O suposto chefe militar da organização separatista basca ETA, Garikoitz Aspiazu Rubina, conhecido como "Txeroki", foi detido durante a madrugada de hoje, no departamento dos Altos Pirineus, sudoeste da França, anunciou ministra do Interior, Michele Alliot-Marie. O presidente do governo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, declarou que a prisão de "Txeroki" representa um importante golpe contra a organização.
O chefe militar do ETA, de 35 anos, já havia sido localizado há alguns dias, mas foi preso na madrugada de ontem, em Cauterets, no departamento francês de Altos Pirineus, perto da fronteira com a Espanha, na companhia de uma mulher cuja identidade não foi divulgada, mas que deve se tratar de sua companheira sentimental, segundo a ministra. A polícia francesa encontrou uma pistola, documentos falsos e um computador durante a revista realizada depois da prisão.
A ministra francesa afirmou ainda, em um comunicado, que "Txeroki é suspeito dos assassinatos de dois guardas civis espanhóis em Capbreton, no dia 1º de dezembro de 2007". Michele parabenizou as divisões policiais (a SDAT, comando antiterrorista, e a DCRI, direção central de inteligência interna) que tornaram a prisão possível.
Os guardas civis Raúl Centeno, 24 anos, e Fernando Trapero, 23, foram assassinados a tiros por três membros do ETA na saída de uma cafeteria de Capbreton, quando realizavam uma missão no sudoeste da França. Os dois estavam justamente em busca do chefe do ETA, segundo a imprensa espanhola, e "Txeroki", que os policiais denominavam de "O Índio", teria participado diretamente na morte.
Zapatero, por sua vez, citou a operação de prisão como "determinante na luta contra o ETA". "Caiu aquele que há tempos dirigia as ações do bando terroritsa ETA, e caiu, além disso, o responsável direto por alguns dos últimos assassinatos cometidos pelo ETA", afirmou, falando rapidamente à imprensa.
Ele enfatizou que o grupo "não perdeu sua capacidade de atentar contra todos os cidadãos, não perdeu sua capacidade de causar dor, mas, com esta prisão, sofreu um duro golpe". Zapatero assegurou que a prisão de "Txeroki" cumpre com a promessa do governo espanhol de deter os autores dos assassinatos dos dois guardas civis.