Liminar da Justiça suspende amistoso Brasil x Inglaterra no Maracanã por falta de segurança

Liminar da Justiça suspende amistoso Brasil x Inglaterra no Maracanã por falta de segurança

Rio de Janeiro diz que "falha burocrática" não enviou laudo da PM que comprova cumprimento das regras. "Vamos jogar na praia", afirma inglês

Uma liminar da Justiça suspendeu nesta quinta-feira o amistoso entre Brasil e Inglaterra, domingo, no Maracanã, por "considerar que o estádio não oferece segurança para o público", após pedido do Ministério Público do Rio de Janeiro. A informação foi publicada pelo jornal "Estado de S. Paulo". A CBF afirmou ter conhecimento da ação, mas garantiu ter todos os laudos necessários para a realização da partida. Em nota, o governo do Rio de Janeiro afirmou que já recorreu:

"Todos os requisitos de segurança para o amistoso Brasil e Inglaterra foram cumpridos e, por uma falha burocrática, o laudo da PM que comprova o cumprimento das regras de segurança no Maracanã não havia sido entregue à Suderj", diz o comunicado.

Durante o treino da Seleção na Escola de Educação Física do Exército, na Urca, a assessoria de imprensa da CBF disse que o diretor jurídico da entidade, Carlos Eugênio Lopes, vai enviar os laudos do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar à juíza da 13.ª Vara de Fazenda da Capital, Adriana Costa dos Santos, que assinou a liminar.

Na concentração da Inglaterra, o auxiliar técnico Gary Neville ficou surpreso com a possibilidade do cancelamento do jogo e chegou a brincar antes da entrevista coletiva:

- Esse jogo? De domingo? Vamos jogar na praia então - disse, rindo.

Representantes da federação inglesa se reuniram em uma sala do hotel, no Leme, após serem comunicados por jornalistas do problema na Justiça. Em seguida, a assessoria de imprensa afirmou que não há ordem para a suspensão do amistoso e que a partida será realizada.

De acordo com a liminar, a CBF, o Comitê Organizador Local (COL) da Copa do Mundo e o presidente das duas entidades, José Maria Marin, terão de pagar multa de R$ 1 milhão caso o jogo seja realizado.

O MP entrou com a ação alegando que os laudos não forem entregues, "apesar das inúmeras solicitações feitas". Assim, a juíza alegou que o estádio não teria os "requisitos mínimos necessários para a realização de jogos ou eventos". O único laudo apresentado pela Policia Militar seria de 29 de maio de 2013 e "demonstra que o estádio ainda está em fase de construção".

Apesar de o governo do Rio garantir que o Maracanã já está 100% pronto e de o estádio já ter sido entregue para a Fifa, ainda há muitas obras ao redor do palco da final da Copa das Confederações. A existência de pedras, pedaços de calçadas e restos de obras, considerados materias perigosos podem ser utilizados em brigas de torcedores, entrou no relatório da Justiça.

Fonte: GloboEsporte