Após 26 anos de jejum, Fluminense vence Guarani por 1 a 0 e é campeão brasileiro pela segunda vez

Após 26 anos de jejum, Fluminense vence Guarani por 1 a 0 e é campeão brasileiro pela segunda vez

Cruzeiro foi o vice-campeão e Corinthians ficou com o terciero lugar

Após 26 anos de espera, o torcedor do Fluminense pode soltar o grito de campeão brasileiro novamente. O time das Laranjeiras venceu o Guarani por 1 a 0 na tarde deste domingo (5), no Engenhão, e tomou para si o cetro do título nacional. O gol decisivo saiu dos pés do atacante Emerson.

A equipe comanda por Muricy Ramalho chegou a 71 pontos, contra 69 do vice-campeão Cruzeiro, que venceu o Palmeiras por 2 a 1, e 68 do Corinthians, que empatou por 1 a 1 como Goiás.

Dias de tensão antes da ?final?

A semana foi de expectativa total e muita cautela nos discursos. Fora das quatro linhas, duas polêmicas ganharam destaque: a dificuldade para comprar ingresso, marcada pela morte de um torcedor em frente às Laranjeiras, e também a suspeita de ?mala branca? do Corinthians para o Guarani, como forma de incentivo ao já rebaixado time bugre.

Antes de a bola rolar, o Engenhão lotado dava a exata dimensão da importância do jogo. Nas arquibancadas, torcedores do Guarani pareciam viver a mesma sintonia dos tricolores e se juntaram até no momento da Ola. A cinco minutos do apito inicial, chamou a atenção o colorido do belo mosaico ?Juntos pelo tri?, em referência ao título da Taça de Prata de 1970 e ao Brasileiro de 1984.















Sufoco, nervosismo e alívio

Os ânimos exaltados e toda a tensão não fizeram o Fluminense agir com cautela nos minutos iniciais. Movidos pela torcida, os jogadores partiram para cima do Guarani. Aos 9, após cobrança de falta, Gum recebeu sozinho e teve a chance de finalizar, mas foi atrapalhado pelo goleiro Emerson.

Bem fechado em seu campo, o time paulista esperava o momento certo para atacar. Apodi e Márcio Careca eram os mais acionados sempre que um mínimo espaço era aberto. Pelo lado dos cariocas, o atacante Emerson aparecia como peça mais participativa até os 20min. Conca, principal nome do time durante a competição, estava irreconhecível. Errava passes de curta distância e pouco se apresentava para organizar o setor médio.

O tempo passava rápido, a pressão parecia mais torturante e, aos poucos, o Fluminense deu mostras de que já não estava tão à vontade em campo. O ímpeto inicial deu lugar a uma atitude pouco ousada. Na contramão, o Guarani tomou gosto pelo jogo e deixou a torcida adversária com o coração prestes a saltar pela boca aos 39min, após cabeçada de Reinaldo. E a primeira etapa ficou por isso mesmo.

Na volta do intervalo, a expressão dos jogadores do Fluminense deixava no ar o tom da conversa com Muricy Ramalho no vestiário. Feições cerradas, olhares concentrados e a confiança, aparentemente renovada. Só que não mudou muito. Conca até passou a jogar mais, assim como Fred, mas a postura quase impecável do Guarani dificultava o sonho tricolor.

Aos 9 minutos, Carlinhos invadiu a área e bateu cruzado. Os torcedores levantaram da arquibancada e congelaram por milésimos de segundos, mas a zaga do Bugre afastou o perigo, impedindo que Emerson, livre, escorasse para o gol vazio.

Mas toda a aflição momento certo para ser amenizada. Aos 16, Carlinhos cruzou, Washington disputou a bola na primeira trave e Emerson aproveitou s sobra para, de pé esquerdo, tocar por baixo das pernas de Emerson.

A vantagem no placar deu ao Fluminense a tranquilidade que faltava. Como no jargão popular, acabava de tirar toneladas das costas. As pernas ficaram mais leves, o futebol mais solto e a bola menos ?rebelde?.

O Guarani não largou de Mao, se manteve bem postado, mas a partida não tinha mais o clima sufocante de antes. Aos 40min, Rodriguinho teve boa chance para o Flu, mas finalizou mal. E foi isso. Um gol foi o bastante para devolver o orgulho tricolor.

Fonte: R7, www.r7.com