Regeneração é um município brasileiro do estado do Piauí. Localiza-se a 150 km de Teresina.Sua população estimada em 2008 era de 18.138 habitantes.
Criada a partir de uma missão indígena, onde eram aldeados os índios guegueses e acaroas, Regeneração foi capital do Piauí por 24 horas quando da transferência da capital de Oeiras para Teresina. O município localiza-se a meio tempo entre a atual e a antiga capital. E conhecida até hoje como vila, porque passou quase 100 anos da sua história, mesmo com aspecto de cidade sendo uma simples vila.
Quarta-feira passada (17) estive na cidade de Regeneração, mais precisamente no colégio estadual “Alberto Leal Nunes”, no turno da noite. Fui visitar os professores e oferecer carros da FIAT, na qual estou trabalhando atualmente. Todo o tempo em que lá estive, observei o andamento da administração da Diretora Jucineide. Teve um instante em que um aluno tentou sair antes de terminar as aulas, mas o porteiro o levou até a D. Jucineide. Lá ele justificou-se dizendo querer ir embora por estar passando mal. Ela quis saber se ele tinha como ir para casa, se não, ela o mandaria deixar de carro ou motocicleta (mesmo sendo um rapaz, do ensino médio). Ela falou-me que faz dessa forma para impedir que o jovem vá para a rua, se envolver com drogas ou prostituição.
A D. Jucineide também reclamou muito do baixíssimo salário que o professor de Estado do Piauí recebe, mas não aceita que professor nenhum use disso como uma forma de “gaziar” aula. Se está insatisfeito, procure outro meio de vida. Ela mantém essa escola com muita rigidez, mesmo ganhando somente R$ 200,00 (duzentos reais) de gratificação por ser Diretora, mas também atua nessa escola como professora.
No colégio particular onde meu filho estudava, apenas ligavam avisando que ele estava passando mal, mas daí deixar em casa, nunca!
Uma outra professora dessa mesma escola, mas Diretora em uma outra, contou-me que por duas vezes flagrou um aluno armado de uma faca. Chamou atenção na primeira vez, na segunda passou o problema para o Conselho Tutelar, que por sua vez encaminhou à Promotoria Pública. Ela poderia transferi-lo de escola, mas “seria apenas transferir o problema para outras pessoas” (palavras dela mesma). Preferiu continuar com aluno, mas sob tratamento psicológico.
Gostei muito do que vi e do que ouvi. Ainda temos profissionais que amam o que fazem, mesmo ganhando um salário de miséria.
Parabéns a essas duas diretoras, parabéns ao Estado por tê-las.