A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) opera no último dia útil de junho com alta de pouco menos de 1%, em linha com o desempenho das Bolsas americanas. O destaque fica para as ações da Petrobras, que avançam mais de 2%.
O Ibovespa, principal indicador da Bolsa paulista, opera com avanço de 0,97%, para 64.946 unidades. O giro financeiro é de R$ 2,78 bilhões, com cerca de 130 mil negócios realizados. Já o dólar comercial é vendido a R$ 1,597, com avanço de 0,12% sobre o fechamento de sexta-feira.
Em Nova York, os principais índices da Nyse (Bolsa de Valores de Nova York) sobem, enquanto que a da Bolsa tecnológica Nasdaq cai. O Dow Jones avança 0,22%, o S&P 500 tem ganho de 0,25% e o Nasdaq Composite aponta recuo de 0,61%.
Boa parte do otimismo nos Estados Unidos ocorre devido ao índice de atividade manufatureira no meio-oeste dos EUA, que chegou a 49,6 em junho, contra 49,1 em maio, segundo o instituto Chicago Purchasing Managers. Apesar de estar abaixo dos 50 pontos (que marca o limite entre a expansão e a contração da atividade), os investidores viram a reação com bons olhos.
O mercado também ficou um pouco mais calmo em relação aos preços do petróleo. Na Nymex (New York Mercantile Exchange), o barril de petróleo leve WTI para entrega em agosto bateu novo recorde de preço, a US$ 143,14, mas depois recuou e às 15h estava a US$ 141,20.
O mercado está preocupado com o avanço da inflação e com a queda do ritmo de crescimento da economia global a chamada estagflação. Neste cenário, preferem investir nos títulos da dívida americana e nas commodities, o que faz o mercado acionário se enfraquecer.
Mas a Bovespa acaba se fortalecendo com a alta do petróleo por causa das ações da Petrobras. Os papéis preferenciais da estatal petrolífera sobem 2,25%, enquanto que as ordinárias ganham 2,9%.
Outra fonte de otimismo do mercado sai do ICI (Índice de Confiança da Indústria) da FGV (Fundação Getulio Vargas), que registrou alta de 1,6% neste mês em relação a maio, ao passar de 119,9 para 121,8 pontos.