Respirando com a vitória, Atlético-PR deixa Figueirense mais perto da degola

O time catarinense soma 31 pontos e aparece na 15ª posição após a 28ª rodada do torneio nacional.

Atlético-PR e Figueirense fizeram jogo de pouca qualidade técnica na noite deste domingo. A grande atração era a importância que uma vitória em Curitiba teria para os dois lados. Os donos da casa foram melhores na segunda etapa, marcaram 3 a 0 e conseguiram vencer duelo entre times que brigam para se afastar da zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro.


Com o placar construído por Dellatorre (dois gols) e Bady, o Furacão respira na competição e complica o adversário na tabela. O Atlético-PR chega aos 34 pontos para ocupar a 14ª colocação, mas segue ameaçado. O Figueirense pode se preocupar ainda mais, pois vê a degola próxima. O time catarinense soma 31 pontos e aparece na 15ª posição após a 28ª rodada do torneio nacional.

Fases do jogo: Em velocidade, o Atlético-PR tomou conta do início do jogo e dominou ações durante a primeira metade da etapa inaugural. A postura ofensiva resultava em posse de bola, mas também gerava chances reais de gols. A oportunidade mais importante aconteceu aos 21min do primeiro tempo. Após rebote de Thiago Volpi em chute cruzado, a bola bateu no pé de Marcos Guilherme. O lance, que teve dose de sorte, terminou na trave.

O sufoco acordou o Figueirense, que finalmente conseguiu segurar o time adversário. A partir dos 25min, o Atlético-PR parou de trabalhar no ataque com liberdade e passou a irritar seus torcedores. As vaias tomaram conta da Arena da Baixada e deixou os donos da casa ainda mais pressionados.

Marcos Guilherme era o principal alvo. O técnico Claudinei Oliveira percebeu o clima ruim para o meia e o substituiu no intervalo. Dellatorre entrou em campo e, em seu primeiro toque na bola, colocou o Atlético-PR em vantagem. Aos 5min, o camisa 11 aproveitou boa jogada pela direita e tocou no canto, sem chance para o goleiro do Figueirense: 1 a 0.

Só quando ficou em desvantagem que o Figueirense resolveu jogar. Os catarinenses incomodavam com jogadas de bola alta, mas insuficientes para furar o bloqueio rival. Aos 24min, o Atlético-PR aproveitou a postura aberta do adversário para resolver o jogo. Em nova jogada pela direita, o meia Bady entrou livre e escorou para garantir 2 a 0 no placar.

Para completar a festa, aos 45min, Dellatorre voltou a aparecer. O camisa 11 marcou um belo gol para fechar o jogo em 3 a 0. Da entrada da área, ele arriscou chute colocado e acertou o ângulo do gol do Figueirense.

O melhor - Marcelo: O camisa 7 foi importante para dar velocidade ao ataque do Atlético-PR. Até o momento em que saiu de campo para a entrada de Mosquito, o atacante teve papel decisivo. Foi dele a jogada para o segundo gol do Furacão, marcado por Bady. Também ajudou na marcação quando necessário.

O pior - Marcos Guilherme: O meia não foi tão mal assim, mas teve marcação implacável durante os 45min em que atuou. A torcida do Atlético-PR pegou no pé do jovem de 19 anos e não o deixou jogar. Com o peso de ter a camisa 10, o garoto falhou na tentativa de organizar o time e foi substituído ainda no intervalo.

Chave do jogo: A mudança no intervalo feita pelo treinador do Atlético-PR foi determinante para o resultado. A entrada de Dellatorre acalmou os ânimos da torcida, que pressionava o time após primeiro tempo fraco. O atacante também deu resposta em campo e marcou o primeiro gol da equipe.

ATLÉTICO-PR 3 X 0 FIGUEIRENSE

Local: Estádio Arena da Baixada, em Curitiba (PR)
Data: 12/10/2014 (domingo)
Horário: 18h30 (horário de Brasília)
Árbitro: Marcelo de Lima Henrique (FIFA-RJ)
Assistentes: Rodrigo Henrique Correa (RJ) e Gilberto Stina Pereira (RJ)
Gols: Dellatorre, aos 5min do segundo tempo e aos 45min do segundo tempo, e Bady, aos 24min do segundo tempo (ATL)
Cartões amarelos: Cleberson e Mosquito (ATL) e Marquinhos Pedroso, Everaldo e Giovanni Augusto (FIG)

ATLÉTICO-PR
Weverton; Sueliton, Gustavo (William Rocha), Cleberson e Natanael; Deivid, Paulinho Dias, Bady e Marcos Guilherme (Dellatorre); Marcelo (Mosquito) e Cléo
Técnico: Claudinei Oliveira

FIGUEIRENSE
Tiago Volpi, Jefferson Nogueira, Raul, Nirley e Marquinhos Pedroso (William Pottker); Paulo Roberto, França, Marco Antônio (Vitor Junior) e Giovanni Augusto; Mazola (Leo Lisboa) e Everaldo
Técnico: Argel Fucks

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Fonte: UOL