Nadal vence e se consolida como "maior" de Roland Garros

O confronto foi o de número 25 entre as estrelas maiores do tênis mundial e a vitória de Nadal



Rafael Nadal é o melhor jogador de saibro de todos os tempos e o maior nome da história de Roland Garros. O espanhol, atual número 1 do mundo, derrotou neste domingo o suíço Roger Federer, com parciais de 7/5, 7/6 (7-2), 5/7 e 6/1, e conquistou o sexto troféu. Com a conquista, Nadal igualou o sueco Bjorn Borg como maior vencedor da história do Grand Slam francês.

Nadal igual Borg, que brilhou nos anos 1970 e 80, dois dias depois de completar 25 anos de idade. O sueco tinha os mesmos 25 anos ao vencer Roland Garros em 1981. Nadal, porém, tem retrospecto melhor em Roland Garros. Desde a estreia, em 2005, ele conseguiu 45 vitórias, contra uma solitária derrota, para o sueco Robin Soderling, em 2009, ano em que Federer conseguiu a única conquista em Roland Garros.

O confronto foi o de número 25 entre as estrelas maiores do tênis mundial e a vitória de Nadal, a 17ª, foi a sexta em finais de Grand Slam e a quinta em cinco partidas em Roland Garros. Antes do jogo deste domingo, eram três vitórias de Nadal em decisões (2006, 2007 e 2008) e uma na fase semifinal, em 2005.

A vitória, além de significar outra conquista contra o suíço, garante a manutenção da primeira colocação do ranking mundial para o espanhol. Nadal, que defendia 2.000 pontos do título em 2010, precisava repetir a conquista nesta temporada para não perder a liderança para o sérvio Novak Djokovic, que fazia temporada invicta, com 41 vitórias, até ser derrotado por Federer na semifinal de Roland Garros.

O espanhol completará, assim, 98 semanas como número 1 a partir da próxima segunda-feira. O suíço tem 265 como líder, uma semana a menos que Pete Sampras, recordista neste quesito.

Com mais um título em Paris, Nadal chega a dez conquistas em torneios do Grand Slam, ultrapassando o inglês Fred Perry (nove), que brilhou nos anos 30, e igualando o americano Bill Tilden, maior tenista nos anos de 20.

A final deste domingo teve momentos de equilíbrio. No primeiro set, foram ao todo 41 pontos vencidos por Nadal contra 39 de Federer. O suíço, repetindo o desempenho da semifinal contra Djokovic, começou confiante, atacando as bolas na subida, muitas de bate-pronto, e dominando a maioria dos pontos.

Federer conseguiu uma quebra no segundo game da partida, abrindo em seguida 3 a 0 e dando a impressão de que venceria com tranquilidade o set. Até o 5 a 2, Federer dominava tendo, inclusive, um set point a favor, no sétimo game. Nadal, porém, conseguiu o empate e a virada com duas quebras, no nono e no 11º game, fechando a parcial depois de 62 minutos.

Após a vitória, Nadal voltou para o segundo set mais confiante, conseguiu uma quebra logo no primeiro game e manteve a liderança até o oitavo, quando Federer devolveu a quebra e empatou em 4 a 4, para delírio da torcida francesa, amplamente favorável ao suíço.

Depois do empate, Federer voltou a ter o serviço quebrado e Nadal sacou para fechar em 5 a 4, quando uma breve chuva interrompeu a partida por cerca 10 minutos. Na volta, o suíço devolveu a quebra e a partida foi para o tie break. No game desempate, Nadal começou melhor, conseguindo de cara um mini break e abrindo 4 a 0, fechando depois por 7 a 2. O set durou uma hora e 12 minutos minutos.

O terceiro e derradeiro set manteve o padrão dos anteriores, com muito equilíbrio e alternância, mas, ao contrário das parciais inaugurais, Federer foi melhor nos momentos decisivos.

No 11º game (depois de uma quebra para cada um), Federer venceu no saque do rival espanhol, abriu 6 a 5 e, em seguida, sacou para confirmar a vitória, diminuindo a desvantagem para 2 a 1.

O suíço começou muito bem o quarto set e abriu 0/40, dando impressão que teria uma nova quebra de vantagem logo no primeiro game. Nadal, contudo, sobreviveu, confirmou o serviço e, mais do que isso, voltou a conseguir uma quebra, no quarto game.

A vantagem, que no terceiro set foi descontada por Federer, no quarto foi demais para o suíço, que viu o maior rival fechar, por 6/1 (depois de mais uma quebra), o set, a partida e o campeonato. Mais um para o número 1.

Fonte: Terra, www.terra.com.br