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Dantas chega à sede da PF para prestar depoimento com uma hora de atraso

Dantas chega à sede da PF para prestar depoimento com uma hora de atraso

Banqueiro foi acusado de crimes financeiros e corrupção

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16/07/2008 - 16h02
fonte G1



O banqueiro Daniel Dantas, dono do Opportunity, chegou à sede da Polícia Federal em São Paulo para prestar depoimento por volta das 15h desta quarta-feira (16), com uma hora de atraso. O depoimento estava marcado para começar às 14h. Ao chegar, o ex-banqueiro não falou com a imprensa.

Dantas foi acusado na Operação Satiagraha, da PF, de crimes financeiros e corrupção por uma suposta tentativa de suborno a um delegado da PF para retirar seu nome e o de familiares da investigação.

O banqueiro foi preso no dia 8 de julho, mas acabou sendo libertado após obter um habeas corpus no Supremo Tribunal Federal. Voltou a ser preso no mesmo dia e conseguiu liberdade novamente.

Dos presos pela PF na operação, seguem detidos o ex-presidente da Brasil Telecom Participações Humberto Braz e Hugo Chicaroni. De acordo com as investigações, Braz e Chicaroni teriam oferecido propina de US$ 1 milhão ao delegado. Na casa de Chicaroni, a PF apreendeu mais de R$ 1 milhão.

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Humberto Braz prestou depoimento na terça (15) e optou por permanecer calado. Segundo seu advogado, a defesa não teve tempo para ler os autos do inquérito e seu cliente estava com o estado emocional abalado, já que ficou preso em uma sela comum no Centro de Detenção Provisória de Guarulhos, na Grande São Paulo. Os advogados informaram que Braz seria transferido para a prisão de Tremembé, no interior do estado, onde há celas especiais para presos com nível superior.

Suborno

Além da acusação de suborno contra o delegado, escutas telefônicas feitas pela PF com autorização da Justiça mostram que pessoas ligadas ao banqueiro Daniel Dantas, dono do Opportunity, monitoraram em maio o juiz federal Fausto De Sanctis, que determinou por duas vezes a prisão de Dantas, e cogitaram suborná-lo, informou nesta quarta-feira (16) o jornal "O Estado de S.Paulo".

Isso teria ocorrido, de acordo com a PF, antes da oferta feita, em junho, de US$ 1 milhão ao delegado.

Nélio Machado, que defende Daniel Dantas, considerou "estranha" a acusação de que Dantas teria cogitado subornar o juiz. "Isso é o fim da picada. Completamente sem fundamento e bem no dia em que o Daniel vai prestar depoimento. Estou inclinado a pedir suspeição dele [Fausto De Sanctis]. Acho muito estranho, tem conteúdo de mais armação do que qualquer outra coisa." Segundo o advogado, o pedido de suspeição do juiz com a alegação de que ele não está neutro no caso, poderia acarretar em seu afastamento do caso.
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