Okimoto já pensa em seletivas olímpicas

Poliana está feliz, mesmo ainda morando de favor

Para Poliana Okimoto, 2010 será menos desgastante do que 2009, apesar de ser ano de Mundial de Maratonas Aquáticas. O calendário traçado por seu técnico e marido Ricardo Cintra está mais reduzido quanto ao número de competições e, ao mesmo tempo, os treinos serão mais tranqüilos, com a estrutura do Corinthians, clube para o qual se transferiu em março, depois de deixar o Pinheiros.

Assim, Poliana está feliz, mesmo ainda morando ?de favor?, como diz brincando, na casa dos pais, enquanto procura apartamento. A nadadora conta que, na verdade, este é um retorno, porque começou a carreira e conseguiu seus primeiros títulos no Corinthians.

- Mas agora o clube está mais estruturado e seus dirigentes, com a cabeça diferente, com relação ao meu esporte.

Este ano, terá muito mais tranquilidade para treinar do que tinha em Santos, onde nadava precariamente, em piscina de 25 metros, na Portuguesa Santista. No Corinthians, os treinos são em piscina olímpica, de 50 metros, e Poliana faz exercícios na academia que é exclusiva do Departamento de Esportes Aquáticos. Além disso, tem os mesmos serviços de fisiologia e fisioterapia, por exemplo, utilizados pelos profissionais do futebol.

Segundo a atleta, agora em 2010 a mudança mais ?drástica? com relação a seu treinamento foi quanto ao local de treino, da piscina de 25 metros para a de 50. E ao contrário do que se poderia imaginar, uma nadadora de maratonas aquáticas treina mais em piscina do que em águas abertas.

- Fazemos 90% dos treinamentos em piscina e só uns 10% fora. Em Santos mesmo, eu só treinava uma vez por semana no mar. Isso porque na piscina se consegue ter mais ritmo.

Como atleta do Corinthians, a nadadora poderá participar dos principais torneios nacionais da natação em piscina, como o Troféu Maria Lenk, de 4 a 9 de maio, em Santos, apesar de seu foco neste ano ser o Mundial de Maratonas Aquáticas em Roberval, Canadá, de 15 a 23 de julho. Lá, deve enfrentar as adversárias ?de sempre: russas, alemãs, britânicas, norte-americanas e a Ana Marcela Cunha [brasileira]?.

- Nas piscinas, vamos ver meu calendário, mas vou tentar ajudar o Corinthians. Posso somar uns pontinhos nadando os 400 m, 800 m e 1.500 m.

Pelo Corinthians, o primeiro título de Poliana agora em 2010 foi o de campeã da Travessia dos Fortes, prova entre o Forte Copacabana e o Forte Leme, no Rio de Janeiro, em 4 de abril.

?Tirando o pé?

Poliana ? atual campeã da Copa do Mundo (que este ano terá 11 etapas) ? não quer repetir o desgaste sofrido em 2009.

- Terminei o ano acabada e não quero isso. Quero tirar o pé em 2010 porque no ano que vem tem seletiva olímpica, tem o Pan de Guadalajara... Talvez faça a etapa de Portugal [na cidade de Setubal, em 26 de junho] da Copa do Mundo, como preparação para o Mundial, porque lá a água é tão fria como na costa do Canadá. Depois do Mundial, talvez faça algumas outras etapas da Copa do Mundo, para cumprir calendário. E, em piscina, devo nadar o Pan Pacific [em Irvine, Califórnia, de 18 a 22 de agosto].

Poliana acredita que 2009 serviu também para acumular muito experiência, porque enfrentou mar com ondas, com vento ? e ?as marolinhas?, segundo ela, atrapalham muito o nado, porque o atleta engole muita água -, mar calmo, lago, temperatura fria (17 graus ou até menos, em Portugal, Dinamarca, Estados Unidos), temperatura quente (29, 30 graus, ?pior que piscina aquecida?, na China), correntes fortes, a favor e contra...

- Foi um ano de muito estresse, com muitas viagens, mas hoje posso dizer que nadei em todo tipo de mar e de temperatura, enfrentei todas as características de provas. E ganhei confiança com isso.

Entre as provas de 5 km ou de 10 km, Poliana diz preferir a mais longa, a prova olímpica. A prova de 5 km, explicou, é mais ritmada e mais forte; a de 10 km, é muito mais tática, em relação às adversárias.

Fonte: R7, www.r7.com