, dada pela comunicação por rádio, foi mostrada na transmissão oficial de TV e causou uma enorme polêmica ao redor do mundo. O time recebeu apenas uma multa de US$ 100 mil (R$ 172 mil).

A decisão foi tomada após o julgamento no plenário do Conselho Mundial, na Place de la Concorde, em Paris. A FIA também anunciou que reverá a proibição ao jogo de equipe em uma próxima reunião do órgão, e que a Ferrari será responsável pelo pagamento dos custos jurídicos da reunião marcada pela federação. A decisão completa será publicada nesta quinta-feira.

"No dia 25 de julho de 2010, no GP da Alemanha, os comissários de prova decidiram que a Ferrari infringiu a proibição às ordens de equipe que interfiram em um resultado de corrida. Eles aplicaram uma multa de US$ 100 mil (R$ 172 mil) e enviaram o caso para apreciação do Conselho Mundial de Esporte a Motor. O julgamento foi marcado para uma reunião extraordinária em Paris, no dia 8 de setembro de 2010. Após uma análise profunda nos documentos, relatos e depoimentos, foi decidido que a decisão dos comissários - a multa - seria mantida pela infração ao artigo 39.1 do regulamento esportivo. Além disso, a Ferrari terá de pagar os custos da audiência organizada pela FIA", diz o comunicado oficial divulgado pela entidade nesta quarta-feira.

Além disso, a FIA anunciou que o Grupo de Trabalho Esportivo da Fórmula 1 será o responsável para investigar a questão da proibição às ordens de equipe e chegar a uma solução. A Ferrari gostou da decisão tomada pela FIA e deixou claro que está concentrada em buscar um bom resultado no GP da Itália para continuar na luta pelo título mundial.

"A Ferrari reconhece a decisão do Conselho Mundial da FIA sobre o GP da Alemanha deste ano e quer expressar sua satisfação com a proposta de rever o artigo 39.1 do regulamento esportivo da Fórmula 1 após as discussões. Agora nossos esforços estão concentrados no GP da Itália, no próximo fim de semana em Monza", diz o comunicado oficial da Ferrari.

Relembre o vexame de Hockenheim

A equipe italiana teve de se explicar após ter sido considerada culpada por ter ordenado a troca de posições entre seus pilotos no GP da Alemanha. Ela já recebeu uma multa de US$ 100 mil por atitude antidesportiva. O resultado da corrida em Hockenheim estava sub júdice.

Os comissários consideraram em Hockenheim que a Ferrari infringiu os artigos 39.1, que proíbe ordens de equipe, e 151c, que fala sobre atitudes antidesportivas que sujem a imagem do esporte. Eles começaram a investigar o caso logo após o término da corrida em Hockenheim. Stefano Domenicali, chefe da equipe, e Massimo Rivola, diretor, tiveram de ir à torre de controle do autódromo para explicar o incidente e as ordens codificadas na comunicação por rádio durante a corrida. Alonso e Massa também foram chamados.

Após a largada, quando estava em terceiro superou Fernando Alonso e Sebastian Vettel para assumir a liderança do GP da Alemanha, Felipe Massa segurou a pressão do companheiro de equipe. Resistiu aos ataques do espanhol, mas a Ferrari se intrometeu na briga na 49ª volta, e ele cedeu a posição, quase parando o carro na pista.

Após a corrida, a Ferrari foi considerada culpada por ter dado a ordem, proibida pelo regulamento da Fórmula 1 desde o GP da Áustria de 2002, quando o brasileiro Rubens Barrichello foi obrigado pela equipe italiana a ceder a vitória para o alemão Michael Schumacher na reta de chegada do circuito de A1-Ring. Oito anos depois, após repetir o vexame, o time vermelho recebeu uma multa de US$ 100 mil dos comissários da corrida, valor máximo em um fim de semana.

Fonte: Globo Esporte, www.globoesporte.com