Vettel domina desde o começo,volta a vencer e Red Bull faz dobradinha no Grande Prêmio do Japão

Vettel domina desde o começo,volta a vencer e Red Bull faz dobradinha no Grande Prêmio do Japão

Alemão consegue seu terceiro triunfo na temporada e ressurge no Mundial, empatado com Alonso. Webber é o segundo e amplia frente para 14 pontos

A imaturidade presente em outras corridas não apareceu. Após marcar a pole apenas cinco horas antes da largada do GP do Japão, Sebastian Vettel correu como um veterano. Teve calma no início para manter a ponta e abrir boa vantagem para os rivais. Depois, ficou tranquilo mesmo quando Jenson Button assumiu a ponta por estar em uma tática diferente - único a largar com pneus duros. Após a parada do inglês, o alemão recuperou a ponta e caminhou com tranquilidade para a vitória em Suzuka, liderando a dobradinha da RBR, que ainda teve Mark Webber na segunda posição neste domingo.

De quebra, Vettel, que havia perdido pontos importantes por ter cometido alguns erros primários em outras corridas, ressurgiu no campeonato. Ele assumiu a terceira posição, com 206 pontos, empatado com Fernando Alonso, que chegou na terceira posição. O espanhol da Ferrari, no entanto, tem uma vitória a mais e está na vice-liderança. Webber mantém o primeiro posto, com 220, 14 à frente dos rivais mais próximos.



A McLaren acabou sendo a grande derrotada da corrida. Jenson Button chegou na quarta posição graças a aposta com os pneus. Lewis Hamilton, que largou bem, teve problemas de câmbio, perdeu a terceira marcha e teve de ceder o posto ao companheiro no fim da prova, e ficou em quinto. Button tem agora 189 pontos e Hamilton, 192. A distância em relação ao líder Webber ficou maior que uma vitória na temporada.

A corrida não foi boa para os pilotos brasileiros. Rubens Barrichello fez uma corrida discreta. Foi ultrapassado por Michael Schumacher no início e por Kamui Kobayashi nas últimas voltas e chegou apenas na nona posição com a Williams. Bruno Senna, da Hispania, chegou na 15ª e penúltima posição, à frente apenas do companheiro japonês Sakon Yamamoto.

Felipe Massa e Lucas di Grassi sofreram acidentes e abandonaram. O brasileiro da Ferrari largou mal, mas escapou da batida entre Vitaly Petrov, da Renault, e Nico Hulkenberg, da Williams. Mas na primeira curva, exagerou, tentou ultrapassar Nico Rosberg, foi para a grama, e acertou a Force India de Vitantonio Liuzzi. Já o piloto da VRT bateu na curva 130R, a mais rápida do circuito na volta de alinhamento e não largou.

A próxima corrida da temporada será disputada no novo circuito de Yeongam, na Coreia do Sul, no dia 24 de outubro. A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) fará uma inspeção na pista, que tem obras atrasadas, nesta segunda-feira, para aprovar o autódromo. Faltam apenas três provas para o fim da temporada: além dessa, Brasil e Emirados Árabes, em Abu Dhabi.

Largada animada, mas corrida fica tranquila

Com sol e apenas cinco horas depois do treino classificatório, os carros seguiram para o grid do GP do Japão. Na largada, Vettel manteve a liderança, seguido por Robert Kubica, já que Webber saiu mal outra vez e caiu para o terceiro lugar, seguido por Button, único entre os primeiros colocados que começou a prova de pneus duros. Hamilton pulou para sexto e Barrichello ficou em sétimo.

Mais atrás, várias confusões provocariam a entrada do safety car ainda na primeira volta. Petrov largou mal, deu uma guinada para a direita e acertou o carro de Hulkenberg, que aparentava ter problemas. Ambos abandonaram. Um pouco depois, na curva inicial, Massa tentou jogar o carro por dentro de Rosberg, foi para a grama, atravessou a pista e atingiu Liuzzi em alta velocidade. Ambos escaparam ilesos, mas tiveram de sair da corrida. Os comissários investigarão os dois acidentes e poderão aplicar punições aos pilotos.

Ainda com o safety car, na terceira volta, Kubica, que estava na segunda posição, parou logo após o hairpin do circuito, sem a roda traseira direita. O polonês disse, ao chegar aos boxes, que estava aquecendo os pneus quando algo estranho aconteceu no carro. Ele abandonou. O incidente provocou mais algumas voltas com o safety car na pista até o Renault ser recolhido.

A relargada foi autorizada na sétima volta, com Vettel na ponta, seguido por Webber e Alonso. Poucas alterações aconteceram nas posições e Schumacher fez uma bela ultrapassagem sobre Barrichello na chicane Triangle, a última antes da reta dos boxes. O local Kamui Kobayashi, mais atrás, fazia a alegria da direção de imagens da transmissão oficial. Primeiro, na 14ª passagem, fez mágica e passou Jaime Alguersuari no hairpin. Quatro voltas depois, foi à carga sobre Adrian Sutil, no mesmo lugar e também ganhou a posição em Suzuka.

Na frente, a ordem era a mesma, com os carros separados por mais de dois segundos. Vettel liderava, seguido por Webber, Alonso, Button e Hamilton. Nessas posições, poucas tentativas de ataque aconteciam. O primeiro a ir para os boxes desse grupo foi o campeão de 2008, que fez uma parada rápida e voltou com tranquilidade à pista, na sétima posição.

Vettel e Alonso pararam na mesma volta, a 25ª. O alemão voltou em terceiro e o espanhol, em quarto. Webber entrou nos boxes na passagem seguinte e retornou entre os dois rivais na pista, mantendo a ordem de antes dos pit stops. Com pneus duros, Button se mantinha na pista, agora na primeira posição. O inglês ainda permaneceria por um bom tempo na pista.

Com Button na liderança, Vettel, Webber, Alonso e Hamilton começavam a se aproximar. O atual campeão da Fórmula 1 fez sua parada na 38ª volta e retornou à pista na quinta posição, dando a liderança ao alemão da RBR novamente. Duas passagens depois, na 40ª, Hamilton informou aos boxes que tinha perdido a terceira marcha e seu companheiro começou a se aproximar.

Button reduziu a distância e ultrapassou Hamilton na 44ª volta no hairpin. O inglês assumiu a quarta posição. Na frente, Vettel caminhava para a vitória, seguido de perto por Webber e Alonso, que não ameaçavam o alemão da RBR, no entanto. Ele caminhou tranquilamente para sua terceira vitória na temporada e Webber ampliou a distância no Mundial de Pilotos para 14 pontos.

Fonte: g1, www.g1.com.br