Inter e Flamengo ficam no 0 a 0

O resultado aumentou para quatro partidas o jejum de vitórias do Colorado

Evitar afogamentos foi o máximo que os jogadores de Inter e Flamengo puderam fazer na tarde deste domingo, no Beira-Rio. Com o campo alagado, resultado da chuva que caiu em Porto Alegre desde a noite de sábado, as duas equipes não conseguiram jogar futebol, ficaram o tempo todo guerreando pela bola dentro de poças d?água e não chegaram perto de mexer em um placar que só poderia ser 0 a 0. Praticamente inexistiram chances de gol.

Antes do jogo, os clubes evidenciaram que não estavam muito dispostos a ir a campo. Os treinadores reclamaram da realização da partida. Funcionários do Inter passaram três horas tentando tirar a água dentro de campo. E o árbitro Sandro Meira Ricci decidiu realizar o jogo mesmo com as condições adversas. O empate sem gols era previsível.

O resultado aumentou para quatro partidas o jejum de vitórias do Colorado. O Flamengo chegou a cinco jogos sem derrotas, mas não conseguiu somar o terceiro triunfo seguido. Com o empate, o Inter subiu para 44 pontos e caiu para o quarto lugar, ultrapassado pelo Goiás e agora seis pontos atrás do líder Palmeiras. O Fla, com 38, é o sétimo.

As duas equipes voltam a campo no domingo, ambas às 18h30m. O Inter visita o Coritiba no Couto Pereira. O Rubro-Negro tem clássico Fla-Flu no Maracanã.

Bolas paradas. E só

Não é de se duvidar que algum jogador tenha pensado em ir a campo com pé de pato em vez de chuteiras. Com poças por todo o lado, não foi possível ter um jogo de futebol de verdade, daqueles com troca de passes, triangulações, infiltrações, variações táticas e vitórias técnicas. Nada disso. A partida no Beira-Rio foi resumida a bicos para qualquer lado, balões na direção do campo de ataque e brigas ferrenhas por uma bola que quase sempre morria na água.

O jeito foi se ambientar a um cenário atípico. As jogadas de bola parada viraram esperança rara, quase única, de balançar a rede rival. Logo com três minutos, Lauro rezou para todos os santos que ele conhece e até para alguns que ele não conhece ao ver Adriano ajeitando a bola para a tradicional pancada de perna esquerda. A preocupação fazia sentido. Se o chute do Imperador já é assustador com campo normal, vira um pesadelo com a grama molhada. A conclusão do camisa 10 ficou dentro do esperado. A bola, uma bomba, explodiu no peito do goleiro e voltou para a área. A zaga cortou antes que o ataque rubro-negro pudesse aproveitar (assista ao lance no vídeo ao lado).

Depois, Adriano teve outra chance, mas aí bateu mal, fraco. Chutou mais água do que bola. O Inter também teve suas oportunidades. E com Andrezinho, o mesmo que eliminou o Flamengo da Copa do Brasil com um gol de falta nos últimos minutos da partida das quartas de final no Beira-Rio. Ele teve uma chance na beirada da área. A cobrança desviou na zaga e passou por cima do goleiro Diego. Kleber, mais tarde, também desperdiçou falta perto do gol adversário.

Mais do mesmo no segundo tempo

O segundo tempo foi muito parecido com o primeiro. E nem tinha como ser diferente. O campo até deu sinais de que melhoraria, mas novas pancadas de chuva eliminaram as esperanças de um jogo melhor. As duas equipes seguiram apostando em bolas paradas.

No Inter, Tite chamou Edu e Marquinhos. Não adiantou nada. No Flamengo, Juan, recuperado de lesão, entrou no lugar de Petkovic. Também foi em vão. O time da casa ficou mais tempo no campo de ataque, mas foram os visitantes que ameaçaram mais. Adriano, muito forte, representou constante possibilidade de perigo para a zaga vermelha.

A maior chance do jogo foi de David, do Flamengo. Aos 24 minutos, Juan bateu escanteio, o sistema defensivo colorado falhou e o zagueiro, de frente para o gol, mandou na rede, mas por fora. Depois disso, mais nada: só água, balões, carrinhos e divididas em um jogo que nunca pareceu ser de futebol.

Fonte: Globo Esporte, www.globoesporte.com