Flagrante da posse do acadêmico Antônio Júlio Lops Caribé na Cadeira 32 da Academia sob a patronímica do cientista Hermínio de Moraes Brito Conde
Excelentíssimo Senhor Presidente da Academia de Letras da Região de Sete Cidades – ALRESC – José Alves Fortes Filho; Senhor 1° Secretário da Academia de Letras da Região de Sete Cidades – Des. Tomaz Gomes Campelo e também Presidente da União Brasileira de Escritores do Piauí; Excelentíssimo Senhor 2° Secretário da Academia de Letras da Região de Sete Cidades- Acadêmico Osvaldo Lemos; Excelentíssima Senhora Professora Regina Sabóia- Digníssima Diretora do Instituto Superior de Educação Antonino Freire; Senhores Professores e Funcionários do ISEAF; Minhas Senhoras Meus Senhores.
Quero neste momento agradecer do fundo do coração e com a verve da alma- à direção deste Instituto Superior de Educação Antonino Freire- por ter nos cedido, sem nenhum ônus de nossa parte, este auditório, para a realização desta minha solenidade de posse na Academia de Letras da Região de Sete Cidades- ALRESC- e quero lembrar a todos os ilustres acadêmicos e digníssimos professores presentes nesse momento solene que servi como professor desta tradicional estabelecimento de ensino durante 12 anos, no período de 1990 a 2001- que quero ser lembrado na história do Instituto de Educação, como um dos percussores na Introdução aos Programas PCN- Parâmetros Curriculares Nacionais no Ensino Médio- quero ser lembrado como professor introdutor da disciplina de Literatura Piauiense em sua grade curricular quero assim, sem lembrado enfim, como professor mais polivalente e eclético que por aqui passou- pois lecionei aqui não só a disciplina de Língua Portuguesa, de que eu era titular, mas também Literatura Brasileira, Teoria da Literatura, Introdução à Literatura Infantil, Redação Criativa e Inglês. Muito obrigado aos colegas professores antigos e atuais do Instituto de Educação. Eu amo a todos os senhores demais e levo-os sempre comigo a imagem saudosa e sempre querida no meu coração.
Foi com subida honra e satisfação que tive meu nome indicado para ocupar um lugar entre todos vós, neste egrégio sodalício.
O importante é frisar a minha pequenez diante da grandeza fosforescente dos dois homens ilustres e probos que me antecederam como ocupantes desta cadeira.
Não entrei para ALRESC por nenhum mérito de Q.I. Elevado ou por ter arrebatado um grande premio de projeção nacional.
Foi difícil e cheia de surpresas a minha eleição para a cadeira 32 da ALRESC.
Não tenho ares de celebridade nem tão pouco estou no rol das sumidades intelectuais que contribuíram para o adiantamento das civilizações e para o desenvolvimento do progresso tecnológico.
Entrei para esta academia, talvez nem por possuir um riquíssimo currículo, mas por atender a algumas exigências estatutárias desse magnânimo e soberano sodalício, dentre elas:
1°) possuir pelo menos três obras publicadas e,
2°) ter uma profissão definida na vida.
De sorte que ingressei na ALRESC por causa do conjunto da minha obra literária a que fiz jus- que foi- uma Apostila de Português para candidatos a concursos públicos e a exames vestibulares e supletivos, em nível de ensino Fundamental e Médio, publicada em 1982, contendo 187 pp.; um livro autobiográfico intitulado “Memórias Insólitas”, publicado em 1987, com 168 pp. E por último ‘‘O Orixá- Guia Turístico Afro- Cultural do Nordeste Brasileiro’’ publicado em março último, com 236 pp.
Com relação a uma profissão definida na vida- considero – me escritor registrado na UBE – PI, sob o n° 23; Tradutor registrado na ABRATES- RJ (Associação Brasileira de Tradutores) e Professor Pós- Graduação na UFPI sob o n° 194, mas ainda não estou satisfeito com nenhum das três, pois gostaria mesmo era de ser surfista profissional e ainda não possuo sequer uma prancha de surf.
Entendo que o Patrono dessa cadeira 32 Dr. Hermínio de Moraes Britto foi uma sumidade intelectual que eu não me arvoraria em alçar em vôo nem perto sequer de sua competência intelectual e de sua vasta cultura humanística Dr. Hermínio de Moraes prestou relevantes serviços não somente à cultura nacional, mas também projetou dentro de sua especialidade- a Oftalmologia- nome do Piauí- nos anais das Universidades de Paris, Lisboa, Viena e Berlim.
Quando estava se preparando para apresentar suas últimas descobertas na Argentina, não teve tempo de chegar lá e veio a falecer antes.
Inventor, médico, poeta, historiógrafo, cientista, jornalista, que Deus lhe deu a graça de possuir e que soube tão honradamente exercê-las- acrescentou um côvado a mais no conhecimento inédito da mente humana; criou um aparelho coagulador que se presta até hoje no tratamento do tracoma.
Como gênio que era, os cargos e as honrarias não paravam de acerca-se dele: como Diretor do Centro de Pesquisas Oftalmológicas e do Instituto Benjamim Constant do Rio de Janeiro, passou a viajar menos e permanecer mas no Brasil.
Sua bibliografia é pequena e quantidade, mas significativa e fecunda em conteúdo.
Deixou para nós: “Cochrane- Falso Libertador do Norte’’; ‘’Meninos Delinqüentes’’; ‘’A Tragédia Ocular de Machado de Assis’’ e um livro sobre a ‘’Evolução Histórica da Oftalmologia no Brasil’’.
Aqui em Teresina, ocupou a cadeira 12 da Academia Piauiense de Letras, como sucessor de Antonio Coelho Rodrigues.
Nasceu na cidade de Piracuruca, no Piauí em 18 de março de 1905 e faleceu no Rio de Janeiro, onde morava, em 28 de novembro de 1965.
Agora vamos falar sobre outra celebridade, um homem que fico conhecido no Brasil inteiro- Afonso Gil Castelo Branco- foi o 1° ocupante da cadeira 32 da ALRESC.
Destacou-se por sua luta tenaz e enraizada contra o Crime Organizado.
Foi esse seu principal fundamento que usou para se tornar o maior e mais corajoso Promotor de Justiça do Brasil.
Mas também, na área jurídica, colocou o nome do Piauí lá nos píncaros.
Só se via aqui em Teresina, era a Rede Globo de Televisão com o Bial, era SBT com Ana Paula Padrão, era Rede TV, era Bandeirantes com Cabrini e, para não falar dos radialistas e jornalistas famosos do Jornal Brasil, Correio Brasiliense o Estadão de São Paulo – que ficaram muito empolgados com a matéria e com o furo jornalístico.
O Promotor Afonso Gil Castelo Branco nasceu em Belém do Pará no dia 26 de Janeiro de 1951 - mais novo que eu - era o filho de Cláudio Castelo Branco e Zinalda Castelo Branco.
Afonso Gil teve quatro filhos, Maria Regina Ferraz Castelo Branco, Maria Cláudia Ferraz Castelo Branco, Lívio Castelo Branco e Maria Clara Castelo Branco
Formou-se em Direito pela Universidade Federal do Pará e ingressou no Ministério Público Estadual por concurso em 1986.
Trabalhou em diversas comarcas do Estado, dentre as quais destacamos José de Freitas, Água Branca e São Félix do Piauí, dentre muitas outras.
Em todos esses lugares por onde passou deixou sua marca indelével de coragem, competência e destemor no trato com pessoas tanto de alto poder aquisitivo como as que ficam abaixo da linha de pobreza.
Quando assumiu a Promotoria de Defesa dos Direitos Humanos mando 40 policiais civis e militares para detrás das grades.