Chapada Diamantina : mistérios e belezas

Sábado, 14 de Dezembro de 2013 as 13h:32



Chapada Diamantina: O OÁSIS do SERTÃO.

O ECOaventureiro Alcide Filho vai mostrar as belezas naturais de uma região montanhosa incrível, no centro do Estado da Bahia. Hoje, 22h. Amanhã, domingo, 3 da tarde.



OURO e DIAMANTES

Os primeiros habitantes da Chapada Diamantina foram os índios Maracás. A ocupação da região começou a partir de 1710, quando foi encontrado ouro próximo ao Rio de Contas Pequeno, marcando o início da chegada dos bandeirantes e exploradores.

A Chapada foi sendo povoada gradativamente por grandes fazendas e comunidades quilombolas até que foram descobertos o ouro e o diamante, iniciando o ciclo do garimpo. A exploração do ouro perdurou por quase um século. Nessa época, foi construída a chamada Estrada Real para transportar o minério, que ligava a Chapada de Norte a Sul, de Jacobina a Rio de Contas.



Garimpeiro:

Vamos conhecer o garimpeiro CORI. Você sabia que encontrar um diamante está escrito nas estrelas? Turismo, a nova jóia da Chapada Diamantina.

Poço do Pato

Vamos ao POÇO do PATO, conhecer uma piscina ecológica abastecida pelas cachoeiras da Chapada Diamantina. Você beberia a misteriosa água vermelha, o chá natural das folhas da Chapada?

Salão das areias coloridas

Um labirinto de corredores entre pedras com mais de trinta tons de areias coloridas. Os desenhos em garrafinhas de areia, um artesanato nativo que corre o mundo.

Morro do Pai Inácio

Vamos escalar o mais famoso ponto de observação da Chapada Diamantina: o Morro do Pai Inácio. Veja o por do Sol com 360 graus de visual.

Cajueiro Rei do Piauí é tombado

Sábado, 07 de Dezembro de 2013 as 19h:57



A Câmara Municipal de Cajueiro da Praia, Norte do Estado, decidiu tombar o Cajueiro Rei do Piauí. Mas ele continuará de pé. O "tombamento" teve a aprovação dos vereadores municipais. O Poder Legislativo é um dos que tem o poder de transformar bens de valor cultural, histórico e social em patrimônio oficial. Quando um bem cultural é "tombado" significa dizer que passa a constar em uma relação de bens culturais que tiveram reconhecida a sua importância histórica, artística ou cultural e passam a integrar uma fila prioritária de recursos e investimentos.



Uma ação integrada e conjunta entre Governo do Estado, SETUR e Prefeitura de Cajueiro da Praia, está determinada em proteger, preservar e TURISFICAR o reinado do Cajueiro Rei do Piauí. Somar energias positivas dá bons frutos.



Cajueiro Rei do Piauí, o maior do mundo é daqui

Sexta-Feira, 29 de Novembro de 2013 as 18h:39



O INCRÍVEL, exibido com exclusividade pela REDE MEIO NORTE neste sábado (22h30) e domingo (15hs), vai ao município de Cajueiro da Praia, no litoral do Piauí, mostrar uma árvore gigante com mais de 200 anos. Segundo o Ecoaventureiro Alcide Filho defende, esse pode ser o maior cajueiro do mundo. Medições com GPS de alta precisão confirmam que a árvore possui 8.810,00 m2, área superior a de outro cajueiro do Rio Grande do Norte. Isto é INCRÍVEL.



UMA PLANTA GIGANTE com 200 ANOS

Um cajueiro com cerca de 200 anos de idade e que se espalha sombreando uma área superior a 8.810 metros quadrados, está na disputa para tornar-se o maior Cajueiro do Brasil e do mundo, nascido de uma única castanha. Como se diz em Fruticultura, essa é uma típica árvore de pé franco. A descoberta não para de crescer no povoado de Cajueiro da Praia, no extremo norte do litoral do Piauí.



O agrônomo Wellington Rodrigues confirma medições feitas com GPS Geodésico, o mais preciso do mundo. O Cajueiro de Cajueiro da Praia (8.810 m2), no litoral do Piauí, quando comparada suas medições com o de Pirangi do Norte, município de Parnamirim, no Rio Grande do Norte (8.500 m2), é maior em área total ocupada, com 310 m2 a mais, tendo uma área livre de até 12 mil metros quadrados para crescer. O do Rio Grande do Norte, ao contrário do Cajueiro Rei do Piauí, não tem mais para onde crescer. "A preservação e conservação do cajueiro gigante de Cajueiro da Praia, através de ações de educação ambiental e mobilização da comunidade, são iniciativas urgentes e necessárias para a sua transformação em atração turística sustentável" defende Anderson Galdino, graduado em Administração, cursando especialização em Gestão Ambiental.



Os mais antigos pescadores e descendentes dos primeiros habitantes do povoado garantem que o nome Cajueiro da Praia foi uma homenagem ao bicentenário cajueiro. Em suas sombras já foram encontrados vestígios arqueológicos, cacos e peças cerâmicas, "provavelmente deixados por povos indígenas caçadores e coletores que há centenas de anos circulavam pelo lugar", afirma o Arqueólogo Pedro Gaspar, graduado pela UFPI, em fase final de conclusão de mestrado sobre ocorrências arqueológicas no litoral do Piauí. Por curiosidade, acesse o Google e procure por cajueiro rei. Surpreenda-se.

UM FENÔMENO INCRÍVEL

O Cajueiro gigante do municio piauiense de Cajueiro da Praia é uma clonagem multiplicada galho a galho, esparramando cópias genéticas idênticas do tronco principal que lhe deu origem. Isso acontece porque originalmente o cajueiro espalhou-se em ramificações por reprodução não-sexual, chamada alporquia de solo,método que os chineses conhecem há séculos.



A multiplicação por alporquia de solo naturalmente acontece quando os galhos tocam o chão, são recobertos pela terra úmida e ganham raízes próprias, em média, depois de dois anos ou dois invernos seguidos. Quando o galho brota, reforça seu tronco, emite novas ramificações e recomeça tudo outra vez. Isso proporciona uma soma biológica na captação geral de energia solar, água e nutrientes minerais distribuídos por toda a planta-mãe, tornando o cajueiro de milhares de galhos e milhões de folhas uma árvore única, resultado de múltiplas propagações.



Um cajueiro que vale ouro

Turismo pode ser um grande e lucrativo negócio. No Distrito de Pirangi do Norte, município de Parnamirim, no Rio Grande do Norte, a 28 Km de Natal é assim. Lá existe um cajueiro de aproximadamente 8.500 m2 e perímetro de 500 m. Contam que esse cajueiro foi plantado em 1888 por um pescador chamado Luiz Inácio de Oliveira, o Lula, morto aos 93 anos de idade. O cajueiro de Pirangi é uma indústria e tem até seu dia oficial. Lei aprovada pela Câmara Municipal de Parnamirim instituiu a data de 20 de dezembro como o Dia do Cajueiro. Lá o cajueiro gera entre 1000 e 1500 empregos diretos e indiretos. Com associação gerenciada segundo modelo de uma empresa privada, os negócios sustentáveis, serviços e produtos em torno do Cajueiro de Parnamirim é um dos melhores exemplos do poder da Indústria do Turismo: o faturamento global chega a R$ 5 milhões por ano. O município também conquista outros títulos: nesse final de 2013, entrou na lista dos 100 lugares mais sustentáveis do Brasil. Isso não será inspiração suficiente para impulsionarmos ações semelhantes em Cajueiro da Praia?

Este bicho vai morrer!

Sexta-Feira, 22 de Novembro de 2013 as 17h:12



O INCRÍVEL deste final de semana, apresentado pelo ecoaventureiro Alcide Filho e exibido com exclusividade pela Rede Meio Norte aos sábados (22h30) e domingos (15hs), revela a invasão de áreas de proteção e Parques Nacionais do Sul do Piauí por caçadores armados. Eles caçam, matam e tocam fogo nas matas para alcançar seus objetivos criminosos. O saldo ambiental é negativo. Até o tatu-bola, símbolo da COPA 2014, está desaparecendo de seu habita natural. Isto é Incrível.



Rota do tráfico de animais silvestres

O tráfico de animais silvestres está entre as atividades ilícitas mais praticadas no mundo. Perde apenas para o tráfico de armas, tráfico de drogas e tráfico de seres humanos. A principal rota do tráfico de animais silvestres no Brasil começa na Região Nordeste, com a retirada de espécies da natureza, e segue até o grande mercado consumidor da fauna no país: a Região Sudeste. Segundo o IBAMA, os Estados onde ocorre a maior parte das capturas de animais silvestres são Maranhão, Bahia, Ceará, Piauí e Mato Grosso. O tráfico de animais selvagens movimenta um mercado negro altamente lucrativo, que fatura entre US$ 10 a US$ 30 bilhões (cerca de R$ 20 bilhões a R$ 60 bilhões) por ano, financiando assim muitas organizações criminosas.



Os números do tráfico de animais silvestres

Estima-se que cerca de 38 milhões de animais silvestres são retirados por ano da natureza. De cada dez bichos capturados, apenas um chega vivo ao comprador final. Um papagaio comprado de forma legal custa R$ 3000,00. Por um traficante, o preço cai para R$ 300,00. Mas essa lógica do desconto econômico não tem base ecológica. Faça sua parte. Jamais compre animais sem procedência. Denuncie quem possui ou vende animais de forma ilegal. Se você gosta de animais silvestres, visite o jardim zoológico, estude sobre eles, aprenda sobre seu comportamento e importância para a saúde do meio ambiente no próprio ambiente natural.



Pena para quem trafica animais

Segundo o Art. 29 da Lei Nº 9.605/98: Matar, perseguir, caçar, apanhar, utilizar espécies da fauna silvestre nativa ou em rota migratória sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente gera detenção de 6 (seis) meses a 1 (um) ano e multa. O Decreto Nº 3.179/99 recomenda que os animais apreendidos sejam preferencialmente libertados em seu habitat natural, após ser constatada sua adaptação às condições da vida silvestre.



TATU-BOLA na mira do FOGO

Você já ouviu falar do Tolypeutes tricnctus, um bicho típico da CAATINGA, a mata camaleoa do Meio Norte do Brasil? E se eu disser que o nome popular dele é tatu-bola? Ameaçado de extinção, o tatu-bola é uma espécie 100% brasileira, natural da caatinga e com ocorrências no Cerrado. Em nenhum outro lugar do mundo existe um bicho que ao ser perseguido encurva a sua carapaça óssea e rola pelo campo como uma bola correndo solta no gramado. Qualquer semelhança com o símbolo da copa de 2014 no Brasil não é mera coincidência.

O mascote da Copa, antes classificado como espécie "vulnerável", está rebaixado para a categoria "em perigo de extinção". O risco de extinção desse do mamífero, que já era considerado ALTO passa a ser qualificado como MUITO ALTO. A espécie perdeu mais de 50% de seu habitat nos últimos dez anos.

Queimadas no meio-norte do brasil

Sábado, 16 de Novembro de 2013 as 09h:17



O INCRÍVEL de hoje (22h30) e de domingo (15h), exibido pela Rede Meio Norte e apresentado pelo ecoaventureiro Alcide Filho, vai subir a temperatura para mais de 1000 graus.



Imagens incríveis vão mostrar um incêndio acontecendo na mata nativa do cerrado. Fique sabendo também quais as repercussões de uma queimada, segundo a opinião de técnicos ambientais.



O PASSADO do FOGO no PRESENTE

O domínio do FOGO foi a maior conquista humana na pré-história. Dominar o fogo aconteceu antes da invenção do alfabeto ou da escrita. A conquista do fogo é considerada um dos principais motivos do avanço tecnológico da humanidade. O fogo também foi o maior responsável pela sobrevivência do ser humano, proporcionando a expansão da espécie pelos quatro cantos do planeta. Por muitos períodos, desde a História mais antiga, o fogo vem sendo usado como arma de impiedosa força destrutiva.

Passados milhares de anos, muitos de nós permanecemos desassistidos, ignorantes, desinformados, atrasados e brutais usuários do fogo. Agimos econômica, social e ambientalmente incorretos ao utilizamos o fogo como ferramenta agrícola. Ainda usamos o fogo na limpeza e preparo da terra, acendemos fogo nos pastos para provocar a rebrota e queimamos a mata para tanger e abater animais silvestres como psicopatas em caçadas predatórias.

INVASÕES CRIMINOSAS

No extremo Sul do Piauí o fogo invade parques nacionais, como o da Serra das Confusões e das Nascentes do rio Parnaíba, e transforma em cinzas os refúgios da vida silvestre legalmente protegidos por Lei Federal. Brejos de buritizais estão secando, carbonizados pela ação do fogo que se espalha pelas matas. Nada é casual. Na maioria das ocorrências, quando o fogo segue em frente, caçadores estão por trás. Assim, matam animais silvestres, montam acampamentos e acendem fogueiras que propagam descontroladamente o fogo na mata. A ação criminosa invade até áreas privadas e particulares. Moradores de povoados vizinhos às áreas destinadas às Reservas Naturais dos plantadores dos Cerrados estão com medo de caçadores que circulam livremente no meio da população, circulando em motos e carros, a maioria em grupos ou duplas, espalhando armadilhas e portando armas de fogo potentes.



POLÊMICA e CONTRADIÇÃO

Quem faz solicitação documental para proceder um desmatamento legal, depois de ter sua área então desmatada, tem autorização para providenciar queimar tudo a céu aberto. Quer dizer, está amparado por Lei para tocar fogo. A medida é justificada como necessário para assim facilitar a circulação de máquinas e tratores que posteriormente irão promover o preparo do solo para o plantio. Certamente esse procedimento libera mais gases do efeito estufa e contribui para o aquecimento global. Mas, ainda assim, isso pode.



Agora, a contradição. Querer destinar a madeira legalmente subtraída em áreas autorizadas, encaminhando-a à produção de carvão vegetal industrial, reduzindo assim emissão de CO2, gerando trabalho e renda, com manejo e sustentabilidade, isso já não pode. É o que ainda diz a Legislação. Por conta disso, milhares de metros cúbicos de material lenhoso estocado sobre a terra dos Cerrados do Piauí são, por determinação legal, destinados a uma queima inútil, virar cinzas e matar a biologia do solo, sem uma outra destinação menos impactante.

QUEIMADA: PROTESTO POÉTICO de DA COSTA E SILVA

O flagrante de um grande incêndio nos Cerrados é perturbador. Entramos na zona do fogo e captamos imagens angustiantes de uma queimada que transforma o verde em cinzas. O poeta amarantino Antônio Francisco da Costa e Silva, no livro SANGUE, sua mais simbolista publicação, traduziu o cenário e a agonia de uma queimada. A narrativa do poeta, publicada em 1908, portanto há mais de 100 anos, invoca o sufoco do ar quente e poluído, a violência destrutiva do fogo. A sequencia de cenas que Da Costa e Silva descreve é tão inspiradora que o poema mais parece o roteiro de um clip de protesto, feito por encomenda por ativistas ambientais. "A fumaça, que se ergue, indolente e ondulada, mostra ao longe o roteiro da queimada. Paira no ambiente morno, asfixiando, um letárgico mormaço" (Da Costa e Silva). Isto é Incrível.

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