Em nota divulgada na tarde deste sábado (4), o prefeito Eduardo Paes determinou a demissão de todos os funcionários envolvidos caso fique comprovada a denúncia de descaso e constrangimento, que teria ocorrido com três grávidas, no Hospital Miguel Couto, no Leblon, na Zona Sul do Rio. Paes pediu o máximo de rigor na apuração do caso.
Uma das três grávidas, em estado grave, perdeu o bebê na maternidade Fernando Magalhães, na Zona Norte. O secretário de Saúde, Hans Dohmann vai visitar a paciente que está internada na Maternidade Fernando Magalhães, em São Cristóvão, na Zona Norte.
Escrito à caneta
Segundo reportagem do site do jornal "O Globo", elas chegaram ao hospital na quinta (2), para dar à luz, mas depois de examinadas um médico teria escrito à caneta no braço delas, o nome da maternidade para onde elas deveriam se encaminhar, além dos números dos ônibus que elas deveriam pegar.
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Secretaria apura se hospital mandou grávida ir de ônibus para maternidade
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A Secretaria não confirma que o atendimento no Miguel Couto foi feito por um médico. As três foram para a maternidade Fernando Magalhães, em São Cristóvão. Uma das grávidas chegou em estado grave, com fortes dores e sangramento. Ainda segundo a reportagem, depois de realizar uma cesariana de emergência, o bebê nasceu morto.
De acordo com a Secretaria, as outras duas grávidas tiveram os filhos e já receberam alta. A jovem que perdeu a criança continua internada na maternidade, porém sem risco de morte.
A Secretaria disse, em nota, que "a direção do Hospital Municipal Miguel Couto abriu sindicância para apurar de quem foi a responsabilidade do ato; assim como a Superintendência Materno Infantil, no nível central, para puní-lo, de forma que as todas medidas cabíveis sejam tomadas". Uma carta também foi enviada ao Comissão de Ética do hospital.
A Secretaria informou também que no prazo máximo de três semanas, o fato será esclarecido e todos os responsáveis serão punidos com o rigor da lei.