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Produção cearense avança 2,6%

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Produção cearense avança 2,6%

Entre as 14 localidades pesquisadas, a indústria do Ceará teve resultado superior ao do Rio

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07/08/2008 - 14h08 Atualizada em 07/08/2008 - 14h15
fonte Diário do Nordeste www.diariodonordeste.com.br



A produção industrial no Ceará avançou 2,6%, no primeiro semestre, frente a igual período de 2007. No Nordeste, o Estado conseguiu o menor resultado, ficando abaixo da Bahia (4,6%) e de Pernambuco (7,9%). Entre as 14 localidades pesquisadas no País, a indústria cearense teve desempenho superior ao Rio de Janeiro (2,3%) e Santa Catarina (1,3%). Os dados foram divulgados ontem pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

De acordo com Roberto Macêdo, presidente da Fiec (Federação das Indústrias do Estado do Ceará), ´os dados estatísticos não dão voz para nenhum fato relevante. São confirmações do que acontece na economia. Há um desejo de empresários cearenses para melhoria no desempenho da indústria, mas a tendência é de estabilidade´, declara.

No mês de junho, a atividade industrial cearense, ajustada sazonalmente, ultrapassou em 5,7% a variação de maio (-7,1%), após acumular queda de 10,3% nos dois meses anteriores. No confronto com junho de 2007, o setor assinalou expansão de 4,0%, revertendo o recuo do mês imediatamente anterior. Com esse comportamento, o acumulado para os primeiros seis meses do ano (2,6%) fica acima do observado até maio (2,4%).

A taxa anualizada, indicador acumulado nos últimos 12 meses (1,8%), repetiu o resultado do mês anterior. A produção do 2º trimestre de 2008 cresceu 0,9% frente a igual período de 2007, mas recuou 1,7% na comparação com o 1º trimestre.

Produtos
A alta mensal de 4,0% foi puxada por seis dos dez ramos pesquisados, que apontaram taxas positivas. O destaque ficou com alimentos e bebidas (23,5%) que, influenciado sobretudo pela maior produção de castanha de caju para atender ao mercado externo, exerceu a principal contribuição positiva no cômputo geral. Por outro lado, os desempenhos negativos vindo dos setores têxtil (-9,3%) e calçados e artigos de couro (-14,4%), pressionados, respectivamente, pela queda na fabricação de tecidos de malha e de algodão e calçados de plástico e de couro, não permitiram um resultado global mais elevado. Em bases trimestrais, o acréscimo de 0,9% na atividade fabril cearense no segundo trimestre do ano mostra clara desaceleração no ritmo produtivo frente aos resultados do primeiro trimestre deste ano (4,4%) e do último do ano passado (3,6%), todas as comparações frente a igual período do ano anterior.

O menor dinamismo na passagem do primeiro para o segundo trimestre, reflete sobretudo os recuos observados em cinco das dez atividades pesquisadas, com destaque para o ramo de calçados e artigos de couro, que passa de uma expansão de 10,8%(1ºtri) para uma queda de 5,3% no 2º trimestre. No primeiro semestre, o setor de alimentos e bebidas (12,7%) mantém a liderança em termos de impacto sobre a média global.

Entre as atividades que apresentaram decréscimo, as que mais pressionaram a taxa geral da indústria cearense foram: têxtil (-7,7%) e refino de petróleo e produção de álcool (-28,4%), onde em ambas as atividades aproximadamente 80% dos produtos investigados assinalaram queda.
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