A Capital cearense atingiu a menor taxa de desemprego no mês de junho desde 1996, com o índice de 11,48%. De acordo com a Pesquisa do Desemprego e Subemprego em Fortaleza, no mês passado, o número de desempregados na cidade totalizou 120.804 trabalhadores. No comparativo com junho do último exercício, o desemprego registrou queda de 2,38 pontos percentuais (p.p.), mantendo-se no mesmo patamar de maio, quando a taxa ficou em 11,49%.
Considerando o total geral da população ocupada por categoria ocupacional, foram gerados entre maio e junho do ano em curso 6,9 mil novos postos de trabalho, totalizando 931.510 vagas, contra as 924.587 do mês anterior. De maneira geral, as oportunidades de trabalho surgiram principalmente na iniciativa privada, com 14,6 mil vagas em empresas particulares, sendo que 93% delas (13,5 mil), foram com carteira assinada.
Entre os setores da economia, os serviços lideraram no volume de ocupações, sendo responsável por 14,2 mil vagas. Na construção civil e no comércio, foram eliminadas, respectivamente, quatro mil e 3,5 mil vagas em junho de 2008. No período, foi verificado, ainda, um crescimento da renda média dos trabalhadores, passando de R$ 517,78, em maio, para R$ 528,93 no mês de junho.
´Podemos dizer que houve um ganho real significativo, acima de 8%. Entretanto, a maior freqüência ainda é o salário mínimo´, comenta Erle Mesquita, coordenador de Estudos e Análise do Sine/IDT. De acordo com ele, ´considerando o crescimento das ocupações, o quadro de estabilidade do desemprego e o aumento da renda em Fortaleza, a perspectiva para o segundo semestre é de melhoria do mercado de trabalho´, afirma.