Novatas sofrem após três corridas e protagonizam casos bizarros na F-1

Novatas sofrem após três corridas e protagonizam casos bizarros na F-1

Tanque da Virgin é menor do que deveria; melhor desempenho é o da Lotus

Depois de três corridas na Fórmula 1, as três equipes novatas continuam praticamente em uma categoria diferente das outras nove escuderias e já acumulam alguns casos bizarros no Mundial.

O mais inusitado deles é o da Virgin, do brasileiro Lucas di Grassi e do alemão Timo Glock. Recentemente, a equipe descobriu que o tanque de combustível não é grande o suficiente para completar uma corrida. Resultado: para chegar ao final, Glock e Di Grassi precisam tirar o pé e torcer para que a gasolina não acabe, já que o reabastecimento foi proibido em 2010.

A gafe foi tão grande que fez que o inglês Nick Wirth assumisse a culpa pela falha na construção, dizendo que pagaria o prejuízo do seu bolso. Wirth é um dos sócios da equipe Manor, que foi comprada por Richard Branson, dono da Virgin, ainda antes da estreia na F-1. Quem desenvolveu o carro foi a Wirth Research, do dirigente inglês.

Já a Hispania sofreu até para estrear em 2010. Sem dinheiro para pagar a Dallara, que construiu o carro, o ex-chefe Adrián Campos foi sacado antes do Mundial; José Ramón Carabante, um dos sócios da equipe, assumiu o restante da escuderia e mudou o nome de Campos Meta para Hispania.

Correndo contra o tempo, o carro só andou pela primeira vez nos treinos livres do GP do Bahrein, primeira corrida da temporada.

Nesta semana, Geoff Willis, consultor da Hispania, criticou duramente o chassi produzido pela Dallara e disse que "esperava algo melhor". Para ele, o nível de engenharia do carro não condiz com a tecnologia exigida para a F-1. Nos primeiros dias, o indiano Karun Chandhok, companheiro do brasileiro Bruno Senna, declarou que não se sentia confortável no bólido.

A Lotus, por enquanto, não teve tantos problemas quanto as outras, mas também anda lá atrás, tanto com o finlandês Heikki Kovalainen quanto com o italiano Jarno Trulli.

Kovalainen foi o único das novatas a terminar a corrida do Bahrein, em último, a duas voltas do vencedor Fernando Alonso - o finlandês repetiu o feito na Austrália, também duas voltas atrás. Trulli, por sua vez, terminou só a prova da Malásia, cinco voltas longe do vencedor Sebastian Vettel (Red Bull).

Chandhok fez a Hispania chegar ao final pela primeira vez na Austrália, com cinco voltas de atraso. Na Malásia, o indiano ficou três voltas atrás, uma a menos do que Bruno Senna, que finalmente terminou um GP em sua terceira participação.

Por causa do tanque pequeno, a Virgin só conseguiu completar uma corrida, na Malásia, quando Di Grassi foi 14º, três voltas atrás de Vettel.

Fonte: R7, www.r7.com