Uma homenagem a todos os colegas de profissão pela difícil, porém apaixonante, arte de trabalhar com os conflitos e inquietações da psiquê: um desafio a cada instante...
Abraços
Diante de toda diversidade com que nos deparamos na nossa sociedade, nada mais natural nos interrogarmos sobre o que é certo ou errado, bem ou mal...
Diante dos crimes bárbaros (incluindo o caso Nardoni, o caso Elizabeth encarcerada pelo seu pai na Áustria, e tantos outros), fica também a pergunta, muitas vezes sem resposta, do porquê.
Seriam casos de patologias ou essas seriam apenas "desculpas" para atos tão estarrecedores? O fato é que todos nós temos os nossos momentos extremos, explosivos e talvez, uma das coisas que nos distancia das pessoas que cometeram esses e outros crimes é um curto intervalo.
Um curto mas importante intervalo, onde a cultura, a educação, a socialização fazem diferença. Esse intervalo diz respeito ao espaço da submissão à lei, às normas, de não se colocar acima do bem e do mal. Os interditos sociais, as normas e as leis precisam ser introjetados, pois são eles que nos constituem enquanto sujeitos faltosos, que nem sempe terão aquilo que desejam.
São eles também que colocam um freio nos nossos impulsos destrutivos e nos permitem outras formas de expressão que não seja a da violência, que tanto temos testemunhado.
Resta então a cada um de nós, buscar as suas próprias saídas, dentro do "bem" e distante daquilo tido como "patológico"...
PS: Em outo momento, abordaremos esse estreito limiar entre normal e patológico.
A violência e indiferença vêm cada vez mais, fazendo parte do nosso cotidiano. Crimes bárbaros, cenas chocantes em noticiários, nos colocam frente a frente com um cenário, no mínimo, impactante.
Será que esse é o preço que se paga para viver numa sociedade moderna, liberal, permissiva? Ou será que nós não sabemos como lidar e o que fazer com "essa tal liberdade"?
Parece estranho falar em modernidade e citar Freud, que elaborou sua teoria psicanalítica há mais de um século, mas desde aquela época, ele nos chamava atenção para a noção de limites, para a necessidade de interdição, para a experiência do Édipo e para a nossa inserção na cultura, na sociedade.
Diante das instabilidades das relações humanas e até de uma certa fria crueldade (pais matando filhos, filhos matando pais) nos questionamos até onde vai o limite de cada um, a busca pela realização plena de seus desejos...como se fosse possível não pagar um preço pelas escolhas feitas!!!
Um abraço.
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