Frente Ampla

Prerrogativa masculina

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28/07/2009 - 15h:27

Acabo de ter uma conversa pelo MSN com um amigo que mora em outra cidade. Na verdade, em outro país. Está separado da mulher, que é uma pérola rara, mas que, desfeitos os laços matrimoniais, danou-se a cometer desatino.
Diante dos problemas em que a ex se meteu, meu amigo filosofou: "Cada vez mais estou convencido de que, no mundo contemporâneo, bom senso é prerrogativa masculina!".
A frase pode até ser machista e sexista, mas que é uma ironia das boas, é.

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Pesquisa mostra que Bolsa Família rendeu votos para Lula

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27/07/2009 - 17h:01

A informação está no sítio da agência de notícias do governo brasileiro, a Agência Brasil: o Bolsa Família aumentou os votos de Lula, principalmente no Nordeste. A constatação é de pesquisa recente produzida pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV).
O estudo mostra que o potencial eleitoral do Bolsa Família supera de longe o efeito do desempenho da economia.
Segundo o trabalho, o programa respondeu pelo aumento de aproximadamente 3 pontos percentuais na votação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no segundo turno das eleições de 2006, marca superior ao impacto da expansão do Produto Interno Bruto (PIB) – soma das riquezas produzidas no país – de 0,34 ponto percentual.
Além disso, sustenta o economista Maurício Canêdo, da FGV, em 2002, Lula foi bem-sucedido em regiões mais urbanizadas e desenvolvidas do país. Em 2006, a base eleitoral migrou para regiões menos desenvolvidas. São as regiões mais dependentes do Estado e mais beneficiadas pelo Bolsa Família, programa lançado pelo governo em 2004, que atende a mais de 12 milhões de famílias em todos os municípios brasileiros.
“Apesar disso, nem o Bolsa Família, nem o desempenho econômico explicam toda ou boa parte da migração do eleitorado do presidente Lula para as cidades mais pobres”, afirma Canêdo.
Na elaboração do trabalho, o pesquisador consultou dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para as variáveis eleitorais; o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), para as variáveis geográficas, demográficas e socioeconômicas; e o Ministério do Desenvolvimento Social, para informações sobre a cobertura do programa.
Segundo o estudo, o aumento de 1 ponto percentual no número de beneficiários do programa elevou em 0,55 ponto percentual a votação de Lula em 2006, enquanto a mesma variação na taxa de crescimento econômico incrementou a votação em apenas 0,21 ponto percentual. O efeito do Bolsa Família fez a votação de Lula crescer em todos os municípios, mas o aumento foi maior justamente naqueles em que o seu desempenho foi pior em 2002.
“Em 2002 e em 2006, Lula ficou com aproximadamente 61% dos votos no segundo turno. Mas seu eleitorado, que tradicionalmente se concentrava nas regiões urbanas, migrou para as áreas mais pobres em 2006. No entanto, o Bolsa Família explica apenas parte dessa mudança”, diz Canêdo.
Nas regiões Norte e Nordeste, o efeito do programa ficou acima do registrado nos demais estados do pais. Em Alagoas, por exemplo, o Bolsa Família aumentou em 8,17 pontos percentuais a votação de Lula, enquanto no Rio de Janeiro e em São Paulo, o incremento foi de 1,12 e 1,89 pontos percentuais respectivamente. Alagoas foi o estado onde o efeito do Bolsa Família mais contribuiu para a votação, seguido de Roraima (6,85%) e do Acre (6,53%).
O que explicaria a mudança no padrão de votação de Lula?, indaga o pesquisador. De acordo com ele, embora não seja capaz de responder definitivamente a essa pergunta, a pesquisa indica rumos. “Nos municípios mais ricos, possivelmente, uma das causas na piora do desempenho eleitoral de Lula é a frustração de seu eleitorado habitual com os escândalos ocorridos durante o primeiro mandato. Nos municípios mais pobres, o aumento da votação de Lula pode ser resultado do fato – identificado por alguns cientistas políticos – de que os eleitores dos municípios menos desenvolvidos, mais dependentes do Estado, seriam mais propensos a votar no candidato do governo.

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Xipófagos!

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22/07/2009 - 18h:48

O depoimento de Lucille Moura na Polícia Federal é uma demonstração de que os governos de Wellington Dias e de Luiz Inácio Lula da Silva estão cada dia mais irmãos siameses.
Wellington governava o Piauí sem sobressaltos. Mas aí apareceu o tal chefe de Segurança da Emgerpi, o misterioso Marcos Aurélio e carimbou a administração com o palavrão aloprado. Em carrara esculpido o governo do presidente Lula no caso do dossiê falso contra os tucanos.
O governador seguia muitíssimo bem, mas aí a Lucille resolveu fazer operações bancárias nada ortodoxas. Tal e qual ao governo Lula nos tempos dos saques em espécie pelos deputados da base aliada quando das denúncias do mensalão.
A administração estadual tinha uma base aliada com tempo de sobra para tecer loas a ela (por justo, claro!), em vez de ficar a todo instante indo à mídia defender o governo em razão de ações nada edificantes de alguns de seus destacados membros. Igualzinho a presidente Lula, agora que defende que o MPF em vez de investigar as pessoas dê uma encerada na bioagrafia dos investigados.
Mais xipófagos, impossível!

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Número de jovens mortos no Brasil até 2012 será maior que a população do Mocambinho

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21/07/2009 - 12h:30

Um estudo divulgado pela Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República indica que 33.500 brasileiros de 12 a 18 anos vão ter suas vidas perdidas por homicídios entre 2006 e 2012. Esse número de pessoas é superior ao de moradores do conjunto Mocambinho, em Teresina (28 mil, segundo dados do IBGE).
Mantida essa escandalosa estatística de mortes, a média de cadáveres adolescentes no Brasil será de 4.876 por ano. É mais gente do que os habitantes de Alegrete do Piauí, onde moram 4.482 almas.
Esses dados fazem parte do Índice de Homicídios na Adolescência (IHA), pesquisa realizada em conjunto pela Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e organização não governamental Observatório de Favelas, divulgada nesta terça-feira.
O levantamento aponta que a média de adolescentes assassinados no Brasil antes de completarem 19 anos é de 2,03 para cada grupo de mil. Para uma cidade como Teresina, com mais de 200 mil pessoas com menos de 19 anos, pode-se dizer, mantendo essa escandalosa média, que a cada ano se registrará a morte de 50 pessoas com menos de 19 anos. O número é considerado elevado, já que, segundo os organizadores da pesquisa, uma sociedade não violenta deveria apresentar valores próximos de zero.
O índice revela o risco de mortalidade por assassinato entre jovens brasileiros e estima quantos adolescentes com pelo menos 12 anos serão vítimas de homicídio antes de completarem 19 anos. Para o levantamento, foram coletados dados de 2006 sobre assassinatos de adolescentes em 267 municípios com mais de 100 mil habitantes.
Os números negativos não param. Segundo o Estudo, o risco de ser assassinado no Brasil é 2,6 vezes maior entre adolescentes negros do que entre brancos.
A pesquisa também indica que, para adolescentes do sexo masculino, o risco de ser assassinado é 11,9 vezes maior se comparado ao de mulheres na faixa de 12 a 18 anos.
O estudo traz apenas comparativos por cor e gênero e não apresenta os índices de mortes entre jovens negros, brancos, do sexo masculino e feminino.

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DEM ajuíza ação contra cotas raciais em universidades públicas

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21/07/2009 - 09h:04

Numa atuação que certamente mereceria ser chamada de demofobia pelo jornalista Elio Gaspari, o Democratas (DEM) entrou com ação no Supremo Tribunal Federal contra a instituição de cotas raciais na Universidade de Brasília (UnB).
O partido está arguindo o descumprimento de preceito fundamental da Constituição Federal, com pedido de liminar para suspensão dasncontas na UnB.
O DEM quer que seja declarada a inconstitucionalidade de atos do poder público que resultaram na instituição de cotas raciais na instituição.
Conforme a ação, o resultado do 2º vestibular 2009 da Universidade de Brasília, no qual foi instituído o sistema de acesso por meio de cotas raciais, foi publicado no dia 17 de julho de 2009 e o registro dos estudantes aprovados, cotistas e não-cotistas, está previsto para os dias 23 e 24 de julho de 2009.
O partido salienta que a violação aos preceitos fundamentais decorre de específicas determinações impostas pelo Poder Público (Universidade de Brasília). Atos administrativos e normativos determinaram a reserva de cotas de 20% do total das vagas oferecidas pela universidade a candidatos negros (dentre pretos e pardos).
O DEM assevera que acontecerão danos irreparáveis se a matrícula na universidade for realizada pelos candidatos aprovados com base nas cotas raciais, “a partir de critérios dissimulados, inconstitucionais e pretensiosos da Comissão Racial”. “A ofensa aos estudantes preteridos porque não pertencem à raça “certa” é manifesta e demanda resposta urgente do Judiciário”, argumenta o partido.
Na ação, o DEM contesta os seguintes atos: i) Ata da Reunião Extraordinária do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão da Universidade de Brasília (CEPE), realizada no dia 6 de junho de 2003; ii) Resolução nº 38, de 18 de junho de 2003, do CEPE; iii) Plano de Metas para a Integração Social, Étnica e Racial da Universidade de Brasília – UnB; iv) dispositivos do Edital nº 2, de 20 de abril de 2009, do 2º Vestibular de 2009, do Cespe.
Os advogados do partido ressaltam que estão sendo violados diversos preceitos fundamentais estabelecidos pela Constituição Federal de 1988. São eles: os princípios republicano (artigo 1º, caput) e da dignidade da pessoa humana (inciso III); dispositivo constitucional que veda o preconceito de cor e a discriminação (artigo 3º, inciso IV); repúdio ao racismo (artigo 4º, inciso VIII); Igualdade (artigo 5º, incisos I), Legalidade (inciso II), direito à informação dos órgãos públicos (XXXIII), combate ao racismo (XLII) e devido processo legal (LIV).
Além disso, seriam feridos os princípios da legalidade, da impessoalidade, da razoabilidade, da publicidade e da moralidade, corolários do princípio republicano (artigo 37, caput); direito universal à educação (artigo 205); igualdade nas condições de acesso ao ensino (artigo 206, caput e inciso I); autonomia universitária (artigo 207, caput); princípio meritocrátivo – acesso ao ensino segundo a capacidade de cada um (artigo 208, inciso V).
Por essas razões, o partido pede a concessão da medida liminar pelo STF a fim de suspender a realização da matrícula dos alunos aprovados mediante o sistema universal e o sistema de cotas para negros na Universidade de Brasília, que acontecerá nos próximos dias 23 e 24 de julho de 2009. Requer que o Cespe divulgue nova listagem de aprovados, a partir das notas de cada candidato, independentemente do critério racial, determinando que somente após essa divulgação os alunos realizem a matrícula, obedecendo à classificação universal.
Pede que o Cespe abstenha-se de publicar quaisquer editais para selecionar e/ou classificar candidatos para ingresso na universidade com acesso diferenciado baseado na raça. Também solicita que o Cespe/UnB não pratique “qualquer ato institucional racializado para tentar identificar quem é negro dentre os candidatos, suspendendo a Comissão Racial instituída pelo item 7 e subitens, do Edital nº 2/2009, Cespe/UnB”.
Por fim, pede para que juízes de tribunais de todo o país, tanto da Justiça Federal quanto da estadual, suspendam imediatamente todos os processos que envolvam a aplicação do tema cotas raciais para ingresso em universidades, até o julgamento definitivo da ADPF, “ficando impedidos de proferir qualquer nova decisão que, a qualquer título, garanta o acesso privilegiado de candidato negro em universidade em decorrência da raça”. Assim, requer que sejam suspensos, com eficácia ex tunc (retroativa), os efeitos de qualquer decisão que tenham garantido a constitucionalidade das cotas raciais implementadas pela Universidade de Brasília.

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Estou prestes a aderir à má educação típica do teresinense

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15/07/2009 - 08h:18

Acabo de chegar ao trabalho, depois de mais mais uma estressante passagem pela rua Coelho de Resende, zona Norte, onde a Agespisa faz uma obra que nunca termina.
Na esquina da rua Tiradentes, onde fica a Lanchonete Estudantil, havia um Honda Civic novinho em folha, mas que graças à velha má educação dos motoristas, estava com dificuldade para cruzar a Coelho de Resende.
Eu, que não gosto de praticar o esporte local da má educação exacerbada, resolvi dar passagem. O motorista ficou parado como uma bananeira. Buzinei e fiz sinal com a mão para que ele se apressasse. Sabe o que ele recebi em troca de minha atitude solidária? Um gesto obsceno. Só então pude perceber que o Honda Civic novinho em folha era dirigido por um motorista velho, feio e mal educado.
Depois dessa, estou seriamente tentado a me tornar um legítimo teresinense no trânsito: mal educado, sem solidariedade, incapaz de entender o que é uma luz de ré, sem noção de regras elementares como o não fechamento de cruzamentos, que usa buzina como se fosse uma criança idiotizada....

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Stotheles - 21.07.2009 - 08:13

Caro jornalista, vc fala assim do teresinense talvez por nao conhecer o transito de Belem-PA, onde a buzina se torna mais importante do que a propria direcao(volante) do veiculo e pista simples passa a ser pista dupla e retrovisor vira parachoque.

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Senado tem média superior a oito copeiros e contínuos para cada um dos 81 senadores

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14/07/2009 - 08h:48

O jornal O Globo de hoje revela o Senado tem 717 copeiros e contínuos, o que dá uma média de quase nove (8,8) profissionais por membro da Casa, que começou a ruir quando se descobriu que havia 181 diretores.
Os 514 contínuos e 204 copeiros representam em torno de um quinto (20,4%) dos servidores terceirizados pelo Senado. Quem fornece essa mão-de-obra toda é uma empresa mineira chamada Adservis, que diz atuar em 10 Estados e 200 municípios brasileiros.
O contrato entre o Senado e a empresa foi fechado no dia 19 de novembro do ano passado, a um custo de R$ 22,7 milhões, com vigência até o fim do ano.
O contrato da Adservis estabelece ainda duas categorias de contínuos e copeiros, para diferenciar os que atendem o gabinete da presidência do Senado ou a residência oficial. Entre os copeiros, há pelo menos 14 classificados como especiais. Já o número de contínuos especiais chega a 77.
Em média, um copeiro ou um contínuo terceirizado recebe salário de R$ 1 mil, enquanto os especiais recebem quase o dobro desse vencimento, embora prestem serviços semelhantes. Pelo valor do contrato, cada um dos 717 copeiros e contínuos custa ao Senado R$ 2,4 mil por mêS.

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Mão Santa volta a dizer que a ministra Dilma 'cacareja'

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10/07/2009 - 16h:01

Em abril do ano passado, em discurso no Senado, Mão Santa fez uma enorme mistura histórica e colocou no mesmo caldeirão o mau caráter Joseph Goebbels, ministro da Propaganda de Hitler e a ministra Dilma Roussef. Na época, o senador piauiense afirmou que o nazista era capaz de treinar uma galinha caracarejadora para falar bem de seu governo.
Nesta sexta-feira, em novo discurso no Senado, ele voltou à carga. Não foi tão duro (ou indelicado, como queiram) quanto em abril de 2008, mas jogou um jogo bruto. "A ministra, que é considerada uma inimiga do Piauí, aproveitou a visita para cacarejar obras. Ao invés disso, ela deveria providenciar a conclusão de obras que estão paradas há vários anos", afirmou o senador.
Segundo a agência Senado, entre as "centenas de obras inacabadas", Mão Santa destacou as seguintes: Porto de Luis Correia; estrada de ferro Central do Piauí; aeroporto de Parnaíba; hospital universitário; Universidade do Delta; e o metrô de Teresina.
No ano passado, ele assim se expressou sobre a ministra-chefe da Casa Civil:
"Esse negócio de ela ser mãe de PAC, aí, isso é outra história. Se nós formos buscar, lá, na história de Hitler - nazista, socialista, partido do trabalhador, lá - eles dizem que o de Goebbels orientava o partido dele até uma galinha cacarejadora para ficar gritando: as obras, as obras, as obras – antes de fazer e depois. Isso aí, esse negócio de apelido é outro. Ela pode ser muito bem a galinha cacarejadora desse Governo. A história se repete".
E como se repete. Nem que seja como farsa.

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Prefeitura pede no STF fim de ações que impedem licitação do transporte urbano em Teresina

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07/07/2009 - 16h:52

Está com o ministro Cezar Peluso a Reclamação 8550 ajuizada pelo Município de Teresina no Supremo Tribunal Federal (STF), com o objetivo de derrubar decisões judiciais que permitem a prorrogação, por mais sete anos, dos contratos de concessão de transporte coletivo na capital do Piauí com as empresas em atividade.
O Município quer que seja realizada licitação para a contratação das empresas que vão prestar o serviço na cidade.
A ação relata a existência de processos em tramitação na justiça daquele estado que tiveram decisões controversas. Enquanto a 1ª Vara da Fazenda Pública de Teresina determinou que fosse realizado o procedimento licitatório, a 2ª Vara da Fazenda do município, em outro processo, determinou que os contratos das empresas em atuação fossem prorrogados por mais sete anos.
Diante das decisões contraditórias, o Ministério Público Federal ajuizou um pedido no STF de Suspensão de Tutela Antecipada (STA 89), no qual a então presidente da Corte, ministra Ellen Gracie, suspendeu a decisão da 2ª Vara. A decisão de prorrogar os contratos foi suspensa pelo STF, afirma o município de Teresina. Mesmo assim, prossegue a ação, foi prolatada uma sentença pelo juiz da 2ª Vara, confirmando a decisão de renovar os atuais contratos. Mais uma decisão, neste mesmo sentido, foi proferida pelo desembargador-relator de um recurso ajuizado no Tribunal de Justiça do Piauí.
A reclamação pede a suspensão destas decisões que determinam a renovação dos contratos de concessão do transporte coletivo em Teresina, até o julgamento final do processo, por desrespeito ao decidido pela Corte na STA 89.

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Emerson - 08.07.2009 - 22:30

O desejo de toda a população tem de ser respeitado. Mas, caso seja aprovada, esta licitação tem de envolver todas as linhas, até das empresas mais antigas, pois empresas bem antigas como TERESINENSE e TRANSCOL,deveriam perder algumas linhas pelo serviço podre que prestam a população, como ônibus velhos e um eternoo desrespeito.

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Juizado de São Luís elimina 9 mil processos em menos de 60 dias

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24/06/2009 - 13h:52

Prestes a se aposentar, o juiz José Frederico dos Santos, 69 anos, titular da Vara de Cartas Precatórios Cíveis e Criminais de São Luis (MA), viveu uma experiência única no último mês: viu o seu acervo diminuir de 10.557 para 1.551 processos. Queda de 85%.
“Posso chamar isso de um tremendo milagre”, afirmou o magistrado. Mas não se trata de uma ação sobrenatural ou divina. O resultado surpreendente decorre do trabalho realizado pelo Programa Integrar, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em andamento no Judiciário maranhense desde o dia 6 deste mês.
“Estou ao mesmo tempo entusiasmado e aliviado. Os números falam por si mesmo”, explica José Frederico, que vivia angustiado nos últimos anos pela falta de perspectiva de ver resolvido o problema do seu juizado, o que afetava o andamento dos processos de todo o tribunal. “Por aqui passam desde intimações das partes até alienação de bens, ou mesmo as providências para exames de sanidade mental”, esclarece.
De acordo com o juiz, como a equipe do CNJ trouxe uma solução estrutural, o congestionamento crônico da Vara não deverá mais se repetir. Com isso, os cidadãos não serão mais prejudicados. “Tivemos situações absurdas como a de um pedido para intimar o estado a garantir remédio para uma criança em 48 horas, cujo processo tramitou durante três anos”, afirmou o juiz. “Esse foi um caso extremo, mas demonstra a gravidade do problema que foi resolvido”, assinalou.
O próprio magistrado afirma que, no início, não acreditava no trabalho desenvolvido em parceria entre o Conselho e o Tribunal de Justiça. “Lá vem mais uma desilusão. Foi o que pensei, na ocasião, enquanto estava carregado de trabalho para fazer e sob críticas e cobranças constantes”, conta José Frederico. “Mas aí, vi que o CNJ veio para trabalhar, para pegar nos processos e não só para apontar defeitos”, afirmou, apontando os móveis, a nova sala que ocupa e papel que traz os resultados de um mês e meio de trabalho.
“Agora, temos condições de trabalho. Foram disponibilizados quatro carros para entrega dos mandados, temos mais servidores alocados para o trabalho”, disse o magistrado. No entanto, mais do que recursos materias, foram as idéias simples e inovadoras e as introdução de novas rotinas que transformaram o dia-a-dia da Vara. “Estávamos tão imersos em nossas rotinas que não víamos que medidas simples como a solicitação de cópias dos autos e elaboração de ofícios para cada movimentação nos tomavam um tempo enorme”, acrescentou.
O trabalho do CNJ prossegue no Maranhão até o dia 9 de julho. Das 13 varas da Capital, 10 foram visitadas e receberam ajuda da força-tarefa do Conselho, segundo informou a juíza auxiliar da Presidência do CNJ, Maria Conceição Santos. “Além de agilizar a tramitação processual, melhorar as rotinas de trabalho e reduzir o estoque de ações por meio de mutirões, o Programa Integrar vamos preparar convênios com entidades de todo o judiciário para dar efetividade e melhorar o judiciário maranhense”, explicou.

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