Após despedida, Giba aponta os dois novos líderes da seleção

Capitão, que se despediu da equipe em Londres, diz que ponteiro e levantador terão a missão de guiar equipe no novo ciclo olímpico a partir de 2013

Giba tem quase tudo pronto. Escolheu casa, acertou detalhes e agora só espera o tempo passar para arrumar as malas antes de se mudar para a Argentina. No país vizinho, o ponteiro vai defender o Drean Bolívar em sua primeira passagem pelas terras hermanas. Também será a primeira vez que o jogador não dividirá sua rotina entre clube e seleção brasileira em anos. Depois da aposentadoria definitiva com a camisa amarela nos Jogos de Londres, Giba já apontou até seus sucessores no papel de líder da equipe. Para o capitão, Bruninho e Murilo deverão assumir naturalmente a função de guiar o Brasil após sua saída.


Após despedida, Giba aponta os dois novos líderes da seleção rumo a Rio 2016

Giba entre Murilo e Bruninho: sucessores no papel de líder

Prata nos Jogos de Londres, Giba lamentou a derrota para a Rússia na final, mas valorizou a conquista. E, ao se despedir da seleção, desejou boa sorte aos futuros líderes da equipe.

- Foi um orgulho muito grande estar do lado dessas pessoas. Com certeza não foi o que a gente queria, mas somos uma geração com um ouro e duas pratas. Vai ser uma geração difícil de esquecer. Quero desejar boa sorte a quem vai ficar. Principalmente ao Bruno e ao Murilo, que terão a responsabilidade de manter a seleção onde ela esteve nos últimos 12 anos - disse.

Apontados por Giba como líderes dessa nova equipe, Murilo e Bruninho terão o desafio de guiar a seleção naquele que talvez seja o mais importante ciclo olímpico do esporte nacional. Os dois acreditam ainda ser cedo para pensar nos Jogos do Rio, em 2016, mas dizem que a principal missão é manter o espírito das últimas gerações.

- É difícil pensar em 2013 (quando a seleção se reapresenta para as competições) e 2016. Acho que Giba nos apontou como sucessores por uma característica pessoal nossa. Com a saída dele, do Serginho, do Rodrigão e do Ricardo, acabamos sendo os mais velhos, junto com o Dante. A responsabilidade fica um pouco maior, mas mais de passar essa mesma filosofia dos últimos anos, implementada pelo Bernardo. Não vejo muito mistério. Temos de manter o trabalho que está sendo feito nos últimos anos - disse Murilo.

Há seis anos na seleção, Bruninho diz que o legado da geração de Giba não pode ser esquecido. Ao enaltecer as conquistas do Brasil nos últimos 12 anos, o levantador afirmou que o sacrifício feito pelos mais velhos precisa ser valorizado.

- Fiz parte dessa geração por seis anos. Aprendi demais com eles, que a seleção é muito maior do que qualquer coisa. Esses caras merecem muito mais que status. Eles são heróis. Temos uma base bem montada, agora precisamos de dedicação dia a dia, valorizar muito essa camisa. Ver o sacrifício que eles fizeram para colocar o Brasil no topo do ranking nesses 12 anos. Se nós conseguirmos alcançar 70%, 80% do que eles conseguiram, está de bom tamanho. Só ver o currículo deles, temos de tentar valorizar muito e tudo começa no dia a dia - disse o levantador.

No caminho até o papel de um dos líderes da seleção, Bruninho precisou lidar com a pressão de ser filho do técnico Bernardinho. E o levantador acredita que já não precisa provar nada a ninguém antes de guiar a equipe pelos próximos anos.

- O que mais me chateava não era duvidarem de mim, mas da ética dele. Não sinto mais essa pressão. O que conquistamos juntos serve como prova da minha luta pelo trabalho e de que eu mereço estar entre os jogadores da seleção.

Murilo afirma que a seleção está pronta para lidar com as despedidas de jogadores importantes para o próximo ciclo. Lembra de casos anteriores para mostrar que a equipe tem condições de se manter forte.

- Despedidas, infelizmente, acontecem. São normais. Lembro do Gustavo depois de Pequim, do Maurício e do Giovane, do Nalbert... É um processo natural. Temos de agradecer a eles por todos os serviços que prestaram e dar continuidade a essa filosofia.

Fonte: GloboEsporte.com