José Fortes

Sapiência mostra o Piauí e suas pesquisas

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02/07/2009 - 23h:22

Já está pronta a 19ª Edição do Informativo Científico Sapiência, produzido pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Piauí (Fapepi). Neste número, os destaques são as reportagens mostrando um pouco da história dos programas de pós-graduação ou os mestrados do Piauí e suas pesquisas, com os mestrados em destaque: Química, História do Brasil e Letras, todos existentes na Universidade Federal do Piauí (UFPI).

O Sapiência mostra que o Programa de Pós-Graduação em Química da UFPI, único que forma mestres no Piauí, prestes a completar 10 anos, está em busca de uma meta importante: a implantação do doutorado. A coordenador ia do programa informou que o curso depende essencialmente da parte experimental, ou seja, de suporte laboratorial, o que necessita de investimentos altos. Para subir no conceito, que é a meta de todos os programas de pós-graduação, o mestrado já começou a trabalhar. A infraestrutura tem sido melhorada a cada ano. Só para citar, está em fase de instalação de um equipamento de Ressonância Magnética Nuclear (RMN), que custou quase R$ 1 milhão.

O Programa está incluído em vários projetos de pesquisa. Além disso, conta com bolsistas de iniciação científica (graduandos de química) e do ensino médio (Pibic-Jr), todos sendo orientados por professores do mestrado, com bolsas concedidas por meio de parcerias com a Fapepi.

O Sapiência mostra pesquisas sobre uma planta comum no Brasil, a copaíba, que produz um óleo rico na indústria farmacêutica e de cosméticos. A pesquisa vai desde a identificação botânica (existem cerca de 60 espécies), identificação química, controle de qualidade e comprovação de seu uso medicinal, até efeitos citotóxicos e genotóxicos. Usado há séculos na medicina popular, o óleo da copaíba é utilizado como estimulante, diurético, laxativo, expectorante, cicatrizante, antitetânico, anti-hemorrágico, anti-inflamatório, antiulcerogênico, entre outros.

Criado no ano de 2004, o Programa de Pós-Graduação em História do Brasil da UFPI está em busca da conquista, a médio prazo, de implantar o curso de doutorado, apesar de ainda contar com o conceito 3 (o ótimo conceito obtido de curso de excelência é o 7), concedido pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).Uma das exigências para se obter uma boa avaliação pela Capes, que é feita anualmente, é a produtividade dos docentes.

O ponto forte do Programa de Pós-Graduação em História do Brasil é o Doutorado Interinstitucional, chamado Dinter, implantado em 2006, que tem por objetivo pós-graduar doutores da própria UFPI, da Uespi, do Ifet e da comunidade. O Dinter em História é realizado graças à parceria entre a instituição e a Universidade Federal Fluminense (UFF), do Rio de Janeiro. Atualmente, o doutorado conta com 15 alunos matriculados.

Com a formação da primeira turma no ano de 2004, o Programa de Mestrado Acadêmico em Letras da UFPI, também único na área no Estado, surgiu com a necessidade de atender a demanda de um curso de pós-graduação stricto sensu na área de Letras nos estados do Piauí e Maranhão, contribuindo para o processo de qualificação do professor do Ensino Básico e Superior.

Blogs e diários

Uma das pesquisas destacadas nesta edição do Sapiência é da professora Rose Mary Furtado Passos. Ela fez um estudo para efeito de sua dissertação de mestrado em Letras refletindo a linguagem utilizada nos diários e blogs. O título de seu trabalho é A escrita de si nos diários e blogs juvenis: identidades reveladas, sob orientação do professor doutor Laerte Magalhães.

Ela realizou análises comparativas dos discursos selecionados, todos de jovens do sexo feminino na faixa etária de 12 a 20 anos, observando sempre a forma como os sujeitos dialogam no mundo dos diários e blogs virtuais, que, diga-se de passagem, passaram a substituir os velhos diários de papel, trancados a chave. Agora, os diários estão disponíveis para quem quiser ver.

Enquanto os diários eram escritos com o cuidado de não deixar a informação vazar, os blogs são um meio de divulgar a própria imagem da blogueira, embora só a idealizada, aquela imagem a qual gostaria de tornar conhecida. Os blogs ainda têm o diferencial de criar interatividade entre internautas e ainda buscam conquistar a visibilidade.

Outra revelação da pesquisa é que os próprios blogs estão sendo deixados de lado, devido o maior interesse pelos sites de relacionamento, demonstrando tendências rápidas de mudança entre os jovens.

O Sapiência traz ainda artigos de pesquisadores, entrevistas com os coordenadores dos mestrados de Letras e de História e dicas de livros na área de ciência e tecnologia. Traz ainda uma reportagem sobre a primeira defesa de tese no Piauí de aluno do doutorado de Ciência Animal, único doutorado institucional do Estado. Traz ainda pesquisa na área de história sobre a cidade de Teresina, sua paisagem, reordenamento urbano no seu passado recente até hoje. Para ver a versão on-line, basta acessar o site da Fapepi: www.fapepi.pi.gov.br.

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Apresentador do “Vídeo Show” está com gripe suína

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02/07/2009 - 23h:15

DVG
A assessoria de imprensa do ator e apresentador André Marques informou na noite desta quinta-feira (2) que ele está com a nova gripe.

André já estava de quarentena em sua casa. Segundo a assessoria, ele passa bem, e não tem febre há dois dias.

O apresentador, que esteve recentemente na Argentina, estava em observação desde segunda-feira (29), quando começou a sentir os sintomas da doença.

Ator pensava que era mudança de temperatura

O apresentador contou que começou a passar mal durante a gravação do programa “Vídeo Show”, na segunda-feira (29). O ator disse ainda, na ocasião, que estava com muita febre.

“Estou só com febre e dor de garganta. Dor no corpo, não estou não. Pode ser só mudança de temperatura mesmo", contou.

André Marques contou, ainda, que viajou na última sexta-feira (26) para Buenos Aires para a gravação de um quadro para o programa "Estrelas".



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Violência e sadismo

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02/07/2009 - 23h:08


O governo do México enviou soldados a pontos problemáticos de todo o país para reforçar as agências da lei locais e, em alguns casos, erradicar a corrupção de seu meio. Mas os traficantes se mostraram mais bem armados e duros de conter. Além de violentos, eles são sádicos em seus métodos de matar e parecem ter a intenção de ostentar suas últimas matanças, não importando para quem.

“Eles estão enviando algum tipo de mensagem perversa”, especulou González sobre o motivo pelo qual os doze corpos teriam sido jogados perto do portão de sua escola. “Eles querem atenção, e sabem que deixar corpos em frente a uma escola tem impacto. Agora estamos preocupados que em qualquer escola, a qualquer hora, pode aparecer um corpo”.

Neste mês, logo antes do horário de saída de uma escola, a polícia estava na cena de outro assassinato. Dessa vez, tratava-se de um barril contendo o corpo de um homem cujos braços e pernas haviam sido arrancados. O corpo, deixado próximo da linha de primeira base de um popular campo da liga amadora de baseball não muito longe da escola, foi rapidamente levado pelas autoridades ao necrotério antes que qualquer estudante tropeçasse sobre ele.

Mas nem sempre é possível manter a violência das drogas escondida dos jovens.

Em janeiro, por exemplo, a polícia e soldados se envolveram num tiroteio de três horas contra traficantes de narcóticos do cartel Arellano Félix num bairro residencial de Tijuana, forçando a evacuação de diversas escolas. Policiais fortemente armados carregavam crianças aos prantos para locais seguros, enquanto outros agentes agachavam-se pela calçada com as armas em punho.

Quando os tiros silenciaram, seis supostos traficantes haviam sido mortos.

“Foi horrível”, disse Gloria I. Rico, diretora da Jardim de Crianças Felizes, uma pré-escola que teve de ser evacuada. “Mesmo quando havia terminado e tentamos voltar ao normal, qualquer pequeno ruído fazia as crianças pularem”.

Em setembro, quando houve uma rebelião num presídio local seguida de mais uma erupção de tiros, professores da pré-escola tentaram distrair os mais novos. “Dissemos a eles que eram fogos de artifício”, disse Rico, já que as comemorações da independência haviam acabado de passar. “Dissemos, ‘Não se preocupem,’ mas eles continuavam assustados”.

Muitas crianças, segundo Rico, agora associam qualquer um vestindo uniforme à violência – o que não é uma idéia absurda, não apenas porque eles possam estar em combate contra os traficantes, mas também porque muitos oficiais da lei no país estão na folha de pagamento dos traficantes. “As crianças vêem a polícia e ficam com medo”, diz Rico. “Eles temem que haja mais tiroteios.”

E provavelmente haverá, o que estimula os pais a vigiar seus filhos mais de perto do que nunca.

“Se ele sair, você não sabe se ele vai voltar”, disse Patrícia Beltrán, que vigiava enquanto seu filho de oito anos, Marco Antonio, brincava perto do local onde ocorrera um assassinato, com sangue ainda visível na terra.

Esse medo não está fora de lugar, pois jovens inocentes já foram apanhados no fogo cruzado. Além disso, a maioria das vítimas tem menos de 30 anos porque os cartéis usam pistoleiros jovens para proteger sua mercadoria e reforçar a disciplina, dizem as autoridades.

E dada a extensa – e muitas vezes gráfica – cobertura da mídia sobre as mortes, os pais dizem ser impossível proteger suas crianças psicologicamente.

“Meus filhos estão sonhando com isso”, disse Laura Leticia Quezada, que tem três crianças na escola primária perto de onde os corpos foram deixados. “Eles vêem nos jornais, e conhecem absolutamente todos os detalhes.”

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Histórias horripilantes

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02/07/2009 - 23h:07


Trocar histórias horripilantes não é novidade para crianças, que têm uma maneira de exagerar seu contato com o perigo. Mas os 12 corpos torturados e sem línguas que dominavam a conversa no playground não eram nenhum exagero. Nas primeiras horas de 29 de setembro, os corpos de 12 homens e uma mulher, amarrados e parcialmente despidos, foram encontrados num lote abandonado em frente à escola.

O diretor, Miguel Ángel González Tovar, suspendeu as aulas logo que os corpos foram descobertos, mas isso não evitou que alguns estudantes conseguissem vê-los e que muitos outros ouvissem os relatos.

“Não há dúvidas de que essas imagens afetam as crianças”, disse González, que recentemente se reuniu com psicólogos do governo para planejar sessões de aconselhamento com os estudantes. “Alguns deles estão muito quietos agora. Outros nos perguntam, ‘por que eles morreram?’”.

E os corpos desovados em frente à escola são apenas um entre muitos espetáculos macabros, forçando professores a competir com os assassinos pela atenção da juventude do México.

Em verdade, é difícil encontrar um estudante aqui que não saiba alguns dos assustadores detalhes de matanças recentes, como os diversos barris de ácido encontrados ao lado de um restaurante de frutos do mar, contendo o que as autoridades acreditavam ser restos humanos. Ou os dois corpos embrulhados em algo parecido com celofane, encontrados perto de uma placa de estrada que dizia, “Obrigado por visitar Tijuana”.

Corpos estão sendo pendurados em pontes, cortados em pedaços, decapitados, queimados.

O maior medo de González é que as terríveis cenas se desenrolando em grande parte do México fiquem tão comuns que elas eventualmente percam seu valor de choque entre os jovens, tornando as chacinas algo esperado, ou até mesmo aceitável.

“Eles podem crescer com esse tipo de coisa sendo normal,” disse ele. “Eles podem dizer, ‘Eu vi doze! Quantos você viu?’. Nunca poderíamos ter imaginado isso há alguns anos”.

Os jovens de hoje já sabem os nomes dos traficantes de drogas, não apenas dos telejornais noturnos, mas também de músicas populares que os exaltam como heróis, e da internet, onde GRISLY chocantes cenas de homicídios podem muitas vezes ser vistas no YouTube.

Em Tijuana, o líder do cartel de drogas Arellano Félix é Fernando Sánchez Arellano, sobrinho dos fundadores do grupo que usa o apelido de o Engenheiro. As autoridades dizem acreditar que a “epidemia” de assassinatos aqui é obra de traficantes rivais tentando obter controle de seu território.

Isso explica a nota encontrada junto aos doze corpos da escola: “é isso que acontece a qualquer um associado com o Engenheiro boca-grande”.



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Assassinatos do tráfico assombram crianças

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02/07/2009 - 23h:05

Em Tijuana, México, o menininho, com seu uniforme escolar cuidadosamente passado e rodeado de amigos, levantou 10 pequenos dedos, cada um representando um corpo que ele diz ter visto do lado de fora de sua escola numa manhã recente. Mas ele ainda não tinha terminado. Ele baixou os 10 dedos e levantou outros dois. Doze corpos no total.

“Eles deceparam as línguas”, disse o menino, aparentemente fascinado com o que viu na cena da chacina em frente à Escola Primária Valentín Gómez Farías, três semanas atrás.

“Eu vi o sangue”, afirmou um colega de classe, entusiasmadamente.

“Eles estava amarrados”, acrescentou outro.

A explosão mexicana de violência relacionada ao narcotráfico ganhou a atenção das crianças do país. Peritos dizem que as atrocidades que os jovens estão escutando e, por vezes demais, testemunhando, estão tornando-os mais duros, traumatizados, preenchendo suas mentes com imagens que são duras de apagar.

“Infelizmente, com essa onda de violência das drogas, houve danos colaterais entre as crianças”, disse Jorge Álvarez Martínez, professor da Universidade Nacional Autônoma do México que se especializa em stress pós-traumático. Tal exposição à violência pode atrapalhar o aprendizado, interromper o sono e durar anos, disse ele.

Em nenhum lugar o trauma é maior do que ao longo da fronteira com os Estados Unidos, onde os cartéis de drogas enfrentam uns aos outros por um crescente mercado doméstico e as lucrativas rotas de trânsito do norte. Somente em Tijuana, uma onda de assassinatos do crime organizado deixou pelo menos 99 pessoas mortas num período de 24 dias desde 26 de setembro, uma taxa de mortes que iguala, se não ultrapassa, a de Bagdá, uma cidade destruída pela guerra que é quatro vezes maior, no mesmo período.

Ao longo do México, a carnificina é impossível de esconder, com cabeças decepadas e corpos decapitados aparecendo, algumas vezes quase uma dúzia por vez. Houve mais de 3.700 assassinatos relacionados ao tráfico e ao crime organizado neste ano, frente a 2.700 no ano passado, disse este mês o procurador-geral mexicano, com Chihuahua sendo o estado mais violento.

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É desperdício pensar no que vem após a vida

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02/07/2009 - 23h:02

Os que conhecem Richard Dawkins só pelo título de “o maior ateu do mundo” e suas batalhas com os religiosos podem pensar que se trata de um homem agressivo e amargo. Mas, como mostram algumas passagens de seus livros, o biólogo evolucionista britânico soube usar de humor e de clareza em sua participação na Flip para defender por que não tem motivos para acreditar em Deus.

Na noite desta quinta-feira (2), ele conversou com o jornalista Silio Boccanera e também respondeu perguntas da plateia sobre seus trabalhos, em especial “Deus, um delírio”, best-seller que provocou bastante polêmica pelo mundo.

“Há a percepção de que você não pode criticar as religiões”, disse Dawkins, “e isso faz com que tudo que você fale contra soe agressivo”.

Em uma de suas tiradas humorísticas, dignas de uma comédia do igualmente britânico grupo Monty Python, o evolucionista ironizou a primazia da religião como origem de tudo: “Quer dizer que foi assim na Bíblia? Moisés trouxe uma tábua escrita ‘Não matarás’ e o povo que ouvia disse: ‘puxa, realmente essa é uma boa ideia”.


“Algumas pessoas argumentam que a religião traz consolo e conforto, mas isso não torna o que ela prega uma verdade. É como quando você vai ao médico: alguns querem saber se o caso é grave e outros não”, disse o britânico, que vestia na palestra uma camiseta florida de turista em férias no Brasil.


Em uma das partes mais aplaudidas pela platéia da Flip, Dawkins disse: “É um desperdício terrível viver a sua vida pensando no que vem depois”. “Não desperdice a única vida que você tem.”



Quase ao final da participação da Flip, Dawkins respondeu a mais famosa pergunta que se faz a um ateu. E se você encontrar Deus depois da morte. "Primeiro eu diria: que tipo você é? Um deus grego, um deus asteca, um deus nórdico...?", disse o biólogo, arrancando risadas do público. Depois ele repetiu uma passagem citada em "Deus, um delírio", uma conhecida frase do filósofo Bertrand Russell, para responder a mesma questão: "Não havia provas o suficiente, Deus, não havia provas o suficiente!"

O britânico ainda não deixou de abordar os 150 anos de publicação de "A origem das espécies", de Charles Darwin, ao comentar a clareza do texto, em distinção a textos normalmente feito por acadêmicos.

E quis deixar claro que o fato de ser identificado como darwinista, ou o próprio título de seu livro "O gene egoísta", não significa que ele concorde com a ideia de que "só os mais fortes sobrevivem" para a vida em sociedade: "O nosso cérebro cresceu e evoluiu o suficiente para nos rebelarmos contra essa herança darwinista".

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Marcos Damasceno vai lançar cinco livros

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02/07/2009 - 22h:56

DVG
O escritor piauiense Marcos Damasceno lançará cinco livros de sua autoria, em solenidade no dia 19 de julho, em Dom Inocêncio, no Sul do Estado. São obras baseadas em relatos de antepassados e moradores da região, acerca de fatos históricos ocorridos no Piauí. O escritor, que tem mestrado em Ciências Políticas, disse que o objetivo de seu trabalho é resgatar a história popular, transmitida oralmente ao longo dos anos, para engrandecer personalidades até então esquecidas que contribuíram para a formação do Piauí.

O lançamento dos livros será às 7h, na sede da Igreja Sagrado Coração de Jesus, em Dom Inocêncio. Estarão presentes prefeitos de vários municípios da região e lideranças políticas.

Os cinco livros são João Rodrigues Damasceno, Portal SEM - um convite ao aprendizado, Sociedade Informada, Tiradas do Seu Severino e Zé Grande: o Rei dos Vaqueiros.

O escritor conta que começou a se interessar pela história popular, de tradição oral, ao ouvir histórias contadas por seu bisavô, João Rodrigues, que dá nome à primeira, das cinco obras.
“Havia histórias antigas, que eram passadas de geração a geração e muitas delas eram contadas por meu bisavô”, revela.

Marcos Damasceno disse que esse contato com João Rodrigues lhe ensinou a valorizar a cultura regional e a duvidar da história tradicional, segundo ele, sujeita a manipulação. A partir daí, o pesquisador começou a trabalhar em um projeto de escrever 30 volumes, dos quais sete estão em andamento e cinco serão lançados no próximo mês. Enquanto isso, começou um esforço de cadastrar fontes biográficas para os demais livros da série.

João Rodrigues Damasceno trata da passagem da Coluna Prestes pelo Piauí, abordando um período que vai de 1890 a 1968. “A importância da Coluna, narrada no livro, é que Prestes queria mostrar que o Brasil não era só o eixo Rio de Janeiro - Minas Gerais, mas era preciso integrar outras regiões do país, inclusive o Piauí”, diz o escritor. A obra também trata da participação do Piauí, segundo ele, decisiva, na criação do então Banco do Nordeste do Brasil (BNB).

Para ele, a publicação dos livros só se tornou possível porque o Governo reconhece a importância da tradição e da história popular. Ele disse que as obras resgatam histórias contadas por pessoas que vivenciaram os acontecimentos narrados e têm a função de engrandecer o Piauí e elevar a autoestima dos cidadãos.

Durante a solenidade de lançamento, serão homenageadas 311 pessoas em 17 categorias. Será um reconhecimento a personalidades que moram em 13 municípios da região e que participaram de eventos históricos e contribuíram para a consolidação dos relatos.






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ADÃO DE SOUSA LINA - 28.12.2009 - 09:29

ESTE RAPAZ TEM FUTURO PODERÁ SER GOVERNADOR DO PIAUÍ OU ATÉ PRESIDESNTE DAREPUBLICA ADÃO SP

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Criminosos aplicam série de golpes on-line

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02/07/2009 - 22h:41

Os spams sobre a morte de Michael Jackson ficam cada dia mais numerosos e convincentes, alertam especialistas em segurança da informação. o mais recente malware que pega carona na morte do Rei do Pop, enviado pelo endereço sarah@michaeljackson.com, diz oferecer músicas e fotos secretas de Jackson em um arquivo zip anexado, informou o "Register" nesta quinta-feira (2).

Tendo como assunto "Remembering Michael Jackson", o e-mail malicioso infecta os PCs de quem abre o arquivo anexado, propagando o worm. De acordo com as companhias especializadas em segurança na internet Sophos e Symantec, o malware também é capaz de se espalhar por pendrives USB.

"Os usuários sensatos devem estar bem conscientes de que cibercriminosos serão rápidos em explorar esta notícia para espalhar malware e spam ", disse Graham Cluley, consultor sênior em tecnologia da Sophos, à agência "France Presse". "Quem recebe este e-mail deve excluí-lo imediatamente para evitar o constrangimento de infectar seus contatos de e-mail".

Especialistas em segurança acreditam que o tráfego malicioso associado à morte de Michael Jackson provavelmente se igualará ou será superior ao de outras grandes propagações de spam, como as relacionadas com a gripe suína e a execução do Saddam Hussein.



Para Dermot Harnett, analista de antispam da fabricante de software de segurança Symantec, "a morte de Jackson pegou muita gente de surpresa, inclusive os 'spammers'". "Pode demorar algum tempo para realmente começarem a disparar mais spams sobre o caso", avaliou.

De acordo com o site "TG Daily", geralmente esses e-mails maliciosos não trazem no corpo da mensagem qualquer URL, e-mail ou número de telefone. Outro golpe utilizado pelos criminosos envolve uma falsa campanha on-line pedindo doações para a organização Michael Jackson Organization (Michael Jackson Organization, no idioma original do spam), que nada tem a ver com Rei do Pop.

Outros dizem que "Michael Jackson não está morto", prometem vídeos inéditos dos últimos momentos do astro, trazem enquetes do tipo "Quem matou Michael Jackson?" e até redirecionam para sites de medicamentos indicados para a impotência.

Os registros de nomes de domínio relacionados a Michael Jackson também dispararam desde sua morte, na quinta-feira (25). De acordo com a GoDaddy.com, companhia especializada nessa área, cerca de 7,5 mil nomes relacionados ao astro foram registrados desde então. Já no caso da atriz Farrah Fawcett, que morreu no mesmo dia, foram contabilizados cerca de 100 domínios no mesmo período. Apesar disso, a companhia informou não ter recebido ainda qualquer reclamação sobre o uso desses recém-criados endereços em fraudes, de acordo com informações da agência de notícias "Associated Press".


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Carlão - 04.07.2009 - 04:38

A gente tem que tá de olho nesses caras. Não pode vacilar, galera.

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Grande Dirceu ganha agência da Caixa

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02/07/2009 - 22h:31

A população do grande Dirceu contará com a sua primeira agência da Caixa Economica Federal. A Solenidade de Inauguração da unidade CAIXA Dirceu Arcoverde, acontece nesta sexta feira (03), às 18h, na própria agência que está localizada numa das avenidas mais movimentadas do bairro, a Joaquim Nelson. Estarão entre os presentes o Governador Welligton Dias, o Superintendente Nacional da CAIXA, Nelson Antonio de Souza e diversas autoridades, além das representações de moradores da região.

A nova unidade conta com 900 metros quadrados e atenderá uma população de aproximadamente 150 mil habitantes, suprindo suas necessidades por produtos, serviços bancários e benefícios sociais.

De acordo com o Superintendente Regional da CAIXA, Herbert Buenos Aires a Caixa estava com quase 20 anos sem abrir uma única agência no Piauí, e esta será a primeira agência na zona sudeste de Teresina. “A nova unidade, ao tempo em que amplia a presença da CAIXA em Teresina, tem por objetivo ampliar o acesso das pessoas aos serviços sociais, ao crédito, à habitação e aos demais produtos financeiros disponibilizados”, ressaltou.

A equipe da agência Dirceu Arcoverde será composta por 25 pessoas e os clientes poderão abrir conta-corrente, poupança e optar por produtos e serviços diferenciados, como Fundos de Investimento, Consórcio Imobiliário, CDB, Previdência Privada e seguros em geral, facilitando também o acesso dos trabalhadores e aos benefícios sociais do Governo Federal, como o Bolsa-Familia, FGTS, Seguro Desemprego e PIS, a única serviço que não será disponibilizado é o penhor.

Essa inauguração faz parte das ações de expansão e reposicionamento da rede da CAIXA, com modelos conceitual e ambiental atualizados, contemplando inclusive itens de acessibilidade para pessoas com deficiência ou de mobilidade reduzida. A nova unidade, ao tempo em que amplia a presença da CAIXA no município, objetiva ampliar o acesso das pessoas aos serviços sociais, ao crédito, à habitação e aos demais produtos financeiros .disponibilizados.

A rede CAIXA hoje é composta por 2.073 agências, 470 postos de atendimento bancário, 1.130 postos de atendimento eletrônico, 11.334 correspondentes não lotéricos (desses 5.289 com equipamentos CAIXA AQUI e 6.045 somente negociais), 9.675 casas lotéricas, 19.796 pontos de auto-atendimento em 2.637 salas, além da rede do Banco 24Horas com 6.044 pontos, à qual a CAIXA também é associada, e a rede externa de caixas automáticos compartilhada com o Banco do Brasil (acrescentando 6 mil terminais daquele Banco)”.

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A necessidade de confirmação - ninguém se basta

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02/07/2009 - 22h:23

Ela mesma pintava os cabelos para fazer economia, mas naquele dia, ao passar em frente ao salão de cabeleireiro percebeu que esquecera de comprar a tintura para cobrir os brancos que insistiam em se mostrar. Num ímpeto, entrou, escolheu a cor e entregou-se ao ritual das mãos hábeis da profissional. Assustou-se com a sensação de prazer ao se oferecer o presente. Alguém fazendo algo para ela. Só se via na situação oposta.

Há quanto tempo não se permitia gastar consigo mesma perdera de vista. Colocava sempre alguma coisa antes, para a casa, para o marido, para as crianças. Acostumara-se ao último lugar na fila de necessidades e nem reconhecia se ainda tinha alguma.

Chegou à sua casa feliz, saboreando a travessura.

- Que demora. Onde você estava?

- Pintando os cabelos.

- Estava jogando dinheiro fora?

Caiu como um jorro de água fria na sua alegria quase infantil. Sentiu-se desvalorizada, menosprezada, um lixo. Se desse vazão ao choro que queria irromper a qualquer custo, Sandra com certeza ficaria mais leve, mas perderia a oportunidade de transformar a mágoa em reflexão.
Não é fácil entendermos que o outro fala, age, de um ponto de vista que não é o meu, portanto não adianta esperar que ele veja o que estou vendo, que sinta o que estou sentindo, que valorize o que eu valorizo. Por mais que dividamos coisas, ele tem o próprio tempo e espaço, suas oscilações de humor, suas inquietações, seu universo particular, enfim.

É evidente que as coincidências garantem momentos bem agradáveis na relação: rir das mesmas coisas, dividir o mesmo prato, perceber as mesmas sutilezas de um filme, por exemplo. Reconhecemos, no entanto, que as diferenças são da mesma forma construtivas, pois nos dão possibilidade de aprender com o outro; discutir, negar, ou aceitar outras formas de pensar e agir.

Sandra percebeu que não deveria se melindrar com a reação do outro, nem desacreditar do seu afeto, fazendo desta reação uma medida de valor. Pode pensar, ainda, que a situação apenas refletia a imagem que ela mesma havia construído. Reconstruí-la era tarefa sua. Procuraria, isto sim, outros motivos de prazer, pequenos que fossem.

Sabemos que ninguém se basta. Todos nós ficamos mais felizes quando confirmados no que temos, ou fazemos de interessante; o que não podemos é depender desta confirmação o tempo todo, pois além de enfadonho para quem convive conosco, ele se sentiria desconfortável em pensar o que pensa e perderia a espontaneidade. Cada um de nós deve se responsabilizar pelo próprio prazer.

Agora, se nunca somos confirmados por alguém que escolhemos, ou nos foi dado dividir o cotidiano, é hora de lhe apresentar tal delicadeza. (por Angelina Garcia)


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