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Fenelon Rocha
16/05/2008 - 20h:31


Há duas surpresas na votação do Conselho da OAB-Piauí, que definiu a lista dos seis nomes que a instituição encaminha na próxima semana ao Tribunal de Justiça, dentro do processo de escolha do novo desembargador do TJ. Uma surpresa é a presença de Tadeu Maia. A outra, a eliminação dos "super-apadrinhados".

Dois nomes eram particularmente associados a padrinhos muito fortes.

Um, o jovem Marco Aurélio Machado, sobrinho do ex-presidente do TJ, desembargador João Batista Machado. Marco Aurélio era também o preferido do empresário João Claudino, considerado muito influente tanto na magistratura como no palácio de Karnak.

Outro, o jovem e talentoso Adélman Vila Júnior. Era tido e havido como o nome do coração do governo estadual, a começar pelo próprio governador Wellington Dias. Se chegasse ao Karnak, dificilmente deixaria de ser indicado. Mas foi escanteado lodo na OAB.

Tadeu Maia
Tadeu Maia surpreendeu por estar na lista. Ninguém apostava muito nele. Mas vale notar que o ex-deputado tem uma qualidade inquestionável: macio, tem a capacidade de se relacionar com quase todos os setores. Isso explica um pouco sua presença entre os seis.

Com bons amigos no Tribunal, Tadeu também pode surpreender e aparecer na lista tríplice. E, chegando ao Karnak, sabe-se lá o que pode acontecer.

Lista completa
A Lista completa, por ordem de votos, é a seguinte:
1. Francisco Paes Landim Filho, o Chico Nem
2. Elisabeth Aguiar
3. Francisco Magalhães Jr.
4. Mário Roberto
5. Renato Bacelar
6. Tadeu Maia

Na próxima semana o tribunal de Justiça deve se reunir para escolher os três nomes que serão encaminhados ao governador Wellington Dias. Daí, Dias escolherá o novo desembargador.
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16/05/2008 - 17h:15


O que era esperado, por fim aconteceu: a crise vivida pelo hospital de urgência Zenon Rocha entra na campanha eleitoral, através de declaração do deputado Nazareno Fonteles, candidato do PT. Para o deputado, a crise vivida é um vexame e fruto da falta de planejamento.

A crise começou quando os anestesistas anunciaram que não trabalhariam enquanto não houvesse um acordo quanto aos horários desses especialistas. O resultado é que nenhuma cirurgia pode ser feita. Com o problema, o hospital recém inagurado não funciona para cirurgias.

Certamente é frustrante essa situação, sobretudo tendo em conta que esta era a obra mais esperada pela população de Teresina. A fala de Nazareno põe acento político no problema, de difícil explicação pela prefeitura, ainda que o município tenha o argumento de que a crise nasceu da intransigência dos anestesistas.

Certo mesmo é que a crise existe. E Nazareno cai em campo, jogando a conta nas costas do prefeito Silvio Mendes. Faz uma crítica que pode ser considerada óbvia. E tira proveito, atacando a tão decantada capacidade de planejamento dos tucanos.
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14/05/2008 - 19h:40


O PP se reúne hoje em um encontro que terá a participação de várias lideranças nacionais do partido, entre elas o presidente Francisco Dorneles. Será uma demonstração de força do líder estadual do partido, deputado Ciro Nogueira. E o anúncio das alianças que o PP fará na disputa municipal de Teresina.

O partido já definiu que apoiará a candidatura de Silvio Mendes (PSDB) à reeleição. E que formará aliança prporcional com o DEM. Na eleição passada, o PP elegeu dois vereadores, R. Silva e Valdinar Pereira. O DEM (então PFL) elegeu Carlos Filho, hoje no PTB. Juntas, as duas siglas esperam eleger três ou quatro representantes na Câmara Municipal.

O coordenador dessa empreitada eleitoral em Teresina será o empresário Júlio Arcoverde, fiel escudeiro de Ciro Nogueira. A idéia era que o Diretório Municipal fosse presidido por R. Silva. Mas o próprio vereador abriu mão do posto e, com o apoio de Valdinar, fez um apelo para que Júlio ficasse à frente do partido em Teresina.

O seminário de hoje (a partir das 14h30, na Assembléia Legislativa) será o ponto de partida na organização da campanha. Este ano, os progressistas querem fazer bonito – pra esquecer o desempenho pífio de 2004 e 2006.
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14/05/2008 - 08h:21


Uma pena, a saída da ministra Marina Silva do governo Lula. Uma pena não apenas pela perda de uma ministra considerada ética e comprometida com princípios fortes. Uma pena sobretudo pelo significado da queda da ministra.

Marina perdeu uma guerra - importante guerra, formada por muitas batalhas dolorosas. A ex-ministra estava na trincheira dos que defendem o desenvolvimento, sim, mas não a qualquer preço. Acha que pode-se ir adiante, mas com o necessário cuidado para que o avanço de hoje não signifique o retrocesso amanhã e depois.

O governo anuncia que não gostou do modo como a ministra saiu. Isso porque o presidente tomou conhecimento da saída pela imprensa - um problema da assessoria palaciana, já que a carta de demissão foi entregue bem antes da imprensa ser informada.

A saída de Marina - dessa forma e nessa hora - foi um último serviço da ministra ao meio ambiente. Ao sair como saiu, abriu um importante debate sobre a política ambiental do governo federal. Porque é uma política cheia de questionamentos. E graves consequencias.

Abre debate sobretudo pelo questionamento do projeto de exploração da amazônia, entregue ao senhor Mangabeira Unger. Colocar a amazônia nas mãos de Unger é como fazer da raposa a guardiã do galinheiro.

É possível (e esta é uma esperança) que o governo federal seja obrigado a dar um passo atrás na polêmica política ambiental em mira. E se isso acontecer, terá valido a pena os mais de cinco anos de birra de Marina Silva. E também a forma e a hora de sua saída.
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10/05/2008 - 08h:49


O deputado Frank Aguiar já revelou que alimenta o sonho de transferir o título para o Piauí e disputar uma vaga ao Senado. Mas quem pensa que esse é um projeto que embala o sono do PTB, engana-se. O projeto senatorial do cantor é um sonho pessoal.

Quem deixou claro isso foi o vereador Elizeu Aguiar. Em entrevista ao 70 Minutos da TV Meio Norte, Elizeu ressaltou o propósito do PTB de buscar se fortalecer nas eleições deste ano. Não disse, mas fica claro que o crescimento desejado agora tem o olho voltado para 2010. Ou seja, no projeto de João Vicente de candidatar-se ao governo do Estado.

O PTB sabe que, se João Vicente quiser ser candidato mesmo, terá que fazer ampla aliança. Isso significa dividir os postos eletivos com outras siglas. E as vagas ao Senado são as mais cobiçadas, depois da cadeira do Karnak.

Uma das candidaturas da aliança deve caber ao já senador Heráclito Fortes. A outra candidatura à Câmara Alta será importante moeda de troca na formação de aliança. Falar em candidatura Frank Aguiar é estreitar a possibilidade de coligação. E, assim, a de eleição do rapaz do Paraíba.

Quando Elizeu coloca o projeto de Fank Aguiar na cota pessoal do cantor-deputado, na prática está quase enterrando esse sonho do Cãozinho dos Teclados. Esse sonho pode até ter viabilidade, no caso de João Vicente não conseguir emplacar a própria candidatura. Mas esse cenário dificilmente estará definido em setembro de 2009, quando Frank teria que transferir o domicílio eleitoral para o Piauí.
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09/05/2008 - 19h:57


No calor da acirrada disputa pela indicação do candidato democrata à presidência dos Estados Unidos, a campanha do senador Barack Obama vem demonstrando especial predileção pelas revistas de personalidade. Além dos comerciais de TV, a campanha vem gastando muito com publicações tipo Us Weekly e People, no estilo das brasileiras Caras e Gente.

Esse tipo de inserção tem duas explicações principais. Primeiro, a propaganda eleitoral nos Estados Unidos é comprada: o candidato gasta o quanto quer (ou puder), comprando espaço onde bem entende e recomenda a estratégia. Segundo, o candidato é pensado como um produto. O anúncio é veiculado onde pode alcançar o eleitorado que se busca.

Obama está atrás de um segmento – o feminino de classes média e alta – que tem preferido Hillary Clinton. E haja revista de futilidade.

Há outro fator a ser levado em conta: a política americana repete o estilo de Hollywood. Os candidatos se comportam como estrelas, falam como atores e procuram os espaços midiáticos como os astros do cinema. Assim, os programas semelhantes aos de Ana Maria Braga e Faustão são alvos frequentes dos políticos.

Obama segue a receita. E, como mostram os resultados das prévios, vai colhendo frutos, superando a antes superfavorita Hillary.

Se você quer ver mais detalhes sobre o assunto, acesse a coluna toda mídia, da Folha de S. Paulo.
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