A chuva como um dos fenômenos da natureza, pode provocar enchentes em maior ou menor grau. Tal fenômeno resulta em milhares de desabrigados, danos materiais e morais e, o que é mais grave, doenças das mais variadas. Nesse período, podemos refletir sobre os agentes, que de certa forma influenciam o agravamento dessa situação. Entender como isso se constrói nos permitirá encontrar alternativas viáveis.
Os maiores prejudicados são as pessoas mais vulneráveis, que não possuem condições seguras de moradia ou trabalho, estando à mercê das precárias condições urbanísticas da cidade. O poder público, ao longo dos anos poderia ter criado uma maneira mais eficiente de prevenir tudo isso. Temos que estar preparados para o que pode acontecer, como transbordamento de rios e alagamento por falta de escoamento. Construir barragens e galerias, proibir construções em áreas de risco e conscientizar a população sobre a importância da proteção do meio ambiente, são algumas das soluções.
Estamos destruindo o planeta e não paramos para pensar nisso. Aplicamos por muito tempo um modelo de desenvolvimento que nunca se preocupou com a natureza. Construímos indústrias em áreas de preservação, explorando os recursos naturais de forma indiscriminada e poluindo nascentes e mananciais, obstruímos tubulações, desmatamos enormes áreas, destruímos ecossistemas inteiros.
Como podemos perceber, não cabe no momento apontar culpados específicos. A sociedade como um todo, por ação ou omissão, vem destruindo a natureza, principalmente, pela falta de consciência ecológica e o desrespeito ao meio ambiente. Promover uma profunda reforma urbana que valorize o ser humano e provoque o menor impacto ambiental possível é a única solução.