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Correios entram em greve pela segunda vez em 2008

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Correios entram em greve pela segunda vez em 2008

Cerca de 400 funcionários foram paralisados nesta terça-feira

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02/07/2008 - 09h51
fonte Viviane Menegazzo Jornal Meio Norte



Uma nova paralização dos funcionários da Empresa de Correios e Telégrafos (ECT) deve atrasar a entrega de correspondências e encomendas em todo o Brasil. Em assembléia realizada na última segunda-feira, ficou determinado indicativo de greve da categoria em todo o país. No Piauí a greve teve início na manhã desta quinta-feira e paralisou cerca de 400 funcionários somente em Teresina.

Atualmente existem cerca de 108 mil trabalhadores no país. Desse total, cerca de 1.390 trabalham somente no Piauí. Segundo o presidente do Sindicato dos Funcionários dos Coreios do Piauí, José Rodrigues, já houve adesão de alguns municípios como Picos e Floriano, mas a maior paralisação acontece mesmo na capital. “Dependendo da movimentação a nível nacional os demais funcionários irão aderir à greve. Esperamos parar 100% dos trabalhadores da base do Piauí”, explica.

A categoria reivindica o cumprimento de um termo de compromisso assinado, em novembro de 2007, pelo ministro das Comunicações, Hélio Costa, e pelo presidente dos Correios, Carlos Henrique Custódio. O acordo estabelecia adicional de periculosidade equivalente a 30% do salário por mês, aumento no percentual da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), e a implementação de um Plano de Cargos, Carreiras e Salários.

Segundo José Rodrigues atualmente o piso base pago aos funcionários é de R$ 603,00, mas eles estão reivindicando o piso base de R$ 1.190,00. “Além do aumento do piso salarial queremos o adicional de periculosidade de 30%. Eles estão oferecendo um adicional de atividade de distribuição e /ou coleta externa e o adicional de atendicional em guichê em agência de correios, que não chega a R$ 260,00, mas nós queremos o adicional em cima do salário base”, ressalta.

Uma outra alegação do Sindicato é que o Ministério das Comunicações já liberou cerca de 390 milhões para o pagamento destes dois adicionais sugeridos pela empresa. “O que soubemos é que esse dinheiro não será aplicado integralmente para o pagamento desses adicionais, cerca de 60 milhões será usado para outros fins. Por conta de todos estes impasses a greve está mantida até que possamos negociar plenamente os direitos da categoria”, afirma.

Um nova assembléia estava marcada para acontecer na tarde desta terça-feira. Em nota os correios informam que estão cumprindo todos os acordos firmados, mas que não podem oferecer o aumento de 30% de adicional porque a profissão não é definida como de risco pela Consolidação das Lei Trabalhistas (CLT).
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