"Mulher de jogador é uma profissão", diz par de ex-Flu

Camile recebeu nota 10 em banca do curso de pós-graduação em Psicologia do Esporte, em Novo Hamburgo.



"Queria algo instigante, novo, inédito". Foi com uma ideia na cabeça e papel e caneta nas mãos que Camile, esposa do ex-jogador Roger (passagens marcantes por Grêmio e Fluminense), iniciou um trabalho de monografia em uma pós-graduação em Novo Hamburgo (RS) com o seguinte tema: esposa de atleta profissional de futebol é profissão.

Camile entrevistou 11 esposas de jogadores para o trabalho. Mas se engana quem acha que o objetivo era mostrar que algumas mulheres se aproveitam dos maridos para melhorar a vida. Ela concorda que "marias chuteiras" existem, mas há também as que fogem desse estereótipo.

- Fazer um trabalho destes que buscava descrever quem eu era, ou quem eu fui durante quase 15 anos, esposa de jogador, foi realmente complicado. Queria falar destas mulheres, que estão ali do lado do jogador, na boa e na ruim, ganhando ou perdendo, que se mudam para cá, para lá, que deixam de lado seus sonhos para realizar os deles e que seguram a onda onde quer que eles estejam - explicou Camile no site oficial de Roger.

Ela acredita que ser esposa de jogador é profissão sim porque as mulheres muitas vezes abdicam de tudo o que tinha para ajudar os seus maridos a aumentar seus ganhos ao invés de buscar os seus próprios.

- Jogador de futebol é uma empresa, tem imagem pública a zelar, fatura o que muita empresa não fatura por aí e precisa de uma retaguarda para que a carreira de um modo geral seja bem administrada além de uma pessoa que possa lhe transmitir paz e tranquilidade para trabalhar e poder desempenhar bem a sua função dentro de campo - opinou.

Camile apresentou o trabalho à banca do curso e tirou nota 10. Formada em administração, ela decidiu fazer a pós-graduação em Psicologia do Esporte para continuar contribuindo com a carreira de Roger. O ex-jogador, agora, vai investir na carreira de treinador. Quem sabe desta vez ela não consegue literalmente trabalhar com o marido.

- Queria unir o útil ao agradável, fazer uma especialização em uma área que sempre achei muito interessante, que já havia trabalhado. Ao mesmo tempo poder de alguma forma contribuir mais com a profissão dele e, porque, não fazer parte da sua comissão futuramente.

Fonte: Globo Esporte, www.globoesporte.com