Atleta do Quirguistão é 1º medalhista desqualificado por doping

Tribunal explica que Artykov foi flagrado no doping

Izzat Artykov, halterofilista do Quirguistão, é o primeiro medalhista da Rio-2016 a ser desqualificado por doping. Ele tinha sido bronze na categoria até 69 kg, mas nesta quinta-feira (18) o Tribunal Arbitral do Esporte (CAS, na sigla em inglês) lhe tirou do pódio devido a um teste positivo para a estricnina.

Em comunicado oficial, o Tribunal explica que Artykov foi flagrado no doping na final do levantamento de peso. Sua medalha foi retirada, e ele foi desclassificado da Rio-2016.

A responsabilidade pela punição do atleta para além da exclusão dos Jogos Olímpicos de 2016 cabe à Federação Internacional de Halterofilismo (IWF), assim como sua realocação no ranking da modalidade. Já a transferência da medalha se dá em conjunto entre a IWF e o Comitê Olímpico Internacional (COI).

Izzat Artykov, halterofilista do Quirguistão (Crédito: Uol)
Izzat Artykov, halterofilista do Quirguistão (Crédito: Uol)

Esta é a primeira vez que uma edição das Olimpíadas tem o CAS como encarregado de casos de doping. O Tribunal inclusive foi temporariamente transferido para o Rio de Janeiro para dar agilidade aos julgamentos.

Izzat Artykov disputou a final no último dia 9 e só sentiu o gosto de ser medalhista olímpico por apenas nove dias. Esta tinha sido a única medalha do Quirguistão na Rio-2016. Quem acaba beneficiado pela decisão é o colombiano Luis Javier Mosquera Lozano, que tinha sido quarto colocado na categoria até 69 kg e por isso herda a medalha de Artykov.

Veneno de rato como tônico muscular

A estricnina é usada como pesticida, pricipalmente para matar ratos, e é proibida em diversos países devido a sua alta toxicidade. Em doses menores, a substância pode ter efeito de tônico muscular.

O uso de estricnina era comum nas primeiras edições da era moderna dos Jogos Olímpicos, quando corredores tomavam injeções para obter melhor rendimento, mas caiu em desuso e atualmente a substância é raramente encontrada no corpo de atletas. 

 

Fonte: Uol