O GRANDE VILÃO DO SÉCULO XXI
O jornal “Meio Norte” de 25.06, pag. B-8, sob o título “Sacolas biodegradáveis agora são obrigatórias”, detalha o alcance de lei municipal que trata da substituição das tristemente famosas “sacolas plásticas” pelo comércio varejista do município de Teresina.
No Brasil, o procedimento das empresas na utilização das embalagens para acondicionamento dos seus produtos ao consumidor é regulamentado e fiscalizado pela ANVISA-Agência Nacional de Vigilância Sanitária que dita regras e dá especificações dos produtos colocados no mercado. No caso específico das embalagens plásticas hoje utilizadas, devem ser observadas as regras da RESOLUÇÃO Nº 105, DE 19.05.1999, da ANVISA que, de forma detalhada regulamenta a matéria, inclusive com especificações dos produtos.
Em abril do corrente ano realizamos pesquisa a nível estadual e constatamos que nenhum membro da federação teria adotado a medida até então, embora houvessem estudos para tal.
O problema das embalagens plásticas é universal e alguns países, ao invés de proibir, têm desenvolvido campanha visando persuadir as grandes empresas varejistas, sobretudo supermercados, no sentido de substituirem suas embalagens por outras ecologicamente corretas.
No Brasil, o Ministério do Meio Ambiente, com absoluta correção, recentemente iniciou campanha dirigida às grandes redes varejistas e ao cidadão, estimulando a reflexão sobre o malefício das embalagens plásticas, sob o slogan “Saco é um saco. Para nós, para a cidade, para o planeta e para o futuro”.
Ocorre que mudar alguns hábitos nem sempre significa uma troca vantajosa, como por exemplo, aposentar as sacolas de plástico e usar as de papel. A troca parece aconselhável porque o papel demora menos tempo para se decompor na natureza. Todavia, entendem os especialistas que as sacolas de papel são mais poluentes. Seu ciclo de produção emite 80% mais gases de efeito estufa, consome três vezes mais água e produz duas vezes mais dejetos sólidos do que as sacolas de plástico.
Decididamente está definido o grande vilão planetário do século XXI, é o plástico. É prudente dar oportunidade para que as fábricas de sacolas plásticas migrem para outro ramo de atividade. Já cumpriram, e bem, seu papel.