A Coréia do Norte levou partes de um reator nuclear para a usina de Yongbyon com intenção de reativá-la, afirmou, hoje, o ministro das Relações Exteriores da Coréia do Sul, Yu Myung-hwan. "Não são apenas palavras" disse a repórteres, após fazer um apelo para que o país vizinho retome o processo de desnuclearização.
Com a ameaça de retomada do programa nuclear, Estados Unidos, China, Japão e Coréia do Sul devem se reunir em Pequim, amanhã, para discutir uma forma de barrar os planos da Coréia do Norte de reativar a usina, localizada a 90 km ao norte da capital Pyongyang. O ministro ainda disse, ontem, que o embaixador sul-coreano Kim Sook vai à capital chinesa encontrar-se com o secretário-assistente de Estado dos EUA, Christopher Hill. Mais tarde, um alto funcionário do Ministério das Relações Exteriores do Japão disse que vai se empenhar para que China e Japão também participem do encontro.
Ontem, ao ser questionado sobre a possível reativação do complexo nuclear de Yongbyon, o porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Sean McCormack, disse que a Coréia do Norte estaria apenas "deslocando" equipamentos da usina.
"O que sei é que, baseado no que conhecemos a partir de nossa gente na região, não há um esforço de reconstrução, de reintegrar este equipamento na instalação de Yongbyon", disse McCormack. Ele reconheceu, no entanto, que o processo de desnuclearização não está avançando e que os norte-coreanos não estão colaborando para criar um regime de verificação.
No dia 26 de agosto, o governo norte-coreano anunciou a interrupção do processo de desmantelamento de suas instalações nucleares. Foi uma resposta à atitude do governo dos EUA de não retirar o país de sua lista de nações terroristas. Com isso, a Coréia do Norte fica impedida de obter empréstimos de organizações internacionais.
No ano passado, o país comunista assinou acordo com EUA, Japão, China, Rússia e Coréia do Sul e se comprometeu a encerrar seu programa nuclear. Em novembro de 2007, a Coréia do Norte começou a desmontar suas instalações nucleares.