"Se fosse pela mística, estaríamos fora", diz Tite sobre histórico final

Treinador deixa de lado a força do Boca na Libertadores e se apega ao trabalho para acabar com a sina do Timão no maior torneio das Américas

O Boca Juniors se apega à sua história na Taça Libertadores para acreditar na conquista de mais um título. Em nove decisões do maior torneio sul-americano, os argentinos saíram de campo campeões seis vezes. Mas, para o técnico Tite, todo o histórico, favorável ou contra, não pode ser levado em conta pelo Corinthians.

? Se fosse pela mística, nós estaríamos fora. Todo mundo fala que o Corinthians não vai bem em Libertadores. Desde o primeiro jogo estou ouvindo isso. Mística e experiência são feitas mais pelas pessoas, pela mentalidade dos atletas, pela equipe, pelo técnico, do que pela camisa. Se fosse pela camiseta, o Corinthians nunca teria caído ou o Boca nunca correria risco de descenso.

Os números, aliás, são favoráveis ao Boca. Enquanto o Timão passou décadas convivendo com as provocações dos adversários por não ter um título sul-americano, os argentinos possuem um histórico impressionante, principalmente quando do outro lado do campo está um time brasileiro.

Tite no treino do Corinthians (Foto: Daniel Augusto Jr. / Ag. Corinthians)Tite, em treino do Corinthians no CT Joaquim Grava (Foto: Daniel Augusto Jr. / Ag. Corinthians)

Em quatro decisões fora de casa, a equipe de Buenos Aires ficou com a taça em três: 2000 contra o Palmeiras, 2003 diante do Santos e 2007 frente ao Grêmio ? em 77, bateu o Cruzeiro no terceiro jogo, disputado em campo neutro. Em 2004, porém, acabou em segundo ao ser batido pelo Once Caldas, na Colômbia.

Assim como aconteceu diante do Tricolor gaúcho, a grande aposta dos argentinos para levar mais uma taça para a Bombonera é Riquelme. O meio-campista é o ?dono? do time e a grande esperança do técnico Julio César Falcioni de estragar a tão sonhada festa dos corintianos. Tite, contudo, quer atenção com todos.

? Precisamos ter cuidado com o Riquelme, sim. Ele tem qualidade, é o cérebro, o jogador da assistência, da bola parada. Mas o Boca chega por um conjunto bom e não por um jogador. A equipe tem de estar preparada para o Boca e não para um jogador só. Assim como aconteceu contra o Neymar. O time tem que ser solidário e abraçar a causa junto.

Depois do empate por 1 a 1 na Bombonera, Corinthians e Boca Juniors precisam vencer para decidir quem ficará com o título, nesta quarta-feira, a partir das 21h50m, no Pacaembu. Em caso de uma nova igualdade, seja por qualquer contagem, a decisão irá para 30 minutos de prorrogação. Persistindo, a disputa será nos pênaltis.


Tite ignora histórico na final:

Fonte: GloboEsporte.com