Ginastas misturam ritmo em apresentações no solo no Mundial de Nanning

Os árbitros não gostam de hits eletrônicos ou músicas que já viraram clichês de tão usadas.

As ginastas estão ousando nas músicas que tocam durante suas apresentações no solo no mundial de Nanning, na China. Algumas atletas fazem os seus malabarismos nos embalos de um piano, ou ópera, enquanto outras preferem algo mais animado como Lady Gaga.

- No meu tempo, a gente era acompanhada por pianistas. A coreografia faz parte do solo e hoje está sendo muito valorizada, mas as ginastas precisam melhorar. Às vezes a gente fala que a ginasta está aqui e a música está lá. Parece que ela está mais preocupada com a parte acrobática e menos com o movimento, com a parte artística - disse Yumi.

Dos tempos do piano, da música ao vivo, a tcheca Vera Caslavska encantava o mundo nos anos 60, com passos delicados. Uma série muito mais próxima do ballet e quase sem acrobacias. Hoje a potência nos saltos chama atenção, e isso a americana Simone Biles tem de sobra. Atual campeã mundial do aparelho, ela foi o destaque do solo no primeiro dia de disputas femininas, com mais de meio ponto de vantagem para a segunda colocada, a compatriota Mykayla Skinner.

A romena Márta Károlyi, técnico dos Estados Unidos, vê muita semelhança entre as características de Simone com as de Daiane dos Santos. Até o ritmo agitado da melodia da americana é parecido com o samba eternizado com o Brasileirinho de Daiane. Em Nanning, teve um pouco de tudo: trilhas de James Bond, Missão Impossível e Game of Thrones; músicas de Pink Floyd, Muse, Beatles, Queen e Lady Gaga; e clássicos como Pantera Cor de Rosa e Lago dos Cisnes.

Os árbitros não gostam de hits eletrônicos ou músicas que já viraram clichês de tão usadas. No entanto, ninguém perde ponto por falta de originalidade. O que importa é a sincronia entre a música, os movimentos cheios de graça e as acrobacias seguras.

A brasileira Daniele Hypolito não está mais na briga por uma vaga na final do aparelho, mas recebeu elogios pela parte artística de sua série no solo.

- Grande parte do solo é a coreografia. É exatamente nisso que eu estou bem, nesse sentido eu não perco ponto. Você vê que são muito casadas a música e a coreografia. As minhas séries são sempre muito marcadas, e essa não, precisa ter mais expressão corporal, tem que entrar mais na música, e eu topei o desafio.  Claro que no início fiquei um pouco com medo, porque eu não sabia se conseguiria fazer tão bem a coreografia quanto eu fazia a outra, mas os árbitros e os outros países elogiaram muito a minha parte coreográfica do solo, e é isso que é importante - disse Dani, que ainda pode apresentar sua série de solo novamente em Nanning se conseguir fechar a classificatória no top 24 para ir à final do individual geral.

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Fonte: Globo Esporte