A PRODUÇÃO CIENTÍFICA X INTERNET: os dois lados da moeda
Não há dúvida de que a tecnologia da Internet democratiza a informação e o conhecimento científico, não obstante ainda se trate de algo alheio à grande parte da população mundial. A Internet congrega, na atualidade, os cinco continentes, sendo mais de 300 milhões de usuários conectados a ela. O Brasil ocupa o décimo lugar, com aproximadamente sete milhões de pessoas conectadas à Rede.
A divulgação da produção científica por meio da Internet é um grande avanço tecnológico da humanidade e seguramente uma forma eficiente, rápida e de fácil acesso de divulgação da produção científica, por se tratar de um meio de comunicação independente, democrático e interativo.
Entretanto, sem assumir posição contrária as inovações tecnológicas, porém talvez na contramão de alguns discursos, chamamos a atenção para o fato de que o maior quantitativo de publicações eletrônicas não é sinônimo de produção científica, no sentido estrito. Aliás, inexiste consenso sobre o que é ou não científico. Mas, existem critérios metodológicos, que especificam critérios de cientificidade quais sejam: originalidade, objetividade, coerência, consistência no seu desenho, respeito aos aspectos éticos, além de necessária submissão, à apreciação crítica da comunidade científica.
Hoje se observa com certa freqüência o leitor menos experiente (estudantes e outros), utilizar o material disponível na Internet de forma aleatória, acrítica, sem demonstrar preocupação com a natureza, fidedignidade, aprofundamento consistência e autoria das informações, o que pode comprometer o processo de construção do conhecimento.
Assim, reiteramos que as novas tecnologias favorecem a ampliação do número de publicações e representam o processo de transformação da realidade, mas é preciso adotar os critérios mínimos de cientificidade supracitados e criteriosa seleção por parte dos que buscam a informação. Isso precisa ser absorvido pelos internautas.