O destino do coador, se depender da tendência mostrada pelo mercado brasileiro de café nos últimos anos, será cada vez mais o fundo do armário. O brasileiro está bebendo mais café – segundo a Associação Brasileira da Indústria do Café (Abic), o mercado cresceu 25% de 2003 a 2007, mais do que o dobro da média mundial –, mas faz isso cada vez mais fora de casa.
De acordo com a associação, 32% do consumo de café no Brasil eram fora de casa em 2006 – neste número estão incluídos o que é bebido em máquinas de escritórios, padarias e cafeterias. No ano passado, a relação passou para 36% e, com a expectativa de alta de 20% para este mercado neste ano, a proporção deverá passar de 40%.
Com isso, o número de casas de café vem crescendo rapidamente: 500 cafeterias deverão ser abertas somente em 2008, elevando o número para 3 mil em todo o país. Essas lojas pegam carona no crescimento do consumo per capital no país, que já passou 5,5 quilos por habitante ao ano, nível parecido com mercados mais desenvolvidos, como o alemão, o francês e o italiano.
O Brasil é hoje o principal produtor de café do mundo – com 33,7 milhões de sacas em 2007, mais do que o dobro do segundo colocado, o Vietnã – e também o maior exportador, com mais de 28 milhões de sacas vendidas. Até 2010, de acordo com a Abic, o objetivo é que o país seja também o principal consumidor do mundo, com 21 milhões de sacas.