Denúncias anônimas levaram os policiais do 33º DP (Goiabeiras) a ‘estourar’, na tarde de ontem, uma rinha de galos que funcionava na Barra do Ceará (Zona Oeste da Capital). As disputas de aves eram realizadas num imóvel de dois cômodos, na Avenida Radialista José Limaverde. Cinco animais, com sinais de maus-tratos, foram encontrados no local, presos em gaiolas.
Chamou atenção dos policiais, comandados pelo delegado Maurício Tindô, e também de fiscais do Ibama, que acompanharam a operação, o fato de que outros 16 galos usados na rinha estavam em gaiolas instaladas dentro de um motel, situado a poucos metros do local das disputas entre as aves.
Os dois imóveis e os galos pertencem a Moisés Laurentino da Silva, o ´Dez´, 40 anos, que responderá a processo na Justiça por crime previsto na Lei de Proteção Ambiental. A pena pode ser de até dois anos de reclusão ou multa.
Laurentino também pagará multa de R$ 500,00 por animal apreendido, acrescidos de R$ 200,00 por ave maltratada. Ele garantiu que o lugar servia apenas para treinamento dos galos para futuras disputas fora dali.
Segundo ele, como o imóvel na avenida tem pouco espaço, resolveu levar os galos para o motel de sua propriedade, colocando as aves em gaiolas junto às suítes. Os 21 galos apreendidos foram levados para a sede do Ibama. As aves apresentavam mutilações pelo corpo, sinais evidentes de que sofriam maus-tratos.