Enquanto o consumo energético brasileiro aponta para alta de 3,8% de janeiro a julho deste ano, em relação a igual período de 2007; no mesmo comparativo, a energia utilizada pelos cearenses recebeu incremento de 5,2%. Segundo dados divulgados, ainda em caráter preliminar, pela Companhia Energética do Ceará (Coelce), no intervalo dos sete primeiros meses de 2008, o volume faturado pelo mercado cativo da concessionária contabilizou 3,798 milhões de MWh/mês.
Assim como no País, os segmentos residencial e comercial puxaram o resultado do Ceará, com alta, respectivamente, de 4,7% e 4,9%.
Entre janeiro e julho deste ano, a Coelce recebeu 102,6 mil clientes novos e passou a totalizar cerca de 2,7 milhões de usuários.
Se analisado julho de 2008, frente ao mesmo mês de 2007, a elevação no consumo de energia foi ainda maior. Ao invés de 5,2% de incremento, 8,2% a mais de energia utilizada. No último mês, o total de energia distribuída na área de atuação da Companhia alcançou 556,447 mil MWh/mês.
Deste montante, também destacam-se o consumo faturado pela classe residencial, apresentando alta de 9,7% e fechando em 199,754 mil MWh/mês; e pela classe comercial, que cresceu 8,7% e fechou os 31 dias do mês passado absorvendo 115,357 mil MHh/mês.
Brasil Conforme apontou o estudo divulgado ontem pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), entre julho de 2007 e de 2008, o número de unidades consumidoras residenciais no Brasil aumentou 3,5%, o que reflete a incorporação de 1,8 milhão de novas unidades. Nos 12 meses, o consumo médio das residências brasileiras foi de 148,1 KWh/mês (1,1% acima do registrado no mesmo intervalo no ano passado). Na avaliação da EPE, ´os resultados do consumo de energia elétrica seguem impulsionados pela evolução da atividade econômica´.
Isoladamente, em julho, o consumo, atendido através do sistema elétrico nacional totalizou 32.509 GW/h, o 2º maior do ano. Trata-se de uma alta de 6,1% sobre o registrado no mesmo mês de 2007.
Novamente, os clientes residencial e comercial assinalaram as maiores expansões, respectivamente, de 8,4% e 7,2%.
Regiões As regiões brasileiras onde as altas foram mais expressivas foram: Centro-Oeste (7,7%), Sul (6,9%) e Sudeste (6,6%). No acumulado do ano, o consumo cresceu 3,8%, superando o resultado do 1ºsemestre (3,5%). As classes residencial e comercial lideram a expansão, com taxas respectivas de 5% e 4,3%.