galizacig.com
Fechar [x]
10% mais ricos no Brasil detêm 75% da riqueza, diz Ipea

10% mais ricos no Brasil detêm 75% da riqueza, diz Ipea

São Paulo é a cidade em que há mais concentração de riquezas nas mãos de poucos

Avalie     0 de 5
Diminuir Letra Aumentar Letra
galizacig.com
São Paulo é a cidade em que há mais concentração de riquezas nas mãos de poucos
DESIGUALDADE
Márcio: "Nenhum país conseguiu acabar com as desigualdades sociais sem uma reforma tributária"
15/05/2008 - 16h26
fonte Folha Online



Os 10% mais ricos do país concentram 75,4% da riqueza. É o que aponta o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) em um detalhado levantamento sobre as desigualdades no Brasil.

Os dados foram divulgados pelo presidente do órgão, Márcio Pochmann, nesta quinta-feira ao CDES (Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social). O objetivo, segundo ele, é oferecer elementos para a discussão da reforma tributária, cuja proposta já foi apresentada.

A pesquisa também mostra como é essa concentração em três capitais brasileiras. Em São Paulo, a concentração na mão dos 10% mais ricos é de 73,4%, em Salvador é de 67% e, no Rio, de 62,9%.

Para Pochmann, a injustiça do sistema tributário é uma das responsáveis pelas diferenças. "O dado mostra que o Brasil, a despeito das mudanças políticas, continua sem alterações nas desigualdades estruturais. O rico continua pagando pouco imposto", afirmou.

Apenas para efeito de comparação, ao final do século 18, os 10% mais ricos concentravam 68% da riqueza no Rio de Janeiro único dado disponível.

"Mesmo com as mudanças no regime político e no padrão de desenvolvimento, a riqueza permanece pessimamente distribuída entre os brasileiros. É um absurdo uma concentração assim", afirma.

A pesquisa do Ipea também mostra o peso da carga tributária entre ricos e pobres, que chegam a pagar até 44,5% mais impostos. Para reduzir as desigualdades, o economista defende que os ricos tenham uma tributação exclusiva.

Pochmann afirmou que um dos caminhos é discutir uma reforma tributária que melhore a cobrança de impostos de acordo com a classe social. "Nenhum país conseguiu acabar com as desigualdades sociais sem uma reforma tributária", afirmou.

A pesquisa do Ipea também mostra um dado inédito. A carga tributária do país, excluindo as transferências de renda e pagamento de juros, cai a 12%, considerada por Pochmann insuficiente para que o Estado cumpra as suas funções.

Para chegar ao índice de 12% o Ipea excluiu os pagamentos previdenciários, as transferências de renda com programas sociais, como o Bolsa Família, o pagamento de juros e os subsídios a empresas. Os dados referem-se à carga tributária de 2005, que bruta chegou a 33,4%. Em 2007, esse índice subiu para 35,7%.
anuncio     Leia mais sobre Economia no Jornal Meio Norte. Clique e receba em sua casa.
Avalie     0 de 5
Diminuir Letra Aumentar Letra
comentarioscomentários

Deixe seu comentário

  (não será divulgado)
500  caracteres restantes

Envie mas informações sobre essa matéria

  (não será divulgado)
500  caracteres restantes
enquetesenquetes
Qual a sua opinião sobre a divisão do Piauí e criação do estado do Gurguéia?
Sou a favor
Sou contra
Tanto faz, não tenho opinião formada
Coordenador:Ananias Ribeiro - ananiasribeiro@meionorte.com
Todos os direitos reservados. meionorte.com
meionorte.com: Anuncie | Cadastre-se | Trabalhe Conosco
Fale conosco: meionorte@meionorte.com | 86 2107.3032
Conheça o Jornalismo do Bem
Resoluçao indicada: 1024 x 768
Aprenda a ajustar sua resolução
Conheça nossa equipe