Os moradores de Miguel Alves acordaram cedo na manhã do último domingo (24) para ver de perto a banda instrumental Santa Cecília, que às cinco horas estava animando quem estava na frente da Igreja Matriz de São Miguel Arcanjo, padroeiro do município. Quem esteve por lá pode acompanhar boas musicas e uma queima de fogos.
Ainda pela manhã os moradores participaram da cerimônia de asteamento da bandeira que aconteceu na frente da prefeitura, e em seguida foram Igreja Matriz para participar de uma missa solene. Os Moradores acompanharam também a cerimônia de inauguração da Secretaria de Agricultura.
Durante todo o dia várias atividades esportivas foram realizadas, entre elas estava um passeio ciclístico, e um Rally passeio que teve cerca de sete horas de duração, e percorreu algumas localidades da zona rural.
À noite o prefeito Oliveira Júnior, acompanhado de algumas autoridades fez o corte do bolo, dando inicio a uma grande festa com as bandas Forró Dikunfosa, e Solteirões do Forró.
Conheça um pouco da história de Miguel Alves
A origem e fundação da cidade de Miguel Alves sabem-se pelos relatos dos primeiros habitantes do lugar, que chamavam de Porto da Lenha, isto porque, a navegação feita no rio Parnaíba, tinha lugares para ancorarem vapores e lanchas, com a finalidade, de venderem mercadorias e comprarem abastecimentos, para longas viagens, rio à cima, rio abaixo, também pegavam lenhas para combustão das máquinas a vapor. No final do ano de 1845, o cearense Miguel Alves, castigado pela seca que assolou o Ceará que durou de 1844 a 1846, onde provocou a morte do gado e espalhou fome entre os cearenses, nesta seca um saco de farinha de mandioca era trocado por ouro ou prata.
Por este motivo Miguel Alves com sua esposa e dois filhos chega ao Piauí, construindo residência num morro perto do rio Parnaíba. A vista era muito bonita, por este motivo ele batizou o lugar de Monte Alegre. Desenvolvendo o comércio e o cultivo da terra, produzindo arroz, milho, mandioca, algodão e fumo, o qual foi o principal produto da terra por vários anos. Seus descendentes permaneceram no povoado. Em conseqüência de uma das mais graves secas que atingiram todo o nordeste, acontecida em 1877 a 1879. O Ceará, por exemplo, tinha, na época, uma população de 800 mil habitantes.
Destes, 120 mil (ou 15%) emigraram para a Amazônia e outras 68 mil pessoas foram para outros estados, principalmente para o estado vizinho, o Piauí. A seca de 1877, que ficou na memória coletiva, provocou a morte de aproximadamente 800 mil pessoas em todo nordeste (Conforme Diário de Pernambuco, agosto de 1977).
Destes muitos migrantes cearenses, fugiram da seca para fixarem suas residências nas propriedades do senhor Miguel Alves que os receberam de braços abertos seus conterrâneos e alguns parentes, tendo em vista a notícia que o lugar era muito fértil e agradável a diversos cultivares. Em lugar previamente determinado pelo proprietário, levantaram suas casas e passaram a trabalhar na agricultura, aproveitando sempre as áreas ribeirinhas, as vazantes e os baixões.
Antes da chegada dos migrantes o lugar possuía seis habitantes que era a família de Miguel Alves, e em 1877, devido à migração, o numero de moradores cresceu bastante e o lugar passou a ser conhecido como Arraial do Seu Miguel.