A GRIPE SUÍNA (H1N1)
A infecção humana produzida pelo vírus Influenza A (H1N1) é um novo subtipo viral resultante da recombinação genética do vírus suíno, aviário e humano, com potencial de disseminação global. Detectado em abril de 2009 nos EUA, a seguir México e Canadá, atualmente atinge todos os continentes.
Até início de agosto de 2009, a situação no Brasil era a que segue: 10.820 casos suspeitos, com 1961 confirmados e 68 óbitos, dos quais 38 em mulheres, sendo que destas, 09 (nove) eram gestantes. Entretanto, com a ocorrência de casos em ambientes fechados, passou-se a fazer a confirmação por vínculo epidemiológico, ou seja, pessoas com sintomas, que conviveram com pacientes que foram confirmados laboratorialmente. Assim, atualmente o país apresenta 36.542 casos suspeitos, dos quais 6.592 confirmados.
No Piauí, até o dia 13/09/09 foram confirmados 99 casos, contando-se ainda com 24 suspeitos (em investigação), não tendo ocorrido nenhum óbito, uma vez que o único com suspeita ainda não teve confirmação.
Ressalta-se que, no momento, 60% dos vírus de Influenza (gripe) que circulam no país são do tipo A (H1N1). Entretanto, é importante o acesso à informação veiculada pela Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde (BRASIL, 2009), a qual afirma que os níveis de gravidade entre a Gripe A H1N1 (19%) e a Gripe sazonal (18,5%) são semelhantes.
É importante atentar para as condições consideradas como fatores de risco para a complicação pela Gripe A (H1N1), quais sejam: doenças respiratórias crônicas, imunodepressão, hipertensão arterial e cardiopatias, menores de dois anos e maiores de 65 anos, além de gestação. O risco de morrer aumenta em 3,46 vezes, quando se apresenta algum destes fatores.
As principais manifestações clínicas da doença são: febre, tosse, calafrios, dor de garganta, dores musculares e articulares, coriza, conjuntivite, diarréia dentre outros. No estágio agudo da doença, o repouso e uma boa hidratação são as principais recomendações. Os antitérmicos podem ser utilizados. Recomenda-se evitar o uso de ácido acetil salicílico, devido à possibilidade do diagnóstico alternativo de dengue. O tratamento específico deve ser instituído pelo médico.
As medidas mais importantes para evitar a propagação da doença, são medidas gerais de higiene pessoal e do ambiente. Cobrir a boca e o nariz com lenço descartável ao tossir e espirrar; Higienizar as mãos com água e sabonete após tossir, antes das refeições, antes de tocar os olhos, boca e nariz e ao usar o banheiro; Evitar locais fechados com aglomeração; Evitar o contato direto com pessoas doentes e não compartilhar alimentos, copos, toalhas e objetos de uso pessoal.