Zagueiro do Moto Club é acusado de ter sido subornado para entregar jogo na Taça Cidade

Não que o zagueiro Grafite seja uma arma secreta do Rubro-Negro do Maranhão.

Moto Club e Iape duelavam pelo quadrangular semifinal da Taça Cidade de São Luís no gramado do estádio Nhozinho Santos, neste domingo, mas o centro das atenções estava no banco de reservas. Não que o zagueiro Grafite seja uma arma secreta do Rubro-Negro do Maranhão.

Muito pelo contrário. Ele se tornou o protagonista de mais uma polêmica envolvendo o futebol do estado ao ser acusado de ter recebido propina para entregar a partida contra o Chapadinha, pela penúltima rodada da Segunda Divisão.

Entenda o polêmico caso

Na ocasião, o Moto Club foi derrotado por 4 a 1. De acordo com os torcedores, o jogador, bastante xingado durante todo o intervalo, teve participação direta em três gols, e o prefeito de Santa Quitéria, Manin Leal, teria denunciado o acordo.

- O Moto apanhou do Chapadinha, e o prefeito de Santa Quitéria fez a denúncia. Disse na cara do Grafite que ele se vendeu para dar os quatro gols. Por coincidência, ele fez a falta em um gol, um pênalti e outro saiu em falha dele. É a prova de que ele se entregou ? esbravejou o torcedor Geraldo Coutrin.

Acuado no banco de reservas, Grafite se defendeu. O zagueiro admitiu que não vive um bom momento, mas negou veementemente que tenha recebido qualquer tipo de suborno. Revoltado, prometeu buscar seus direitos na Justiça.

- A torcida está revoltada porque eu joguei mal. Não fui bem mesmo. Dizem que têm gravado que eu recebi propina para perder o jogo. Eles vão ter que provar no tribunal. É a minha imagem que está em jogo. Eu tenho família, tenho um nome a zelar. Em momento algum conversei com gente do Chapadinha. Estão querendo acabar com a minha carreira.

À disposição do técnico Raimundinho Lopes na derrota por 2 a 0 para o Iape, Grafite teve sua saída do clube pedida pela torcida. Entretanto, garantiu que não pretende deixar o Moto.

- Não é por causa de meia dúzia de torcedores que eu vou abaixar a cabeça. Só saio se a diretoria me mandar embora.

A diretoria rubro-negra preferiu não comentar o caso e disse que o jogador permanecerá no elenco. Apontado como responsável por toda a polêmica, o prefeito de Santa Quitéria, Manin Leal, se mostrou surpreso. O político garantiu que em momento algum fez tal denúncia e que sequer acompanhou a partida.

- Eles jogam um contra o outro. Não sei disso, não. Nem foi contra o Santa Quitéria o jogo. É mentira, eu não falei nada. Se entrarem com ação contra mim, entro contra eles.

Fonte: Globo Esporte, www.globoesporte.com