Sérgio Pereira Silva - 10.02.2010 - 20:55
Confesso que nunca havia lido seu blog,porem confesso que não deixarei de le-lo jamais. Parabens Frente Ampla pelo o seu glorioso BLOG.Edson Oliveira - 13.02.2010 - 01:35
Queria ver se os pais de santo resolvessem botar um terreiro nesses espaços. Já teriam elucidado o que vem a ser estado laico. Compendeu? Compendeu? Hein? Hein, Bicho Réi?!André Gonçalves - 01.02.2010 - 10:16
São mesmo risíveis essas teorias. Nisso você está absolutamente certo.Valéria Silva - 05.02.2010 - 17:17
Caro colega Cláudio Barros, Permita-me tratá-lo assim, remontando aos tempos de faculdade onde fomos contemporâneos. Parabenizo-lhe pela preocupação em trazer ao debate a nossa estimada UFPI e gostaria de dizer duas ou três coisas sobre o comentado por você. Acerca do apontado como irritação da oposição com o reitor Luís Júnior, diria que não se trata bem de irritação, mas de assunção inarredável de compromisso ético-político-acadêmico com a UFPI, instituição que entendemos como patrimônio da mais alta valia para o Estado do Piauí e para o Brasil. Desse modo, a nossa luta tem sido de assumir a defesa da Universidade, denunciando e tomando todas as medidas cabíveis sempre que suspeitamos ? não sem razão - que a Administração Superior da UFPI, na pessoa do reitor ou não, se desvia daquilo que se espera dos gestores: comportamento transparente, ético e democrático, objetivando a prestação de serviços de qualidade e socialmente orientados. É essa, portanto, a postura que assumimos enquanto docentes, discentes e servidores preocupados com o correto destino da coisa pública. Acerca daquela precária UFPI que partilhamos na década de 80 e do desmanche maior por ela sofrido na década de 90, é de domínio público que tais situações se consolidaram como frutos de políticas nacionais que deixaram de pautar as universidades federais, como de resto todo o ensino superior brasileiro, como prioridade nas suas agendas. Essa situação tem sido, como sabemos, revertida nesse novo século. O Governo Federal vem dotando um inédito volume de verbas para a educação superior, UFPI inclusa, o que tem viabilizado não só as obras enunciadas na sua coluna, mas vários outros serviços até então inexistentes e/ou insuficientes aqui e alhures. De fato, o mínimo que podemos esperar ante tão expressivo financiamento, é que conquistemos melhores condições de estudo e trabalho no espaço da UFPI. Em todos os sentidos. Sobre o avanço qualitativo do desempenho da UFPI é injusto creditar à Administração os louros conquistados. Não esqueçamos: são seus docentes, discentes e servidores que, com muito trabalho e dedicação, os conquistam no dia-a-dia das práticas acadêmicas. Tomo, em especial, os Mestrados e Doutorados: esses originam-se de projetos elaborados por equipes de docentes pesquisadores, como eu e muito/as outro/as, e do trabalho incessante que realizamos junto aos discentes de pós-graduação, à pesquisa e produção científica de qualidade. A Administração Superior não raramente dificulta nossas ações, quando deixa de nos oferecer condições mínimas de trabalho e de distribuir equitativamente os recursos entre os programas em função das simpatias/antipatias políticas que nutre por cada um. Quanto ao perfil político da gestão do Prof. Luís Júnior, não resta dúvida: vivemos na UFPI situação ímpar. Experimentamos aqui o desmanche da institucionalidade, expresso no desrespeito aos fóruns coletivos legal e legitimamente constituídos; o rompimento da normativa e da praxe administrativa; a adoção do vasto clientelismo e de posturas outras que prejudicam a transparência e a ética, indispensáveis quando se trata da coisa pública. Não esqueçamos: a criação e manutenção dos espaços coletivos de gestão são responsáveis Temos ainda ameaçada a liberdade de expressão com a simultânea perseguição de quem ousa discordar e a tentativa de controle inescrupuloso das organizações sindicais. Por tudo isso tenho reafirmado: nem mesmo os reitores da ditadura militar ousaram tanto. Desde 1982 convivo de perto com o cotidiano da UFPI, seja como aluna/militante do movimento estudantil, seja como docente/pesquisadora/militante docente e constato claramente em cada movimento dessa atual administração o que digo. Aquilo que divulgam os arautos do poder vigente cumpre muito mais a intenção de defesa dos seus interesses privados, materializados nos espaço da coisa pública, do que contestação fundamentada sobre o que anunciamos. É compreensível que se manifestem com a veemência com que costumam fazê-lo, porém inaceitável. Apenas a título de exemplo, pois muito mais teria para informar, deixo registrado nessa coluna a maneira como algumas importantes questões têm sido tratadas na UFPI: 1. REUNI: projeto de adesão aprovado sem discussão com a comunidade universitária, muito embora o reitor afirme o contrário. A escolha e criação dos cursos foram decididas entre a Administração Superior e seus aliados de cada Centro; 2. Universidade Aberta (EAD): idem. A UFPI, como instituição, pouco sabe do que ali acontece e como acontece, inclusive no que se refere à seleção de pessoal e aplicação de recursos; 3. Requalificação do HU: completo desrespeito às propostas da comunidade universitária, que pleiteou o HU como hospital prioritariamente voltado à atenção básica, com atendimento nas quatro clínicas dessa natureza, em atenção ao preconizado pelo Ministério da Saúde e espaço de investigação de doenças tropicais. Essa orientação é entendida como a melhor forma de adequar a instituição formadora de recursos humanos na área da saúde à concepção, saberes e fazeres adotados pelo SUS, em vista das conquistas alcançadas pelo movimento sanitário brasileiro e mundial; 4. Ampliação de vagas e criação de novos cursos: feitas por decisão unilateral e em desacordo com as condições materiais existentes. Esse gesto tem obrigado os alunos de Nutrição e Enfermagem dos campi a virem a Teresina para aulas práticas de laboratório, ficando hospedados em hotéis da cidade. Tem forçado também os alunos de Turismo de Parnaíba a freqüentar aulas em salas alugadas de escolas médias privadas, sem condições adequadas de funcionamento. Tem ocasionado a ausência de pleiteantes ao curso de Zootecnia do Campus de Bom Jesus. 5. Geração de novas vagas nos cursos antigos: feita sem consulta às coordenações e sem considerar as especificidades de cada área, bem como as condições materiais existentes em cada curso; 6. FADEX: desconfianças acerca da administração que faz de recursos captados pela UFPI, bem como da prática de nepotismo e clientelismo originou processos judiciais junto ao Ministério Público-MP e à Polícia Federal-PF; 7. COPESE (ex-COPEVE): suspeitas de nepotismo e enriquecimento ilícito têm gerado iguais medidas judiciais. Etc, etc, etc... Fico por aqui objetivando não cansar o leitor, mas os interessados podem recorrer à ADUFPI e ao DCE e ali obter todas as informações que fundamentam a preocupação que tem nos mobilizado por todos esses anos da gestão do Prof. Luís. Podem recorrer também aos inúmeros processos protocolizados no MP e na PF. No nosso entendimento, não apenas nós ? docentes, servidores e estudantes - , mas a sociedade piauiense precisa ocupar-se da UFPI com urgência. Precisa interferir nos seus rumos. Precisa protegê-la como patrimônio das gerações presentes e futuras e de inquestionável importância para o desenvolvimento do nosso povo. Caro Cláudio, como você pode se lembrar, a nossa luta é a mesma e em condições políticas igualmente difíceis, muito embora nos encontremos há mais de 20 anos da Constituição Cidadã. É lamentável, mas também nos estimula. Para nós, vencer a luta política é um detalhe e permanecer na defesa de princípios social e culturalmente entendidos como legais, legítimos e eticamente recomendáveis, é a obrigação moral mínima de educadores. Assim permanecemos. Profa. Dra. Valéria Silva.'O Portal Meio Norte é apenas meio contratado para divulgação deste material. Todo conteúdo, imagem e/ou opiniões constantes aqui neste espaço é de responsabilidade civil e penal exclusiva do blogueiro ou de quem utilizou sua senha pessoal para postar as informações. O material aqui divulgado não mantém qualquer relação com a opinião editorial da empresa.'