Um choque violento contra a parede. E quase toda a carne moída ia pelos ares. Mas ele era feito de massa grossa. E definitivamente não ia perder a batalha para um spaguetti com molho azedo. Afinal de contas, ele era o herói do dia. Era o Homem-Panqueca, defensor dos fracos e oprimidos, um super-herói exemplar que tinha objetivos bem simples: ter direito a sua própria revista em quadrinhos, um filme e um jingle que qualquer criança conhecesse. Nada muito difícil, ele pensava. Mas também sabia que isso ia lhe custar muito molho de tomate.
Adolfo nunca pensou em ser herói. Gostava da vida que levava como funcionário no controle de qualidade de uma fábrica de apitos. O que ele fazia era, basicamente, passar o dia inteiro soprando apitos e verificando se o barulho estava de acordo com as normas da ABNT para barulho de apito. Muitos rotulavam isso como um "emprego de merda", mas ele sempre replicava dizendo que ruim mesmo era a função dos colocadores das bolinhas nos apitos.
Almoçava todos os dias num restaurante italiano perto da fábrica. Já havia perdido a conta de quantas baratas já tinha achado nas lasanhas e concluiu que baratas gostam muito de lasanha. Então, um dia, resolveu pedir panqueca na esperança de não achar nada vivo na comida. De fato, não achou nada vivo, nem mesmo baratas estavam conseguindo sobreviver ao que se servia naquele lugar. A panqueca estava contaminada com uma substância que provocou profundas mutações no corpo do Adolfo. Passou mal naquele dia. E na manhã seguinte acordou recheado de carne moída e expelindo molho de tomate. Isso sem falar na massa grossa enrolada em que tinha se transformado sua pele.
Adolfo também sabia que não era o único que tinha comido naquele restaurante aquele dia. Portanto, não era o único que havia se transformado em uma massa estranha cheia de molho de tomate. Prova disso é que estava apanhando de um de seus maiores inimigos: o homem-macarronada. Suas dezenas de tentáculos de spaguetti eram simplesmente mortais. Mas Adolfo, o Homem-Panqueca não desistia. Deu mais uma volta em sua massa de panqueca, ajeitou a carne moída e partiu para a batalha.
Lula baixou, nesta sexta (3), ao serviço médico do Planalto. Permaneceu ali por 30 minutos.
O médico da presidência da República, Cleber de Araújo Leal Ferreira, apressou-se em esclarecer: Nada sério. A saúde do presidente está sólida. Seu estado geral é robusto. Lula está às voltas apenas com uma gripe.
Nada que o impedisse de tocar a agenda normalmente. Neste final de expediente, voa para a região do ABC Paulista. Participa, em Santo André, dos festejos de 70 anos do Sindicato dos Químicos. No domingo, já em São Bernardo, vota, entre um espirro e outro, no companheiro Luiz Marinho (PT).
Caiu em desuso a mania do brasileiro de dar nome às gripes. Não fosse por isso, a de Lula bem que poderia ser apelidada de “gripe economia brasileira”.
É sólida, salubérrima. Nem por isso está imune a contágios.
Depois de criar a banda com o nome mais Edson Cordeiro de todos os tempos (“9 mil anjos” - Deus do céu, até o Ronaldo Ésper teria vergonha...), Júnior quer provar que o negócio é sério. A banda já lançou a primeira música, “Chuva agora”. Aqui vai um trecho:
“Depressa me atenda
Precisamos de melhor nível cultural
De maneira geral”
Não fica claro se o sujeito da frase é a banda ou, sei lá, a sociedade como um todo. Como eles rimam “mundo” com “segundo” e “cultural” com “geral”, acho que é a primeira alternativa. Bacana mesmo é o cabelo com corte “radical” do garoto e a pose de bad boys da banda. Ouvi falar que tem uma dúzia de velhinhas esclerosadas com medo. Invocado pacas, aê!
Nesse pique Júnior vai levar fácil o prêmio “Garoto Supla do ano”. O prêmio é destinado a esses pobres meninos bem nascidos que, por falta de programa melhor para o sábado à noite, fazem cara de mal e exploram musicalmente a sua revolta existencial. Um prato cheio para adolescentes que ficam putos com as mães que proíbem o consumo de sucrilhos com leite integral. Faz mal para dieta, vocês sabem.
Fico imaginando o público que iria ver um show deles. O Clube do Mickey deve ter gente mais perigosa. Aposto que o disco vai vender horrores. Mas só entre meninas que ainda não menstruaram...
PS: Eu errei algumas das previsões sobre o futuro do garoto. Pois é, parece que vai ser pior do que eu imaginava...
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ton leo
04.10.2008 - 09:23h
Deixa o junior brincar de ser roqueiro, uma hr a moda passa e ele volta a ser o q ...
Saber qual é o seu papel nessa crise toda é simples, basta lembrar um velho ditado: “o lado mais forte da enrabada geralmente fuma charutos cubanos e tem uma propriedade em Aspen”. Logo, pode ir preparando o KY.
O fato do Bush topar abrir a carteira para descolar uns bilhõezinhos não significa que a prática se estende a todos. Quando grandes executivos de finanças apostam em "contabilidade criativa" e fazem merda a gente chama de “crise”. Mas quando você abusa do cartão e se entope de dívidas aí o banco diz que você é um “perdulário”. Aprenda, Juquinha: a gramática pode ser distorcida, só depende da sua conta bancária. Em resumo: não, ninguém vai descolar uma grana para você quitar as parcelas do Armazém Paraíba – ESSA crise é sua, não nossa.
Mas eu já estou criando um novo mercado para quem quer grana fácil. Estou investindo em cantoras de MPB. Se uma delas virar lésbica, o sucesso será imediato e eu lavo a burra – o estigma da Cássia Eller ainda funciona, pode crer.
Bacalhau
Espinafres
Azeite
Alho
Cebola
Batatas
Sal
Mulher
Cerveja
Modo de preparo:
Ponha a mulher na cozinha com os ingredientes e feche a porta.
Tome cerveja durante duas horas e depois peça para ser servido.
É uma delícia e praticamente não dá trabalho.
Bom apetite!
(sorry girls, não resisti)
comentários
pedro
02.10.2008 - 13:05h
kkkkk, cara vc foi muito machista. mas espirituoso. gostei...