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Cooperativas nacionais vendem mais ao exterior

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Cooperativas nacionais vendem mais ao exterior

Na contramão do País, as cooperativas do Ceará permanecem à margem do mercado internacional

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25/08/2008 - 07h46 Atualizada em 25/08/2008 - 08h06
fonte Diário do Nordeste www.diariodonordeste.com.br



As cooperativas brasileiras registram crescimento de 28,4% nas exportações do primeiro semestre deste ano, em relação ao mesmo período de 2007. Na contramão, as cooperativas do Ceará permanecem à margem do mercado internacional, não tendo realizado nenhuma exportação ao longo deste ano. No País, as vendas do setor ao mercado externo somaram US$ 1,86 bilhão nos seis primeiros meses deste ano, contra US$ 1,45 bilhão no mesmo período do ano passado. A performance resulta da comercialização de produtos do complexo soja, carnes e setor sucroalcooleiro oriundos do Paraná, São Paulo e Rio Grande do Sul.

Os dados são do levantamento da Gerência de Mercados da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), tendo por base informações do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). A análise indica ainda que a balança comercial do setor apresentou superávit de US$ 1,6 bilhão, com crescimento de 19,53% em relação ao primeiro semestre de 2007. No mesmo período, as cooperativas brasileiras importaram US$ 277,87 milhões.

Conforme o estudo, os valores exportados e a cotação do dólar apresentaram comportamentos inversos. Mesmo com os desafios impostos à exportação da produção, como a valorização do real de 42,9% nos meses de janeiro a junho entre 2004 e 2008, as cooperativas registraram receitas cambiais crescentes. As variações nas exportações do setor cooperativista superaram às brasileiras nos primeiros semestres de 2007 e 2008. De janeiro a junho do corrente ano, a superioridade foi de 19,39%, considerando o incremento de 28,4% das exportações das cooperativas com as vendas externas brasileiras (23,8%).

Produtos

Entre os produtos exportados pelas cooperativas brasileiras, ocupa o primeiro lugar no ranking, o complexo soja, totalizando US$ 648,68 milhões e respondendo por 34,89% do total. O incremento é explicado pelo aumento das exportações da soja em grão (75,97%) e do farelo de soja (78,41%). Em 2º vêm as carnes, com total de US$ 410,94 milhões e volume exportado de 194,40 mil toneladas. A participação nas vendas externas foi de 22,10%. Neste segmento, as carnes de aves ficaram na liderança, respondendo por 53% do total. O complexo sucroalcooleiro é o 3º, com 22,09% das exportações, somando US$ 410,68 milhões e 1,02 milhão de toneladas.

O principal mercado de destino dos produtos das cooperativas brasileiras foi a China, que representou 12,28% do total, com US$ 228,25 milhões. O destaque das vendas para a China ficou com a soja (99,6%). Na seqüência vem a Alemanha (11,08%), os Países Baixos (9,31%), a Rússia (6,07%), os Estados Unidos (6,04%) e o Japão (5,61%).

PARA EXPORTAÇÃO

No Estado, cooperados ainda não têm estrutura


Considerando o primeiro semestre de 2008, o Paraná liderou nas exportações dos produtos cooperativistas, com 36,60% do total e um valor absoluto de US$ 680,55 milhões. O complexo soja e as carnes aparecem como os principais produtos vendidos. Em seguida, está São Paulo, que exportou US$ 388,22 milhões no primeiro semestre de 2008, representando 20,88% do total exportado pelas cooperativas brasileiras, com destaque para os sucroalcooleiros. O Rio Grande do Sul é o terceiro, com US$ 240,71 milhões, respondendo por 12,95% do total. Seu principal produto foi o trigo.

De acordo com o presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras no Estado do Ceará (OCB/CE), João Nicédio Alves Nogueira, as cooperativas agropecuárias do Ceará, em sua maioria, são formadas por pequenos produtores, que ainda não têm estrutura para exportar. Segundo ele, porém, há dois segmentos produtores no Estado, que caminham para dar os primeiros passos no mercado externo. ´Temos o segmento de lacticínios, que não exporta porque precisa abastecer o mercado interno. Hoje, o Estado precisa importar para garantir a demanda, mas quando nos tornarmos auto-suficientes, poderemos exportar leite. Outro setor com perspectiva é o de mel. Quando os produtores se organizarem, vamos conseguir vender´.
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