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Crise não altera estratégias da siderúrgica no CE

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Crise não altera estratégias da siderúrgica no CE

Inicialmente, será feita a terraplanagem, que tem duração estimada de 12 meses.

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07/10/2008 - 11h38
fonte Diário do Nordeste www.diariodonordeste.com.br



Apesar das incertezas sobre os impactos que a conjuntura econômica internacional trazem à realidade local, os avanços em relação à instalação da Companhia Siderúrgica de Pecém (CSP) seguem sem entraves. Pelo menos, até agora. O início das obras da usina está previsto para maio de 2009. ´Até o presente momento, a crise não altera as estratégias definidas´, afirmou o gerente de Projeto da CSP, Pedro Braga.

Inicialmente, será feita a terraplanagem, que tem duração estimada de 12 meses. Paralelamente, começa a compra e fabricação dos galpões e equipamentos. As obras civis (fundações) terão início após o término da terraplanagem.

Lay out pronto

O layout preliminar, que aponta as devidas localizações de cada um dos componentes da usina, está pronto, e atualmente estão sendo concluídos o estudo de viabilidade. A expectativa é de que este documento esteja finalizado até dezembro deste ano.

´Somente poderemos detalhar este assunto provavelmente em dezembro de 2008´, destacou o gerente.

Este estudo, que teve início em abril, com a assinatura de um memorando de entendimentos entre as empresas Vale, a coreana Dongkuk Mill Co. e a japonesa JFE Steel, vai mostrar se é viável a implantação de uma usina para a produção de 6 milhões de placas de aço anuais. Após este estudo, a JFE Steel, terceira maior siderúrgica do mundo, irá afirmar se entrará, ou não, no consórcio CSP. Entretanto, independente da participação da japonesa, o projeto da usina já está reformado no novo tamanho.

Segundo Braga, a siderúrgica deverá estar concluída no final de 2012. O processo de licenciamento ambiental está em andamento. A CSP elabora atualmente o EIA/Rima (Estudo e Relatório de Impacto Ambiental).

Mão-de-obra

Em relação ao recrutamento de mão-de-obra para o empreendimento, Braga informa que estão sendo produzidos os Planos de Cargos necessários para a área de Recursos Humanos, tanto para a fase de construção como para a operação da usina no Pecém.

´Cronogramas para as fases de construção e operação estão sendo finalizados para serem enviados ao Governo do Ceará, para juntos traçarmos uma estratégia de Recrutamento e Seleção, sempre com foco de utilizar o maior percentual possível de mão de obra local´, garante o executivo.

Produção

A produção da CSP será, por completo, direcionada ao mercado externo. A usina se localizará em uma área de 996 hectares no setor 1 do Complexo Industrial e Portuário do Pecém.

O complexo foi dividido pelo Estado em quatro setores, e a usina se localiza dentro dos limites do município de São Gonçalo do Amarante

As desapropriações ainda estão em processo, sendo realizadas pelo Governo do Estado.

SELETIVIDADE COM O CONSUMIDOR
Crédito seca para segunda linha

Brasília. As instituições financeiras ficaram muito mais rígidas ontem para liberar os créditos de desconto de duplicatas, o que fez praticamente secar as linhas de financiamentos para companhias que não são consideradas de primeira linha, segundo os critérios de classificação de risco seguidos pelos bancos. A concessão de empréstimos ao consumidor também está mais seletiva, com taxas maiores e prazos menores.

´O tranco no crédito foi sentido neste início de semana especialmente por empresas de varejo que precisam de recursos para financiar o consumidor e indústrias que não apresentam bons indicadores de endividamento em relação ao patrimônio líquido. O momento está muito difícil para empresas que têm indicadores com problemas´, disse uma fonte.

Já para as empresas tidas como muito seguras, há dinheiro para capital de giro só que a um custo muito mais elevado. Em 20 dias houve um crescimento de 30% a 40% nas taxas para desconto de duplicatas, de 1,1% ao mês para 1,6%.

Além do aumento dos juros e da restrição no crédito, grandes redes varejistas e indústrias paralisaram ontem as negociações para compra de mercadorias. Neste caso, o que está atrapalhando o fechamento dos contratos é a cotação do dólar, que hoje fechou em R$ 2,20. Segundo uma indústria do setor de bens duráveis, nem o varejo nem a indústria estão seguros das
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