Goleador do Corinthians jogava por um salário mínimo em GO

Principal artilheiro do Corinthians em 2014, Luciano foi revelado em Goiânia


Goleador do Corinthians jogava por um salário mínimo em GO
Com sucesso quase meteórico em seus primeiros jogos de Corinthians, o atacante Luciano intriga muitos torcedores do Atlético-GO. Formada no rubro-negro goiano, a nova sensação corintiana teve passagem irregular e saiu sem muito alarde para jogar no Avaí quando recebia cerca de um salário mínimo (R$ 724). Hoje, é uma das principais novidades do futebol brasileiro em 2014.

Autor de dois gols na vitória sobre o Bahia de Feira, pela Copa do Brasil na última quarta-feira, Luciano chegou a seis em seis partidas realizadas com a camisa do Corinthians. Um início marcante, principalmente por sua trajetória no futebol goiano e a forma como passou pelo Avaí, sempre com alternâncias de momentos bons e outros discretos.

Luciano recebia um salário mínimo em Goiânia; diretor diz que forçou saída

Natural de Anápolis, cidade distante 50 km de Goiânia, Luciano deu os primeiros toques na bola nas categorias de base de Anapolina e Anápolis. Só depois chegou ao Atlético-GO e, elogiado pelo então treinador Coutinho, responsável pelas categorias de base do clube rubro-negro, foi alçado aos profissionais em 2012.

Logo de cara, Luciano demonstrou estrela ao marcar seu primeiro gol no profissional cinco minutos após entrar em campo, na vitória sobre o Internacional por 3 a 1. O jogador ainda disputou outros quatro jogos naquele Campeonato Brasileiro e um no Campeonato Goiano de 2013. Faltou, ainda assim, sequência para o hoje atacante corintiano.

No começo do ano passado, Luciano ainda recebia pouco mais de um salário mínimo e pediu aumento para renovar o contrato. Como o vínculo se encerraria no meio do ano e não houve acordo financeiro, o Atlético liberou o jogador para que assinasse com o Avaí.

Adson Batista, diretor de futebol do Atlético, explicou as circunstâncias da saída de Luciano. Segundo ele, o atacante forçou a saída porque já tinha acertado um novo contrato para se transferir ao Avaí. Antes de sair, o hoje corintiano acionou o Atlético na Justiça e obteve a liberação. ?Infelizmente o futebol tem dessas coisas?, frisou Adson.

Colegas de Atlético dizem que esperavam sucesso de Luciano

O volante Mahatma Gandhi, colega de Luciano nas categorias de base, disse não se surpreender com o despontar do colega em um clube de expressão. ?Fico feliz com o sucesso dele agora. A gente era amigo aqui, subimos juntos e ele sempre foi esse bom jogador. Na base ele já fazia muitos gols, para mim não é surpresa, ele sempre teve essa facilidade de fazer gols?, frisou.

Treinador de Luciano da categoria Sub-20 do Atlético, Coutinho foi quem indicou o meia para o time profissional. O início surpreendente de Luciano não é novidade também para o ex-comandante. ?Toda vida ele foi assim. Ele jogava na meia, mas sempre mencionei que ele também poderia ser o falso nove. O poder de finalização dele é excelente, pega muito bem de chapa e tem muito vigor físico. Para mim não é surpresa nenhuma, só confirma o que pensamos dele".

No Avaí, Luciano teve destaque ao longo da Série B

Na sua principal competição pelo Avaí, Luciano foi destaque durante a Série B e anotou cinco gols em 23 partidas disputadas. O principal lance ocorreu contra o Palmeiras, com drible sobre o zagueiro Vílson em velocidade e gol contra Fernando Prass.

Parceiro da equipe catarinense em alguns negócios, principalmente nas divisões de base, o Corinthians enviou o olheiro Mauro para observar Luciano em ação. Após duas partidas, o nome foi aprovado para a lista de reforços corintianos em 2014, e investidores adquiriram seus direitos econômicos para o clube.

Curiosamente, antes de defender o Avaí, Luciano ainda passou mais de um mês no Internacional. Sua rotina no Beira-Rio ficou restrita a treinamentos, mas a falta de acerto com o Atlético impediu a realização da transferência. Sorte dos catarinenses e, principalmente, dos corintianos, pois ele já é o principal goleador do Corinthians em 2014.

Fonte: Terra, www.terra.com.br