José Fortes

Madonna homenageia Michael Jackson

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05/07/2009 - 08h:58

DVG
Madonna realizou um tributo a Michael Jackson neste sábado (4), no mesmo local onde ele deveria realizar sua volta aos palcos, ao dançar com um sósia os tradicionais passos do astro. A homenagem foi na Arena O2, em Londres, com capacidade para 23 mil pessoas.

Durante o show, uma imagem do jovem Michael Jackson apareceu no palco enquanto Madonna cantava "Holiday". Então entrou o sósia, usando jaqueta, camiseta, luva e meias brancas. A música então mudou para "Wanna Be Starting Something", de Jackson, e o artista demonstrou os passos de dança do cantor, incluindo o famoso "moonwalk".

Depois do número, Madonna pediu: "Vamos aplaudir um dos maiores artistas que o mundo já conheceu", e a resposta do público foi ensurdecedora. No número final, Madonna e seus dançarinos também apareceram com luvas com jóias na mão direita, como tributo.




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Descaso faz grávida perder o bebê

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05/07/2009 - 08h:54

Em nota divulgada na tarde deste sábado (4), o prefeito Eduardo Paes determinou a demissão de todos os funcionários envolvidos caso fique comprovada a denúncia de descaso e constrangimento, que teria ocorrido com três grávidas, no Hospital Miguel Couto, no Leblon, na Zona Sul do Rio. Paes pediu o máximo de rigor na apuração do caso.

Uma das três grávidas, em estado grave, perdeu o bebê na maternidade Fernando Magalhães, na Zona Norte. O secretário de Saúde, Hans Dohmann vai visitar a paciente que está internada na Maternidade Fernando Magalhães, em São Cristóvão, na Zona Norte.


Escrito à caneta

Segundo reportagem do site do jornal "O Globo", elas chegaram ao hospital na quinta (2), para dar à luz, mas depois de examinadas um médico teria escrito à caneta no braço delas, o nome da maternidade para onde elas deveriam se encaminhar, além dos números dos ônibus que elas deveriam pegar.

saiba mais
Secretaria apura se hospital mandou grávida ir de ônibus para maternidade
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A Secretaria não confirma que o atendimento no Miguel Couto foi feito por um médico. As três foram para a maternidade Fernando Magalhães, em São Cristóvão. Uma das grávidas chegou em estado grave, com fortes dores e sangramento. Ainda segundo a reportagem, depois de realizar uma cesariana de emergência, o bebê nasceu morto.

De acordo com a Secretaria, as outras duas grávidas tiveram os filhos e já receberam alta. A jovem que perdeu a criança continua internada na maternidade, porém sem risco de morte.

A Secretaria disse, em nota, que "a direção do Hospital Municipal Miguel Couto abriu sindicância para apurar de quem foi a responsabilidade do ato; assim como a Superintendência Materno Infantil, no nível central, para puní-lo, de forma que as todas medidas cabíveis sejam tomadas". Uma carta também foi enviada ao Comissão de Ética do hospital.

A Secretaria informou também que no prazo máximo de três semanas, o fato será esclarecido e todos os responsáveis serão punidos com o rigor da lei.

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OEA decide suspender Honduras

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05/07/2009 - 08h:50

A Organização dos Estados Americanos (OEA) decidiu no final da noite deste sábado (4) - início da madrugada de domingo, 5, em Brasília - suspender, com efeito imediato, a participação de Honduras no organismo interamericano. A decisão é resposta ao golpe de Estado ocorrido no domingo passado (28) e que afastou do poder o presidente do país, Manuel Zelaya.

A suspensão de Honduras foi aprovada por 33 dos 34 integrantes da OEA, com abstenção de Honduras, durante Assembleia Geral Extraordinária realizada na sede do organismo, em Washington, nos Estados Unidos. Para aprovar a suspensão bastavam dois terços dos votos, ou seja, pelo menos 24. Foi a primeira vez que a OEA suspendeu um país por golpe desde 1990, quando o Haiti foi punido pelo golpe sobre o presidente Jean-Bertrand Aristide.

O secretário-geral da OEA, o chileno José Miguel Insulza, antecipou neste sábado que os chanceleres deveriam aplicar o artigo 21 da Carta Democrática Interamericana, e realizar a suspensão de Honduras.

Insulza disse que "é provável que se insista" em antecipar as eleições previstas para novembro, como medida para solucionar a profunda crise na qual Honduras submergiu.

A resolução encoraja também os Estados-membros e as organizações internacionais que revisem suas relações com Honduras durante o período de gestões diplomáticas para a restauração da democracia e do estado de direito em Honduras e a restituição do presidente Zelaya. Esse ponto poderia implicar em sanções de diferentes níveis e formas, econômicas, políticas e diplomáticas, por parte dos países-membros da OEA.

O novo governo de Roberto Micheletti já havia denunciado a Carta da OEA e deixado claro que não quer ter relações com o organismo.

Zelaya
Zelaya assegurou que mantém seus planos de retornar neste domingo (5) a Tegucigalpa, acompanhado por vários presidentes da região. Ele pediu a seus apoiadores no país que compareçam ao aeroporto para lhe receber.

O arcebispado da Igreja Católica no país pediu que Zelaya não volte, pois isso poderia dar início a confrontos sangrentos. No sábado (4), quase 10 mil pessoas protestaram em frente ao palácio presidencial.

Zelaya postou uma mensagem de vídeo na internet pedindo que os apoiadores compareçam ao aeroporto de Tegucigalpa. "Eu peço a todos os trabalhadores do campo, das cidades, índios, jovens, amigos, que me acompanhem em meu retorno a Honduras. Não tragam armas. Pratiquem o que eu sempre preguei: a não-violência."

Ele afirmou que voltará acompanhado pela presidente argentina, Cristina Kirchner, o presidente do Equador, Rafael Correa, 300 jornalistas e ministros do exterior.

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Família se abala ao reconhecer jovem morta

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05/07/2009 - 08h:49

DVG
Os parentes da jovem foram chamados à delegacia neste sábado (4) e chegaram sem saber que as digitais do corpo eram mesmo as da menina. Na noite desta sexta-feira (3), uma vizinha viu na televisão a reconstituição do rosto da garota e avisou à família, que entrou em contato com a polícia. A confirmação da notícia abalou a mãe e o tio, que não quiseram dar entrevistas.

A jovem era adolescente: tinha 17 anos. Ela aparece nas imagens gravadas pelo circuito interno de um supermercado, junto com um ajudante de pedreiro, que é suspeito do crime. Nas imagens, a jovem está com a mesma roupa que foi encontrada ao lado do corpo.

Na véspera do assassinato, cometido no dia 13 de junho, os dois fizeram compras, e a nota foi encontrada na carteira do suspeito, que estava perto do corpo. À polícia, ele disse que perdeu a carteira. Preso, o ajudante negou o assassinato.

Uma testemunha, no entanto, o reconheceu e disse ter visto quando ele agrediu a menina, na saída do mercado. A testemunha contou que ele deu um tapa no rosto dela e um soco na barriga. A jovem foi morta com pancadas no rosto e na cabeça.

A adolescente desaparecia de casa com frequência. A família contou que ela consumia crack desde os 11 anos. Por causa dos sumiços, foram feitos 20 boletins de ocorrência. A última vez que esteve com a mãe foi no dia 12 de junho, véspera do crime. As duas estavam no hospital com um sobrinho da garota. Durante o atendimento, ela disse à mãe que precisava sair com urgência e não voltou mais.

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Analistas apontam saídas para as dívidas

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05/07/2009 - 08h:44

Em tempos de inadimplência recorde no Brasil, é preciso ficar atento: a mistura de juros altos e desorganização financeira resulta em uma fórmula que quase sempre acaba em endividamento excessivo e contas atrasadas a pagar.

A pedido do G1, três especialistas em finanças pessoais analisaram a situação de três pessoas que enfrentam problemas com dívidas e fizeram diagnósticos que podem ajudar a identificar se você anda ou não adotando um comportamento de risco para a sua saúde financeira.


CASO 1 - HUMBERTO PIO GUIMARÃES, 36 ANOS, ARQUITETO

Como se endividou - Há dois anos, Humberto tinha um emprego na Prefeitura de São Paulo quando, sem solicitar, ganhou do banco pelo qual recebia o salário dois cartões de crédito com limites de R$ 8 mil cada um – que foram utilizados integralmente.

Além de manter o hábito de gastar mais do que ganhava, circunstâncias externas surgiram para complicar ainda mais sua vida financeira: na mesma época, ele enfrentou a perda do emprego e uma separação.

Passou, assim, a ter que pagar sozinho e sem salário fixo as despesas de seu apartamento, que antes eram divididas por dois.

Para manter o padrão de vida mesmo em tempos de dinheiro escasso, ele recorreu aos empréstimos: só com um banco, a soma chega atualmente a R$ 27.240: um crédito consignado, um outro oferecido pelo banco (com taxas mais altas) e um adiantamento do 13º salário. Além disso, deve cerca de R$ 16 mil em dois cartões de crédito (sem contar os juros desses cartões).

Tem ainda, com outro banco, um empréstimo consignado no valor de R$ 15 mil. Há cerca de um ano, ele percebeu que saíam de sua conta mensalmente cerca de R$ 4.500 só em juros, parcelas, e pagamento mínimos dos cartões.

Resultado: desistiu e parou de pagar as contas. Continua quitando apenas as parcelas mensais de R$ 550 do empréstimo consignado que contratou com o segundo banco. “Pensei: ou eu vivo, ou eu pago os juros”.

A montanha de débitos não para de crescer. “O adiantamento do 13º era de R$ 2 mil, hoje já está em R$ 12 mil, sendo que eu paguei várias parcelas”, diz.

O arquiteto pretende pagar tudo quando conseguir reservar um dinheiro para negociar, ou quando receber proposta com taxas de juros realmente baixas.

"Por enquanto, as propostas são todas indecentes. Os descontos (para quitar a dívida) vão aumentando pouco e os juros, muito".
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OPINIÃO DO ESPECIALISTA 1

Quem analisa: Fábio Gallo, professor de finanças da FGV

Diagnóstico: A estratégia dele não vai dar certo. Está sem controle da situação, precisa se organizar mais. Se ele se livrar desses juros e recuperar o nome dele, vai sentir não só uma mudança financeira, mas uma mudança na vida dele mesmo, para muito melhor. Essa estratégia de adiar a solução não dá certo, ele precisa assumir a responsabilidade pelas dívidas e não esperar que elas se resolvam por "mágica". Vai fazer muito bem para a vida dele.
Medidas práticas para sair do problema:

Passo 1 - Para Gallo, Humberto deve tomar a iniciativa de renegociação das dívidas o quanto antes, mesmo que não tenha reservas para o pagamento: ir até as instituições bancárias e pedir detalhamento dos débitos: quanto ele devia, o quanto do montante são juros, taxas e afins. Deve pedir também um documento que detalhe todas essas informações sobre o montante devido.



Passo 2 - De posse dos dados documentados, levar as informações para que sejam analisadas por um profissional, como um órgão de defesa do consumidor ou advogado. "Eles poderão conferir se os valores batem, se os juros são excessivos". A partir daí, voltar com uma contraproposta ao banco, na linha: "Posso pagar tanto por mês. O que vocês sugerem?". Só a disposição em renegociar já deve se reverter em descontos, na opinião do especialista. "Não deve tentar juntar dinheiro para pagar, porque tem muito juro: o negócio é pedir uma outra linha mais barata".



Passo 3 - Organizar o orçamento e cortar gastos para liberar algum dinheiro para pagar a dívida e eliminar os juros da sua rotina definitivamente. Gallo recomenda que ele anote diariamente as despesas por um tempo - para calcular seus gastos - e então adote "orçamento de guerra" dividindo-as em ABC e D: Alimentar, Básico, Contornável e Desnecessário. "Eu ficaria só com o A e B e o resto tiraria para pagar a dívida".





CASO 2 - JULIANA CRUZ*, RELAÇÕES PÚBLICAS, 25 ANOS

* nome fictício, a pedido da entrevistada.

Como se endividou - Em 2006, Juliana acumulou uma dívida de R$ 3 mil no cheque especial e no cartão de crédito; sua renda mensal, naquele tempo, se resumia a um salário de R$ 1,5 mil de um emprego em que trabalhava como funcionária registrada em carteira.

Na mesma época, ela decidiu comprar um carro e sair da casa dos pais, em São Paulo, para morar sozinha.

Como já estava com o nome listado nos serviços de proteção ao crédito (SPC e Serasa), contratou em outro banco um empréstimo consignado no valor de R$ 8 mil para pagar o veículo e cobrir as despesas com a mobília e mudança para a nova casa.

Juliana parou de pagar as parcelas pouco tempo depois de quitar o equivalente a R$ 3 mil, quando mudou para um emprego sem registro e teve que arcar com benefícios que antes recebia mensalmente, como convênio médico. Além disso, passou a pagar aluguel, o que reduziu sua capacidade de endividamento.

Desde então, ela recebe periodicamente cartas dos dois bancos informando o volume das dívidas - que crescem em ritmo "galopante" por causa dos juros - e propostas de descontos caso ela decida quitá-las.

A situação atual é a seguinte: com o primeiro banco - do cartão de crédito e cheque especial - o montante subiu de R$ 3 mil para R$ 10,5 mil; ficaria em R$ 2,9 mil, caso ela optasse por pagar à vista; ou 36 parcelas de R$ 310. "Não tenho dinheiro para quitar à vista e parcelando acho o juro muito alto", diz Juliana.

Já o débito do empréstimo consignado, que era de pouco mais de R$ 4 mil quando ela interrompeu os pagamentos, chegou a níveis exorbitantes: R$ 56,756 mil, com proposta de pagamento de R$ 2,360 mil à vista.

"Desde 2007 que eu não abria correspondência deles sobre essa dívida. Até eu me impressionei com esses R$ 56 mil, dei risada".

Atualmente, ela tira regularmente do salário parcelas de R$ 700 de um novo empréstimo consignado que fez para comprar outro carro, depois que o antigo foi roubado. Nesse intervalo de tempo, teve um filho e casou: planeja sair da "bola de neve" dos juros para realizar os sonhos da família.

Ela pretende usar os próximos 13º salários para quitar as dívidas e "limpar" o nome até 2010; quitar o último consignado até 2011 e, em 2012, comprar a casa própria.
OPINIÃO DO ESPECIALISTA 2
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Quem analisa: Ricardo Araújo, professor de finanças da FGV

Diagnóstico: O grande erro dela foi conceitual. Ela gastou mais do que ganhava, se endividou além da conta

e no Brasil os bancos não perdoam: juros de mais de 5% ao mês é uma obscenidade. Lição conceitual: precisa aprender a poupar para comprar ativos e gastar no máximo o que tem, e não pegar empréstimos de maneira desordenada.

Medidas práticas para sair do problema:

Passo 1 - A recomendação é que tente obter propostas melhores do banco. "Ela tem de ganhar tempo. Provavelmente, o banco vai oferecer um desconto maior".

Passo 2 - Para Araújo,a prioridade de Juliana deve ser a de "botar a casa em ordem". Cortar todo o gasto possível para se livrar das dívidas.

"Se eu fosse ela, morava uns tempos na casa da mãe, segurava todos os gastos, para liberar algum dinheiro". A recomendação é a de que ela reduza os gastos e tenha como meta quitar todos os empréstimos o quanto antes.


Passo 3 - Antes de entrar em outro financiamento, o melhor é esperar mais e juntar dinheiro para comprar bens como,

por exemplo, a casa própria. "Espere liberar os décimos-terceiros salários e junte para dar alguma entrada substancial para comprar a casa".


CASO 3 - LESLIE BAER YAMASHITA, DONA DE CASA, 53 ANOS

Como se endividou - No começo do ano, Leslie recebeu em sua casa, em Londrina (PR), um cartão de crédito com limite de R$ 5 mil de uma instituição financeira especializada em crédito popular.
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Com o cartão, resolveu comprar em uma rede varejista um espremedor de frutas para sua casa e uma TV nova para os netos pequenos, que moram em São Paulo. Optou pelo pagamento parcelado em dez vezes.

Quando veio a fatura, uma surpresa: descobriu que a administradora do cartão cobrava, além das parcelas, R$ 499 em encargos contratuais. Passou, então, a pagar apenas o mínimo da fatura. Resultado: de pouco mais de R$ 2 mil, sua dívida na última fatura chega a R$ 4.266.

Para os funcionários da administradora do cartão que passaram a ligar frequentemente em sua casa, ela reclamou em vão das taxas e dos juros cobrados no parcelamento. Além disso, cancelou o cartão.

Buscou, então, a ajuda do Procon, que notificou a administradora e diz que vai notificar a empresa, que terá prazo de 30 dias para apresentar uma proposta de negociação; caso isso não ocorra, será marcada uma audiência com a dona de casa e a empresa.

“A moça do cartão me ligou cobrando e eu disse que nunca vou conseguir pagar, porque parcelado vai dar R$ 8 mil. Eu não quero ficar devendo, mas não vou pagar isso por uma dívida de R$ 2 mil”, diz.

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OPINIÃO DO ESPECIALISTA 3

Quem analisa: Louis Frankenberg, Diretor de Finanças Pessoais da Anefac

Diagnóstico: O grande erro das pessoas está em aceitar um cartão pelo correio. Ela precisa reclamar e devolver o cartão à empresa por carta registrada para não ter problemas. Erro pior ainda é começar a usar.
Medidas práticas para sair do problema:

Passo 1 - Ela precisa, segundo Frankenberg, juntar o máximo de informação sobre essas compras e esse cartão que conseguir: comprovantes, extratos, contratos. Ter o máximo de coisas em mãos para poder argumentar.

Passo 2 - Na opinião do especialista, com a documentação em mãos, ela deve insistir para que o Procon continue com o caso, a fim de que sejam marcadas audiências de renegociação da dívida que resultem na redução dos juros.

(Ligia Guimarães)





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Mega-Sena acumula e deve pagar R$ 8 milhões na 4ª

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04/07/2009 - 21h:28

Ninguém acertou as seis dezenas do concurso 1.087 da Mega-Sena, sorteadas na noite deste sábado. O valor do prêmio para o concurso da próxima da quarta-feira (8) acumulou em R$ 8 milhões, de acordo com estimativas da Caixa Econômica Federal.

Os números sorteados nesta noite em Campo Mourão (PR) foram 06 - 24 - 31 - 35 - 42 - 57.

Ao todo, 78 bilhetes acertaram a quina e vão levar, cada um, R$ 19.245,30. Já a quadra saiu para 5.886 bilhetes e vai pagar R$ 364,33 para cada apostador.

Quem quiser tentar a sorte no próximo sábado tem até as 19h (horário de Brasília) do dia do sorteio para fazer suas apostas. A aposta mínima --de seis números- custa R$ 1,75.

Desde a criação da loteria, o maior prêmio saiu em 1999, quando um apostador de Salvador ganhou R$ 64,9 milhões. Em 2009, o maior prêmio saiu para quatro bilhetes --no concurso 1.086-- que dividiram mais de R$ 55 milhões.

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Lula critica o G8 e volta a defender mais poder para o G20

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04/07/2009 - 21h:25

Ao desembarcar em Paris, ainda na base aérea francesa, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um breve comentário sobre a reunião do G8 (grupo dos sete países mais ricos do mundo e a Rússia), que será realizada em L'Aquila, na Itália, a partir de quarta-feira. Segundo ele, o grupo não tem mais legitimidade para tratar de questões econômicas e financeiras.

Perguntado se ele iria participar da reunião mesmo depois de o ministro brasileiro das Relações Exteriores, Celso Amorim, ter sentenciado que o "G8 morreu", há duas semanas, Lula afirmou que vai continuar participando das reuniões. Porém, ele disse estar convencido que, hoje, "o melhor espaço para discussão do sistema financeiro mundial é o G20", que reúne os 20 países industrializados do mundo, incluindo aqueles em desenvolvimento.

'O G8, se eles quiserem que continue, que continue. Mas para discutir as questões econômicas e financeiras do mundo, eu acho que o G20 é o fórum ideal", disse.

Apesar de não integrarem o G8, líderes do Brasil, da China, da Índia, da África do Sul, do México e do Egito foram convidados para a reunião na Itália.

Lula chegou na tarde deste sábado a Paris, onde receberá, na terça-feira, o prêmio Felix Houphouët-Boigny, da Unesco --uma homenagem a personalidades que se destacam na defesa da paz.

O ex-presidente português Mario Soares, que preside o júri do prêmio, justificou a escolha de Lula como um reconhecimento de sua "busca pelo diálogo, a promoção da democracia, da justiça social e da igualdade de direitos, assim como sua grande contribuição pela erradicação da pobreza e proteção dos direitos das minorias".

Ainda na terça-feira, o presidente se reúne com o presidente francês, Nicolas Sarkozy. Na segunda-feira, ele participa de um jantar com o primeiro-ministro português José Sócrates. Durante o final de semana, o presidente Lula não tem compromissos oficiais.

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HISTÓRIAS E LENDAS DE SANTOS

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04/07/2009 - 21h:24

Francisco Herrera
HISTÓRIAS E LENDAS DE SANTOS
Famosos relógios públicos da cidade (I)

Quem hoje tem a hora exata a um toque no telefone celular e vive cercado de meios de obter essa informação mal imagina como, em tempos idos, uma torre com relógio, os sinos de uma igreja dobrando nas chamadas horas canônicas, a sirene apitando para chamar os trabalhadores, tinham significação extraordinária para a população de uma cidade que mal contava com sistemas de telefonia razoáveis.

Quanto mais se recua no tempo, mais importância ganham as poucas opções disponíveis, como no princípio do século XX, quando não havia rádio, televisão, a eletricidade ainda começava a ser instalada nas ruas e casas e telefone era um luxo disponível por menos de uma dezena de pessoas.

A matéria a seguir retrata um período em que velhos sistemas desapareciam e novas formas de se obter a informação horária - como a hora certa por telefone - ainda eram novidades em Santos. Foi publicada na edição de 30 de janeiro de 1978 do jornal santista A Tribuna:

HORA CERTA
(De onde vem a hora local?)

Carlos Pimentel Mendes (texto)
Francisco Dias Herrera (fotos)

"Que horas são?"

Diariamente, essa pergunta é feita inúmeras vezes, nos mais diferentes momentos e lugares. Geralmente, vem uma resposta que, se imediatamente comparada com a informação fornecida por outro interlocutor, permite a observação de diferenças de cinco, dez, quinze minutos ou mais entre os horários fornecidos.

"Em Santos, pontualmente... horas e... minutos". Essa expressão, usual nas transmissões de rádio, não corresponde à verdade na maioria dos casos, já que cada emissora acerta seus relógios de maneira diferente, baseando-se em informações nem sempre dignas de crédito. Com isso, é comum uma emissora transmitir uma "hora certa" e, momentos após, outra estação de rádio informar outra "hora certa" com diferença de vários minutos para mais ou para menos.

Há quem diga que se pode calcular a idade de uma pessoa pela forma como ela responde, ao lhe ser pedida a hora certa: pessoas idosas diriam, por exemplo: "São doze horas e pouco". Um indivíduo de meia-idade já diria: "Sao doze horas e vinte minutos". Um jovem seria mais preciso: "São doze horas e dezenove minutos".


Um relojoeiro constatou que o brasileiro é um povo que se afeiçoa muito ao relógio, mais do que a muitos objetos. Um automóvel, troca-se quase todo ano. Já o relógio, é comum o brasileiro conservá-lo no pulso durante décadas, como "objeto de estimação". Muitos - segundo o relojoeiro - preferem usar um relógio cujo conserto custa Cr$ 400,00, a usar um que custa esse valor e é jogado fora quando se desarranja. É o caso do Timex, de mecanismo cravado, que não pode ser consertado. Os americanos compram muito esse tipo de relógio e, ao surgirem defeitos, jogam-no fora, enquanto os brasileiros compram muito menos esse produto.


Apesar de haver quem considere que o brasileiro não se interessa pela hora certa, tal fato é desmentido pela vendagem de relógios cada vez de maior precisão. Isso leva a uma conclusão: o brasileiro quer ter a hora certa, embora não se importe muito em utilizá-la. Ao ver a disparidade de horas fornecidas, o santista pergunta: "Qual a hora certa oficial da cidade? Como é obtida?

Atualmente, o santista conta com os mais diversos meios de obter a hora certa: telefone, rádio, telex, relógios de instituições públicas, de igrejas, de estradas de ferro, da televisão, de empresas privadas, por sirenas, pelas relojoarias etc.


Entretanto, cada relógio é orientado por meios diferentes. Uns são acertados pela Telesp, outros pela Agência Nacional, outros por emissoras da Capital, muitos pela Rádio Relógio Federal do Rio de Janeiro, alguns pelo Observatório do Valongo e outros pelo Observatório Nacional do Rio. Pesquisando-se, entretanto, a origem da hora certa, observa-se que Santos é basicamente orientada pela Hora Oficial, fornecida pelo Observatório Nacional do Rio de Janeiro, exceto no porto, onde há informações de emissoras do exterior.

Sirenas - Uma das formas mais tradicionais de se obter a hora aproximada é pelas sirenas de várias entidades existentes na Cidade. A Companhia Docas de Santos tem uma sereia que toca às 6,45 e às 7 horas, pela manhã. Depois, volta a apitar às 12h45, às 13 e também às 17 horas. A sereia do jornal A Tribuna toca ao meio-dia. Já a Companhia Santista de Transportes Coletivos tem uma sirena que é acionada às 7, às 11, às 13 e às 18h30. Pode-se ouvir ainda a das Cervejarias Reunidas Skol-Caracu S.A., no Bairro de Vila Mathias, tocada às 12 e às 18 horas. Diversas empresas também possuem sirenas de menor alcance. Há alguns anos, deixou-se de ouvir o famoso "apito da pedreira", que costumava alertar a população momentos antes das explosões da Pedreira Atlântica, que funcionava no Marapé. O som desse apito era ouvido às 11 e às 17 horas.

Os relógios públicos - Outra opção é a consulta aos relógios existentes nas estações ferroviárias, igrejas e algumas repartições, além de relógios promocionais. Acaba de ser inaugurado na Praça da Independência um relógio a quartzo, com três mostradores, na fachada da Drogaria Iporanga. Os proprietários do estabelecimento consideram o aparelho, marca Dimep, "o que há de mais moderno em relógio exposto na Cidade". É movido a eletricidade, mas possui uma bateria que lhe assegura o funcionamento ininterrupto por duzentas horas. Entre o custo do relógio e sua promoção, calcula-se um gasto de mais de Cr$ 50 mil. O relógio conta ainda com um relógio-comando interno, controlado pelo horário fornecido pela Agência Nacional, através da Hora do Brasil.

Pelo telefone 4.5011 também pode ser obtida a hora certa, pois os responsáveis pelo estabelecimento deslocaram um funcionário especialmente para prestar essas informações. Explicam os donos da Drogaria Iporanga que "em Santos existe um horário padrão de grande credibilidade popular, que é fornecido pela A Tribuna, Telesp e Agência Nacional. Vamos procurar ter no Gonzaga a mesma credibilidade dessas outras fontes".

Existem também os relógios da Bolsa Oficial do Café, na Rua XV de Novembro; da Igreja do Rosário (há muito tempo parado, com os ponteiros indicando 12 horas), na Praça Rui Barbosa; também o da Igreja Coração de Maria, visto a grande distância por estar colocado no alto da torre, com quatro mostradores.

Na mesma via, surgiu mais recentemente o da Igreja Ortodoxa de São Jorge, próximo à antiga Estação da Estrada de Ferro Sorocabana, hoje denominada Ferrovia Paulista S.A.

Também nessa estação ferroviária existe um relógio exposto em sua fachada, ligado a um relógio-mestre da estação, o qual é acertado pelo relógio do Controle Geral de Tráfego Ferroviário, na estação de Barra Funda (Capital). Já o relógio da Estrada de Ferro Santos a Jundiaí - hoje denominada Rede Ferroviária Federal S.A. - na estação do Largo Marquês de Monte Alegre, é acertado pela hora do Controle Central da Estação da Luz, na Capital (que por sua vez é regulado pela hora da Telesp, Capital).

Na Estação Rodoviária de Santos, todos os mostradores também estão ligados a um relógio-mestre. Segundo os funcionários da administração, ele era acertado pela hora fornecida pela relojoaria Ao Regulador. Desde outubro de 1976, entretanto, o relógio-mestre passou a ser de quartzo, motivo pelo qual raramente há necessidade de acerto (devido à sua precisão).

Na Praça Mauá, próximo ao antigo ponto inicial dos ônibus da linha 42 da CSTC, existe fixado num poste um relógio marca International, antigo, pertencente à empresa, embora traga ainda a inscrição SMTC. Acertado pela Hora Certa Telesp, por um dos fiscais que trabalham na praça, o relógio é usado para controlar o tráfego de ônibus da empresa e seus horários.

Antigos relógios - Até as 12 horas do dia 25 de abril de 1973, funcionou o relógio da Western Telegraph. Quando foi desativado, terminava também a exploração das comunicações telegráficas pelas empresas estrangeiras no Brasil. O relógio inglês de quatro mostradores, instalado numa torre de 15 metros de altura, no Lago Senador Vergueiro, começou a funcionar em 1914, sendo acertado pela BBC - British Broadcasting Corporation, com informação auxiliar da Rádio-Relógio Federal do Rio.

Outro relógio famoso que parou foi o da Companhia City, de grande precisão: era sustentado por dois trilhos de bonde, fincados num pedestal de cimento para impedir vibrações. Quando a City se mudou da Rua D. Pedro II para as instalações da Vila Mathias, em 1945, o relógio foi junto, funcionando também no tempo do Serviço Municipal de Transportes Coletivos.

Em junho de 1968 também foi instalado um relógio digital no Morro da Penha, para propaganda de uma empresa aérea. O ponteiro maior media 9,20 metros e o menor 7,50 metros. Nunca funcionou direito, motivo pelo qual anos depois foi retirado.

Nos jardins do Boqueirão ainda existe o mostrador de um relógio de sol, há muito abandonado, após a destruição das varas que permitiam a marcação horária.

Pelo telefone - "Telesp informa: ... horas, ... minutos". Repete-se a informação, e em seguida a ligação é cortada. Recentemente, a Telesp criou na Cidade a opção, rapidamente popularizada, de informação horária pelo telefone 130.

Conforme explicações da empresa, o sistema se baseia num aparelho, o Audichron, que se compõe de um cilindro que funciona como relógio elétrico, conectado a um segundo rolo onde estão gravadas as mensagens de "Telesp informa". De vinte em vinte segundos é acionada a gravação, podendo o código 130 atender até a 20 chamadas simultâneas, havendo possibilidade de ampliação do atendimento. O aparelho Audichron é aferido a cada 15 dias, quando os técnicos conferem a hora com a fornecida pelo Observatório Nacional do Rio de Janeiro.

Rádio e televisão - Embora grande parte das pessoas regule seus relógios por emissoras da Capital, em Santos muitos seguem a hora fornecida pela Rádio A Tribuna. Antigamente, a sirena e os relógios internos eram regulados por um cronômetro de marinha existente em suas dependências. Foi também utilizado nas rádios um cronômetro "Zenith" de grande precisão, com uma inscrição que denota sua antiguidade: "Grand-Prix-1900". O cronômetro havia sido cedido por Giusfredo Santini no início da década de 60, sendo entretanto retirado anos depois.


Atualmente, as rádios A Tribuna, Nova Atlântica, a sirena e o jornal se baseiam em relógios comuns de mesa, tipo Tagus, acertados pela Hora Telesp e pela Rádio Relógio Federal, às 6 horas (quando o operador entra em serviço), às 12 horas (quando é acionada a sirena pelo operador da Rádio A Tribuna), e às 19 horas, pela Agência Nacional. Também já foi utilizada a "Hora Certa" das relojoarias Simões e Ao Regulador.

Já a Rádio Cacique de Santos acerta seus relógios pela Rádio Ministério da Educação e Cultura, que pode ser captada em ondas médias por receptores mais sensíveis, na freqüência de 1.510 quilohertz. A Rádio Clube de Santos, PRB-4, controla a hora pela informação da Rádio Jovem Pan, da Capital, e da Telesp. As rádios Cultura de São Vicente e Guarujá Paulista acertam seus relógios pela Agência Nacional - Voz do Brasil. A Rádio Universal - ZYR-94 - acerta de manhã pela Rádio Bandeirantes de São Paulo, conferindo à noite pela Agência Nacional.

A TV Globo também fornece aos telespectadores a hora certa durante todo o jornal Bom Dia, entre as 7 e as 8 horas, e durante a programação, no intervalo entre cada programa. Segundo a Assessoria de Relações Públicas da Rede Globo, todos os relógios da empresa são acertados pelo Centro Horário do Observatório do Valongo, no Rio de Janeiro. Outras emissoras de televisão também fornecem informação horária, menos procurada pelos santistas.

No porto - Enquanto o Serviço Semafórico localizado no alto do Monte Serrate e a Praticagem do Porto orientam seus relógios pelas emissoras de Santos, a Capitania dos Portos tem necessidade da hora exata, pois lida diretamente com os navios. Dentro destes, normalmente existem dois relógios: um com a hora do local onde está o navio e outro orientado pela hora GMT (Greenwich Mean Time - Tempo Médio de Greenwich), que é três horas mais que a de Santos.

A Capitania dos Portos orienta seus relógios por intermédio de uma hora média obtida por pesquisa entre as rádios norte-americanas WWV e NSS, e ainda a Rádio Relógio Federal, o Observatório do Valongo e o Observatório Nacional do Rio.

A estação WWV é uma estação radiotelegráfica, que transmite ininterruptamente em inglês a hora GMT, nas freqüências de 2.500, 5.000, 15.000, 20.000 e 25.000 hertz, emitindo também sinais-hora para o Laboratório Central de Propagação de Maryland, EUA. A Rádio NSS é do Observatório Naval de Washington, transmite a hora GMT em 5.870, 12.135 e 16.180 hertz. Estas estações são de difícil captação em Santos. Por este motivo, a Capitania dos Portos utiliza mais a Rádio Relógio Federal, que transmite em português a chamada Hora Papa (hora legal, local), durante sua programação normal, que pode ser captada em 4.900 hertz (faixa de 62 metros em Onda Curta).

O Observatório Nacional do Rio de Janeiro transmite de forma permanente a hora GMT em 4.244, 8.654 e 17.190 hertz, enquanto o Observatório do Valongo transmite a hora GMT por telex, pela Central Internacional da Embratel (no Rio de Janeiro), pelo código "00". Por telex, também pode ser obtida a hora local pelo código "0000", da Central de Telex da Embratel em Santos. Todas as estações consultadas pela Capitania dos Portos são consideradas as que informam a hora mais precisa em todo o mundo.

Radiotelefone - Existem ainda algumas estações de radiotelefonia ao longo da costa, que efetuam contato com os navios em trânsito. Em Santos existe a Santos-Rádio, localizada na Rua Joaquim Nabuco,77, 5º andar, que pode ser chamada pelo telefone 141, para comunicações com passageiros dos navios.


Raramente os navios solicitam a hora certa a essa emissora (que se regula pela Rádio Relógio Federal do Rio de Janeiro), porque a Rio-Rádio já transmite essa informação de forma permanente, a cada três horas, pelo rádio. Entretanto, não pode ser captada pelos receptores de rádio comuns, já que não transmite em AM - Amplitude Modulada, captada por esses receptores - e sim em SSB (Banda Lateral Singela) que somente aparelhos de radiocomunicação possuem.

Relojoaria - O telefone 2.9021 é muito conhecido por grande número de empresas santistas. Pertence à relojoaria Ao Regulador, que está instalada há 44 anos na Rua Amador Bueno, atualmente no número 56. Por esse telefone são recebidos diariamente, no horário comercial, mais de 30 pedidos de hora certa, provenientes principalmente da Refinaria Presidente Bernardes, Union Carbide, Caixa Econômica do Estado, Companhia Docas de Santos, repartições oficiais e bancos. A Estação Rodoviária era um dos solicitantes de hora certa, até ser instalado o relógio de quartzo.

Crisantina Paulo Briceno, proprietária da loja, e seu filho Humberto Briceno Júnior, explicam que todos os dias o relógio padrão da casa é acertado às 6 horas pela Rádio Relógio Federal, por meio de um aparelho de rádio em contato permanente com aquela emissora. A relojoaria possui dois cronômetros, um elétrico japonês e um mecânico, alemão. Quando ainda funcionava o relógio da Western Telegraph, os proprietários da relojoaria tinham acesso ao relógio central da empresa. Entretanto, há quinze anos, quando houve um problema com o relógio da Western, a situação se inverteu e durante quatro dias o mais famoso relógio da cidade se baseou na hora certa fornecida pela relojoaria. Esta, além de utilizar o rádio, periodicamente utiliza o telefone (021) 288.0130 do Observatório do Valongo, que automaticamente dá a hora certa.



O problema da hora

A hora nos diferentes pontos da Terra tem relação com a posição do Sol em relação a esses pontos. Dessa forma, quando o Sol está iluminando plenamente o Japão, sendo lá considerado meio-dia, o Rio de Janeiro, no extremo oposto da Terra, está na metade da noite. De acordo com a posição, em cada ponto do globo terreste existe um horário diferente. Antes do disciplinamento mundial do horário, cada cidade tinha sua própria hora.

Entretanto, para resolver esse problema, em 1890 começou a ser adotado o sistema dos fusos horários. Embora nessa época a idéia fosse defendida por geógrafos norte-americanos, o mérito cabe ao italiano Quirino Filopanti, que a expôs pela primeira vez em 1859, não despertando grande interesse. Pelo sistema, o globo terrestre foi dividido em 24 fusos horários, correspondentes às horas do dia. Como a Terra tem 360 graus no Equador, cada fuso é de 15 graus, de forma que os 24 fusos completam a circunferência.

Tomando-se como base a cidade de Greenwich, na Inglaterra, onde existe um importante observatório, criou-se o meridiano 0, que passa por essa cidade. Em direção ao Oriente, de 15 em 15 graus, a região localizada no fuso horário correspondente tem seus relógios adiantados uma hora em relação ao fuso anterior, totalizando as 24 horas do dia. Assim, enquanto na cidade de Greenwich é meio-dia, no Rio de Janeiro são 9 horas. A hora da cidade de Greenwich é a conhecida hora GMT.

A divisão em fusos horários criou problemas dentro de países com vasto território, como o Brasil, que na parte mais larga tem cerca de 45 graus. Dessa forma, em nosso território existem três fusos horários. O primeiro corresponde a todos os Estados da Costa Atlântica, além das ilhas oceânicas brasileiras. Os estados do Pará e do Rio Grande do Sul, que seriam divididos ao meio, foram por conveniência englobados nesse fuso horário, que também compreende os estados de Goiás e Minas Gerais.

O segundo fuso, com uma hora a menos, compreende os estados do Amazonas e de Mato Grosso (do Norte e do Sul), além dos territórios de Roraima e Rondônia. O terceiro fuso compreende o Estado do Acre, que dessa forma tem seus relógios atrasados duas horas em relação aos do Rio de Janeiro. Antigamente existia um quarto fuso, adiantado de uma hora em relação ao do Rio, que compreendia o arquipélago de Fernando de Noronha, Atol das Rocas e Ilha de Trindade (hoje incluídos no fuso do Rio).

Observatório Nacional - Fundado em outubro de 1827 pelo imperador D. Pedro no Morro do Castelo (na cidade do Rio de Janeiro), o Observatório Nacional foi em 1920 transferido para o atual prédio, na Rua General Bruce, 586, no Bairro de São Cristóvão (Rio). Fornece a hora oficial do Brasil, pela qual se orienta o país, por todos os meios de comunicação.

Segundo os responsáveis pelo observatório, a hora oficial brasileira é determinada por relógios atômicos ali instalados, muito mais confiáveis do que os antigos padrões de acerto da hora pela posição da Terra em relação ao Sol. Foi devido à sua grande precisão que, na reunião de outubro de 1964 da Comissão Internacional de Pesos e Medidas, em Paris, foi decidido que a medição física do tempo seria baseada na freqüência da vibração que ocorre com a emissão ou absorção do átomo do césio-133.

Explica a Diretoria do Serviço de Hora do Observatório que não se usa mais controlar o relógio pela posição da Terra em relação ao Sol, uma vez que o movimento de rotação desenvolvido pelo planeta é ligeiramente irregular. Esse é, aliás, o motivo pelo qual todos os anos o público é avisado sobre um atraso ou adiantamento dos relógios, no dia 31 de dezembro: nesse momento é feito um acerto entre a hora atômica e a hora astronômica (do planeta). Nos últimos anos tem sido feito um adiantamento nos relógios, porque a Terra tem feito mais lentamente o movimento em torno do eixo (rotação terrestre).

O Observatório Nacional está subordinado ao Conselho Nacional de Pesquisa, mas mantém seus relógios em comparação permanente com os observatórios de todo o mundo. Entre todos os observatórios espalhados pela Terra, a diferença de hora (descontando-se os fusos horários) é medida em alguns mícrons de segundo. Embora a hora-base seja a de Greenwich, o centro mundial da hora é o Bureau Internacional da Hora, sediado em Paris.

Como diversos países, o Brasil adotou por algum tempo o chamado horário de verão, quando se antecipava em uma hora os relógios durante alguns meses, para se aproveitar a luz do dia, economizando energia. No País, a hora de verão surgiu em outubro de 1931, pela primeira vez, prosseguindo até 31 de março de 1932, quando os relógios voltaram a marcar a hora normal. Durante muitos anos foi empregado o processo, tendo o último horário de verão ocorrido entre 1º de novembro de 1965 e 31 de março de 1966.

Entre os técnicos do setor, a hora legal (local) é também conhecida como hora papa, enquanto a referência horária para as comunicações internacionais é a hora GMT, também conhecida como Tempo Universal Coordenado (TUC): a Rádio-Relógio Federal transmite os sinais horários do Observatório Nacional com um atraso de 500 mícrons de segundo, devido à distância entre a emissora e o observatório. A mesma emissora também transmite às 18h30 o sinal horário, em inglês, francês e português, para aferição diária dos outros observatórios do mundo.

Valongo - Outro conhecido observatório brasileiro é o do Valongo, onde funciona a Escola de Astronomia da Universidade do Rio de Janeiro. Relógios atômicos regulam a hora-padrão do observatório, sendo aferidos por observações astronômicas e pela hora oficial do Observatório Nacional. O Valongo informa a hora local pelos telefones (021) 288-0043 e 288-0130, que podem atender até 40 ligações simultâneas, automaticamente. Pelo telefone (021) 288-0131, o observatório atende até cinco ligações internacionais, informando automaticamente a hora em inglês. O observatório do Valongo funciona na Ladeira do Pedro Antônio,43, área central da cidade do Rio de Janeiro.

Muitas mudanças ocorreram depois dessa matéria de 1978:

No mundo:
o Tempo Médio de Greenwich (GMT) foi substituído internacionalmente pelo Tempo Universal coordenado (UTC - Universal Time Coordinated), mantida a divisão do planeta em 24 fusos horários.

No Brasil:
os territórios de Roraima e Rondônia se tornaram estados, surgindo também o Estado de Tocantins, este acompanhando o fuso de Brasília, por ser um desdobramento do estado de Goiás. O território de Fernando de Noronha foi incorporado ao Estdo de Pernambuco;
depois da moeda cruzeiro citada nessa matéria de 1978, surgiram: o cruzado (em 28/2/1986), o cruzado novo (15/1/1989), de novo o cruzeiro (16/3/1990), o cruzeiro real (1/8/1993) e o real (1/7/1994), na esteira de um dos maiores processos inflacionários da história brasileira. Para efeito de comparação, um salário mínimo em agosto de 1978 valia Cr$ 1.106,40;
a Telesp foi privatizada e passou ao controle da Telefônica de Espanha;
Voltou a ser utilizado o horário de verão, desde 1984.
Em Santos:

Relógio da Hora Imóveis, na Avenida Conselheiro Nébias, que teve curta duração
o relógio da Igreja do Rosário foi consertado e voltou a funcionar regularmente, incluindo o toque de sinos a cada 15 minutos;
a administração do porto, que era exercida pela empresa privada Companhia Docas de Santos (CDS), foi estatizada como Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), em 7/11/1980;
as instalações da cervejaria Skol-Caracu na Vila Mathias foram desativadas;
o relógio da estação ferroviária da Sorocabana/Fepasa voltou a funcionar (o que parou foi a estação, transformada em parte das instalações de um supermercado, quando a ferrovia foi privatizada e deixou de transportar passageiros);
Também deixou de funcionar a estação de passageiros da Estrada de Ferro Santos a Jundiaí, e o prédio desde então foi fechado, permanecendo sem uso neste início de século XXI;
a relojoaria Ao Regulador não existe mais;
o Serviço Semafórico deixou o alto do Monte Serrate;
o aparelho de telex foi praticamente desativado, sendo usado quase que apenas em algumas agências marítimas;
um relógio bastante popular, especialmente nas temporadas de verão, estava instalado em um barquinho que percorria toda a extensão da praia, puxando um reboque promocional. Desapareceu também na década de 1970;
no início da década de 1980, a Hora Imóveis, na Avenida Conselheiro Nébias, instalou em seu terreno um relógio público promocional, com iluminação noturna, mas que já em fins de 1981 estava praticamente desativado;
o relógio International/SMTC da Praça Mauá foi retirado anos depois;
um relógio que na década de 1940 existia na esquina das ruas XV de Novembro e Visconde de São Leopoldo também foi retirado
a City, depois SMTC, foi sucedida na área de transportes públicos pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). Nem seu relógio sobre trilhos de bonde, nem o da Western Telegraph (este, encaixotado nas instalações da administradora portuária) voltaram a ser instalados;
surgiram várias dezenas de relógios/termômetros digitais espalhados pelas ruas e avenidas que conseguem informar horários como 25:67 e temperaturas de -70º C...
E ainda:
o fotógrafo (saudoso Paco Herrera!) faleceu em 29/12/1987;
o redator dessa matéria de 1978 é agora o editor deste jornal eletrônico Novo Milênio;
Novo Milênio conta com três relógios: numa barra no alto das páginas, acionado por um programa de computador que depende inteiramente do relógio interno existente no computador do internauta visitante; na página principal e na página Santos, é o primeiro site santista a informar a Hora Legal Brasileira, com dados do Observatório Nacional. Nas páginas Santos e Porto, conta com um serviço de hora e temperatura fornecidos por uma central meteorológica internacional baseada nos Estados Unidos - a mesma que fornece as horas locais de todos os países, disponíveis no Atlas Interativo Novo Milênio.
Carlos Pimentel Mendes (texto)

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A Morte de Abrahan Lincoln - maldição

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04/07/2009 - 21h:07

DVG

Abraham Lincoln levou um tiro do simpatizante confederado John Wilkes Booth, no Ford Theatre em 14 de abril de 1865. Ele morreu na manhã seguinte devido aos seus ferimentos.

O presidente que trouxe a maldição foi William Harding Harrison. Ele morreu em 1841 depois de uma batalha, na qual ele derrotou o Chefe índio americano Tecumseh, durante a sua campanha de eleição um ano antes.

Foi Lincoln vítima da maldição de Tecumseh? Diz a lenda que os presidentes eleitos a cada vinte anos irão morrer durante o mandato. Lincoln supostamente foi a segunda vítima.

Outros presidentes que foram atingidos pela maldição são James Garfield, William McKinley e John F. Kennedy.

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Papa João Paulo I: Uma morte misteriosa

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04/07/2009 - 21h:06



O Papa João Paulo I tinha o apelido de “Papa sorridente” devido ao seu comportamento alegre. Ele estava planejando reformas na Igreja Católica, mas não viveu para realizá-las, já que ele morreu apenas 33 dias após ter sido eleito Papa, em setembro de 1978.

O veredicto oficial foi de que ele morreu de um ataque cardíaco, mas não houve autópsia e os relatórios sobre onde ele havia morrido e como o seu corpo foi descoberto são conflitantes.

Algumas pessoas acham que o Papa João Paulo I foi assassinado para que ele não revelasse um enorme escândalo do Vaticano. Ou que ele tenha sido envenenado por uma trama secreta de cardeais da direita que achavam que as suas reformas eram muito liberais.

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